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Editorial – Julho - Publicar? Claro que sim!

Editorial – Julho - Publicar? Claro que sim!

  •  2019-07-14
  • Por: Solange Pinto

Troquei o passado dia dez, pelo dia de hoje, para que passasse exactamente uma semana da corrida de 6 de Julho, em Coruche.

Quis ver todas as reacções, assim que percebi que as haveria, quis ver todos os comentários, quis saber todas as opiniões, sem que contudo, alguma vez duvidasse do que fazer, do que publicar naquelas circunstâncias, do que dizer e escrever sobre uma corrida tão acidentada, como na verdade foi…

Florear acontecimentos, mascará-los ou ocultar notícias, nunca foi a postura deste órgão de comunicação, que o é, na verdadeira acepção da palavra.

Tudo escrito, tudo mostrado, tudo e todos informados em tempo mais que real, com rigor, com confirmações e sem suposições. O TouroeOuro, fez aquilo a que deontologicamente está obrigado. Publicou as imagens das quedas dos cavaleiros, confirmou junto do corpo médico (com gravações) a extensão das suas lesões, bem como o fez, no caso dos forcados.

A decisão da publicação das imagens, não foi pensada naquele momento, uma vez que o TouroeOuro, tem uma linha editorial, que afina pela verdade, pela coerência e por balizas bem definidas do que é ou não notícia e claro, ali, em Coruche, todos sabíamos o que fazer.

Que fique claro, o TouroeOuro informa, conta, mostra e jamais será um órgão castrado pelo medo dos anti-taurinos. O TouroeOuro escreve e fotografa para todos e são esses todos, quem escolhem ser ou não aficionados. A Festa dos touros, a sua envolvente e as paixões, os triunfos e as não desejáveis mas, possíveis tragedias, são os mais fortes motivos para se ser aficionado e repito, não vale a pena mascarar a festa para que venham mais uns quantos ao engano, julgando que o toiro é um animal de quintal e que um toureiro, é um acrobata ou um bailarino.

Não temos dúvidas e se acaso tudo se repetisse um qualquer dia, o TouroeOuro faria exactamente o mesmo, porque somos jornalistas, profissionais, e informar é a nossa prioridade.

Lamentamos tudo o que ocorreu em Coruche, os danos causados, mas, estivemos onde esteve a notícia e isto, é apenas e só, uma declaração de intenções face a casos futuros, porque não saberíamos nunca, fazer de forma diferente.

Não poderia deixar de neste Editorial, felicitar o fotógrafo João Dinis, pela soberba reportagem feita no TouroeOuro. Estava no lugar certo, não escondeu a ‘objectiva’ e fez, o que deveria fazer… Pela qualidade das suas imagens, as mesmas correram pelos órgãos generalistas, em reportagens que foram da responsabilidade de quem assinou as peças, e disso, não tenham dúvidas…

Grande repórter, um dos melhores fotojornalistas que se ‘passeia’ numa trincheira e claro, um dos poucos a quem se pode chamar isto… fotojornalista!

Os outros, os que pensavam que ser fotógrafo era apenas tirar fotos a tricórnios, barretes e lábios pintados nas bancadas, na ânsia de vender uma fotografia a 5 euros, desses, jamais rezará a história jornalística… não existem, são exactamente aquilo que uma vez disse, aquelas melguitas que nos pousam em cima, chateiam, mas que, quando nos fartamos, aniquilamos num abrir e fechar de olhos, pela dissemelhança de tamanho e pela desproporção evidente…

Parabéns dados ao autor das imagens, resta pedir a todos, que pensem que o Correio da Manhã, é o único órgão de comunicação a dar importância à tauromaquia, realizando na temporada, três corridas com a sua marca, bem como mantém, regularidade na publicação de fotolegendas, e mesmo algumas reportagens mais alargadas.

Ao contrário do que por aí se diz, o Correio da Manhã, também publica o bom!

Haja agradecimento, reconhecimento e menos tacanhice, porque a reportagem da estúpida polémica, foi forte, mas não foi anti-taurina como outras que vi noutras publicações, patrocinadas por entidades de relevância na tauromaquia.

E porque as pessoas de bem, têm apenas um peso e uma medida, quero agradecer a todos, quantos nos enviaram mensagens de apoio face a certos ataques (e não foram poucos, anónimos, amigos, diversos forcados e até cavaleiros figuras do toureio a nível mundial), a todos quantos nos felicitaram publicamente e saíram em absoluta defesa e sobretudo, aos colegas, Francisco Morgado, João Cortesão, Miguel Alvarenga e Hugo Calado por nos engrandecerem com os profissionais que são e o desassombro de defenderem sobretudo, uma coisa séria que é o jornalismo!

Se a pergunta é “Publicar o triunfo e a tragédia?”, a resposta é: Claro que sim!


TouroeOuro – Oito anos felizes!

TouroeOuro – Oito anos felizes!

  •  2019-06-10
  • Por: Solange Pinto

Foi sonhado muito antes, mas, foi no ano 2011, que o sonho deu lugar à realidade…

O ano designado por ‘Ano Internacional das Florestas e Ano Internacional da Química’, foi também inequivocamente marcado por impactantes manifestações em países árabes, pelo casamento do Príncipe Wiliamm e Kate, pela passagem dos dez anos do atentado do 11 de Setembro, em Nova Iorque.

Neste ano, morreu o maléfico símbolo Osama Bin Laden, ou o ícone informático Steve Jobs.

Taurinamente falando, foi neste ano também, que se cumpriram os dez anos da estocada efectiva de Pedrito de Portugal na Feira da Moita e claro, alternativas como as de Tomás Pinto ou Ana Rita.

No dia 10 de Junho, de 2011, o mesmo dia da profissionalização de Tomás Pinto, nasceu o TouroeOuro. Com ele, a inequívoca mudança da informação taurina em Portugal.

Às seis da tarde, dávamos início ao primeiro DIRECTO da história do TouroeOuro e sobretudo, mudava-se o rumo celeridade na chegada da notícia.

Em tempo real, contámos todas as incidências, de um cartel composto pelos cavaleiros João Moura, Diego Ventura e Tomás Pinto. Praça absolutamente cheia, num Dia de Portugal, com portugueses e uma grande carga emocional para uma equipa que viria a revolucionar a comunicação cibernauta, em Portugal e até mesmo a nível mundial. Nunca antes, se tinha dado à estampa, uma crónica em tempo real, com imagens publicadas no mesmo momento.

Oito anos depois, continuamos a inovar, continuamos a mostrar que todo o vasto e intenso trabalho desenvolvido, nos coloca justamente no lugar cimeiro da preferência dos portugueses na hora da busca de informação.

O TouroeOuro, é hoje importante referência e fonte para outros órgãos de comunicação generalista e a sua desassombrada coragem na hora de opinar, coloca-nos na mira de lobbys instalados que tentamos a tudo o custo desmascarar, a bem da Festa que defendemos acima de tudo!

O arrojo, a pluralidade de informação, fez já a sua escola por entre os novéis órgãos que até aqui não entendiam a tauromaquia como um todo.

O TouroeOuro, rompeu fronteiras, sendo consultado nos quatro cantos do mundo, sendo respeitado em todos eles, quiçá muitas vezes mais do que no seu próprio país, onde os tais interesses instalados, se sentem beliscados…

Com carteiras ou sem elas, com palmadas nas costas ou bofetadas, com educação ou ausência dela por parte dos agentes taurinos, continuaremos na luta pela verdade, pela coerência e pela arte, porque aqui, é disso que falamos, sem que sintamos ser necessário alimentar egos de quem se promove à custa da Festa, por escassez de outras razões de exaltação social.

No TouroeOuro, somos felizes, temos amigos por muito que pensem e queiram fazer o contrário e não morremos, nem que nos matem… Na trincheira, fora dela, na bancada ou onde quer que seja, somos fortes e não desistimos de mostrar que somos realmente os melhores e que quem tem os milhões de visitas, somos nós!

Perdoem-nos a ausência de humildade, mas, somos bons de verdade, nós e a equipa que ao longo destes oito anos proporcionou o sucesso absoluto que é o TouroeOuro.

Continuaremos felizes, hoje diferentes de há oito anos atrás, mas, jamais esqueceremos os grandes amigos que tivemos a nosso lado… os bons, ainda aqui estão e aqui continuarão! Os maus, eram apenas isso, maus… mas perdoemo-los, desses não rezará a história!

Obrigado, aos nossos colaboradores, aos seus pais, aos seus filhos, aos seus maridos e mulheres, por ‘permitirem’ as prolongadas ausências na época taurina.

Obrigado às nossas famílias e amigos, por sofrerem connosco, por nos defenderem incondicionalmente, mas principalmente, por partilharem os nossos triunfos.

Obrigado, a João Pedro Bolota, por há oito anos, nos ter aberto as portas da ‘sua’ Celestino Graça, linda por ter roçado o ‘Esgotado’ e para que entre barreiras, realizámos o nosso primeiro DIRECTO.

Santarém, sempre foi uma Praça Maior… Como grande sempre foi e sempre será o TouroeOuro!

TouroeOuro – Oito anos felizes!


Editoral - Maio - Em Madrid ganharam os portugueses, na Europa…

Editoral - Maio - Em Madrid ganharam os portugueses, na Europa…

  •  2019-05-27

Foi um fim-de-semana importante…

Importante no que a lições e ilações concerne, sobretudo se associadas à tauromaquia. Senão Vejamos. Moita! O tauródromo que não nego, ter particular carinho e que, para mim, foi mal entendido nos dois anos transactos, por um empresário, que, não teve em termos de público, os melhores resultados.

‘Dos mortos, fracos e cagões não reza a história…’, a história continua!

Família Levesinho ao poder e, a confirmação de duas coisas: do soberbo empresário que é Levesinho, um ícone actual de seriedade, cordialidade e savoir faire… e, a confirmação de que a Praça de Touros Daniel do Nascimento, não está morta e enterrada e de que, não enterra empresários, como por aí se disse em jornadas idas.

Moita a recuperar o seu lugar, esperanças renovadas portanto, na recuperação do seu prestígio e da sua importância no panorama taurino nacional…

A única coisa que me levaria a trocar a Moita e a sua corrida de Maio, por outra qualquer coisa, era a corrida de rejoneo de Madrid, onde actuariam três cavaleiros de créditos firmados e não só agora firmados… Depois de Moura, houve apenas Fernandes, Caetano, Moura Júnior e agora Telles Júnior e, três destes quatro nomes, estavam incluídos na cartelaria da mais importante praça de touros do mundo. Não era motivo de reportagem e interesse? Claro que era!

Ali fomos, com a certeza que algo teria de mudar no entendimento actual e que, passado um período morno, teria de vir, um período quente e, foram essas altas temperaturas, as que se viveram ontem, para as bandas de Santo Isidro.

Três toureiros, uma orelha para Moura Júnior e outra para Telles e uma grande actuação de Fernandes… todos eles, com um nível de qualidade arrebatador face aos seus pares espanhóis e uma recuperação inequívoca do prestígio luso.

A sugestão é, tornar o toureio cada vez mais universal, mantendo obviamente, os estilos ‘privados’ de cada um e a personalidade toureira. Mas, a sugestão é também, que se deixem de ‘inventar’ ídolos onde não os há… Que as críticas sejam realistas e balizadas pelas limitações inerentes aos estágios das carreiras em que se encontram os toureiros e que os pagamentos aos críticos, não façam levantar os pés do chão a quem escreve.

Que Fernandes, Moura Júnior e Telles Júnior sejam confirmações e consagrações, jamais duvidarei. Que Caetano seja par destes nomes, e Palha caminhe a passos muito largos para os acompanhar, também não duvido… O resto, convém ir mais devagar, porque os caminhos, as estradas são inequivocamente distintas. Verdade no toureio, mas verdade nas palavras, é o que se impõe, para que não se viva uma agradável mentira…

A verdade é que os portugueses ganharam ontem em Madrid, mas que, infelizmente e para grande tristeza de todos nós, quem ganhou as Europeias, foi o PAN, com a eleição de um eurodeputado. Corte dos máximos troféus a Barrancos por ter sido a única localidade sem um único voto ao PAN, mas, bronca, a todos quantos por omissão, permitiram este catastrófico e alarmante resultado a favor do PAN…

Continue-se a achar que a Festa está impecavelmente defendida, continue-se a fomentar apenas e só o apoio por um partido político, como agradecimento subserviente a uma ou duas visitas à Assembleia, e não se aposte numa mega campanha de sensibilização junto dos citadinos, onde o PAN vai ganhando terreno.

Abram-se todos os olhos enquanto é tempo, deixem-se de teorias e ponham em marcha uma mega campanha… Caso contrário, no Outono, podemos estar todos a chorar pelo ‘leite derramado’… e ter de ir ver a Madrid, os três ou quatro que ali têm lugar!


Editorial – Abril - A tauromaquia é um mundo de oportunidades…

Editorial – Abril - A tauromaquia é um mundo de oportunidades…

  •  2019-04-10
  • Por: Solange Pinto

Foi tema do TouroeOuro por mais que uma vez, em reuniões da sua equipa de direcção, o exagero por demais evidente da ligação de um partido político à tauromaquia.

Entenda-se, que todo o apoio é pouco, venha ele de onde vier, mas, já dizia o ditado popular, que a esmola quando é muita, o pobre desconfia… e acrescento eu, 'põe-se à coca'.

Há tempos, quando em Coruche se levou a efeito uma corrida com o namming Juventude Popular, fui das poucas pessoas a comentar (escrever), sobre o perigo de indexar a tauromaquia a um partido político. Não me parece inteligente, associar à Festa, nenhuma cor política, sob pena, das restantes não se reverem em certas acções e de por isso, se sentirem excluídos de uma cultura que é de todos e que alguns insistem em querer fazer crer que corre perigo de morte.
Na ocasião, ninguém tinha ouvido falar em certas personagens e a mim, particularmente, pareceu-me tudo demasiado estranho.

Infelizmente, já vi passar muita gente por ‘aqui’, que veio e foi, com o único objectivo de adquirir reconhecimento público. Uma espécie de notoriedade à moda dos Reality Shows… Fama fácil, rápida e a seguir, possibilidade de fazer umas presenças pagas, ou, no caso da tauromaquia, que renderão uma ou outra oportunidade extra…

Mas, adiante… todos são credíveis e inocentes até prova em contrário.

Passados dois anos, a aparição de certas personagens, em espectáculos tauromáquicos de postín, foi cada vez mais frequente, sendo que, se notou a ausência das mesmas personagens, em momentos 'cumbre' como a Póvoa de Varzim…
Detalhes, que não teriam interesse ou relevância, se não estivéssemos a falar da Defesa da Festa, tão apregoada por alguns e tão ignorada por tantos outros.


Não bastou a tal corridita e passou-se então à organização de uns almoços nos ‘anexos’ da Assembleia da República, convidando-se agentes da Festa, que, por bem, lá vão, na crença de que aquilo, nos fará bem a todos e que assim, estamos a proteger a tauromaquia. Será mesmo?


Passeiam-se uns vestidos, chama-se o repórter que fotografa a preços mais económicos e sorri-se… E pronto, Festa blindada, consciência tranquila e espalha-se a ideia de que aquele é o único partido política que nos serve.

Será?

Em conversas de bastidores, tertúlias, reuniões e conversas ocasionais, vai-se criando a ideia, de que aquele logótipo, é o único que nos serve e que só assim, a continuidade da Festa estará assegurada. Espalha-se a ideia!

Será?


Relembre-se, que em Espanha, existe mais de um quadrante político a apoiar a Festa e nesses diversos quadrantes existem rostos taurinos de elevado prestígio. Ainda assim, esse é um direito que assiste a cada cidadão. Que o toureiro ‘a’, ‘b’ ou ‘c’ se associe a uma campanha partidária, não vem mal ao mundo. Sim haveria, se a plataforma que defende a tauromaquia no país vizinho, quisesse criar um lobby de voto, ou seja, se induzisse constantemente o aficionado a acreditar que apenas aquela ‘cor política’ apoiava a Festa.


Victorino Martín, Presidente da Fundación Toro de Lídia, chegou mesmo a afirmar publicamente, que ‘los verdaderos políticos están al servicio del pueblo independientemente de los gustos personales que puedan tener y, si el pueblo lo exige, y aunque a ellos no les guste, tendrán que cuidar y apoyar el patrimonio que es de todos’.


Nós por cá, somos muito mais inteligentes, achando que é agarrando-nos exclusivamente a um partido, que nos vamos livrar do mal e assegurar o bem. Não seria mais fácil atacar a raiz do problema?


Repare-se em localidades como Lisboa, Vila Franca, Beja, Barrancos, Moura, Alcochete, Vinhais, Idanha-a-Nova, Figueira da Foz, Alandroal, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo, Nazaré, Arruda dos Vinhos, Alter do Chão, Elvas, Sousel, Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos, Tomar e Montijo, com autarquia PS, bem como Moita, Cuba, Serpa, Évora, Montemor, Mora, Vila Viçosa e Monforte, com câmaras geridas pelo PCP e ainda exemplos, como Albufeira, Caldas da Rainha e Pombal, como referências de autarquias PSD…
Não serão os eleitores destas localidades, os grandes pilares da Festa de Toiros em Portugal? Como ficarão estes cidadãos se quisermos colar a tauromaquia apenas a um partido político?


Pois bem… tudo isto, para dizer, que, tudo na vida tem uma explicação e até mesmo aquilo que parece uma bênção, pode bem ser um presente envenenado…

Há dias, ficámos todos a saber, que o Presidente da Prótoiro e simultaneamente, Presidente da APET – Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, é cabeça de lista, pelo CDS no distrito de Évora…


Portugal é ainda um país de terceiro mundo, em que as influências contam e as oportunidades se criam de forma estupidamente visível…

Ontem mesmo, Paulo Pessoa de Carvalho, anunciou a suspensão do cargo que desempenhava na Prótoiro, ou seja, deixa, de momento, a presidência da Federação, enquanto vai ali à política. Recorde-se, que Diogo Costa Monteiro, também suspendeu a sua actividade na Prótoiro, de forma a continuar com a sua carreira enquanto advogado. É verdade, o que é feito de Diogo Costa Monteiro?

Mas, com tudo isto fiquei confusa. Paulo Pessoa continua na liderança da APET?

Tudo confuso. Digo eu…


Tirem as Vossas conclusões e pense-se na Tauromaquia, sem interesses, sem que seja um trampolim ou um degrau para outros objectivos.


Afinal de contas, é preciso que todos percebam aquilo que nós, demorámos mais a entender, a tauromaquia, é um mundo de oportunidades.


Cremos na Festa e queremos a Festa… também no Alentejo!

Cremos na Festa e queremos a Festa… também no Alentejo!

  •  2019-03-13
  • Por: Solange Pinto

Cada vez mais e com teoria reforçada pelos meus escritos, vou-me quase que assumindo razinza e birrenta no que concerne a certas questões da Festa Brava…

Escrevo cada vez menos de alegrias e emoções, para, escrever cada vez mais, do que está mal, na ânsia que alguém me dê ouvidos… e atenção, sei que me leem, pelas estatísticas e claro, pelas indisposições que por aí vou criando, admitindo 'eles', que leem as minhas incessantes reclamações, fruto, dos intermináveis desgostos…


Atenção e que fique claro, quem escreve, não está contra a tauromaquia, quem escreve, pretende acordar e abanar mentalidades, de forma a fazer agir, sempre com vista ao crescimento deste sector artístico.


Cremos na Festa e queremos a Festa!


Mas queremo-la em todo o lado, onde as suas raízes são uma certeza, mas, onde e nalguns casos, as suas raízes estão votadas ao desprezo e abandono.
Chega disto!


Depois de uma tentativa de dar um único partido à tauromaquia, parece haver também, não a tentativa, mas um estúpido esquecimento dos agentes da festa em relação a certas regiões do nosso território.

Toda a mobilização em torno do Dia da Tauromaquia, tem de servir de mote, para a luta em torno do 'regresso' da Festa ao Alentejo
, com o fulgor que indubitavelmente perdeu e com a magia ali vivida outrora e que, sejamos francos, não existe há muito tempo!

É urgente, que se revitalize a tauromaquia no Alentejo e que se reestruturem os palcos ali perdidos.

É necessário que não se tape o sol com a peneira e que se perceba, que há praças inactivas e que se mais anos passarem nestas condições, os danos, ou seja, perca total de afición nestas localidades, serão irreversíveis.

O Dia da Tauromaquia, ou acções similares, não deverão estar apenas afectos aos grandes palcos, porque desses, não 'reza o risco'!

Sabemos, que tauródromos como Nisa, Alpalhão, Cabeço de Vide, Alandroal, Assumar, Bencatel, Cuba, Santa Eulália, Sobral da Adiça, Sousel, e até Portalegre, entre outras, não são financeiramente apelativos e que sobre si não recaem holofotes, contudo, se estes cenários forem encarados como um todo, falamos de uma região de supra importância e que, mesmo não dando louros, farão com que a Festa se fortaleça como parte expressiva da identidade cultural do nosso país.


Sabemos, que o ditado do 'mais vale parecer que ser', é querido por muitos que por aí apregoam a defesa da festa, mas, se gostam realmente disto, abandonem o ditado, e façam algo, antes que seja tarde demais.

A 'malta' com responsabilidade na defesa da tauromaquia, parece ter já optado por um partido, parece ter já optado por certas praças e parece querer optar por uma ou eventualmente duas regiões do país…
Cuidado com as seleções e com os filtros, não fiquemos qualquer dia, restritos aos simpatizantes do CDS, ao público do Campo Pequeno e sobretudo restritos, à afición da região de Lisboa e 'arredores'.


Editorial – Fevereiro – ‘Sousel… e as outras!’

Editorial – Fevereiro – ‘Sousel… e as outras!’

  •  2019-02-10

Choca-me o caso de Sousel e… as outras!

Terminado o prazo de apresentação de propostas para organização de um espectáculo tauromáquico, em Sousel (tradicional segunda-feira de Páscoa), eis que nos deparamos, com a triste realidade. Nenhum empresário quis ‘saber’ de Sousel.

Sabemos que a lotação do tauródromo é mínima e que, por isso mesmo, é pouco susceptível de ‘dar guito’, mas, a verdade aqui, é a mesma de outras verdades… Sousel, é porque é economicamente falível, mas, e Viana do Castelo? E Setúbal? E Póvoa de Varzim? E Cabeço de Vide?

Porra, que já chega de dizerem que a festa isto e aquilo… que a bem da festa devemos isto e aquilo… Balelas. Vamos lá todos dar importância ao festival de Lisboa, vamos lá todos dar importância ao Dia da Tauromaquia, vamos lá todos dar importância às lides ‘por colleras’, vamos lá todos ver o Campeão de Equitação de Trabalho ao som do fado, vamos lá todos ver exibições dos miúdos das escolas, com tourinhas e… que se lixem praças como Sousel, Setúbal e Póvoa de Varzim, como de resto se lixou a de Viana do Castelo.

Continuemos a achar que a sobreposição de festivais e corridas, é normal e dar a esse facto, a mesma importância de vender t-shirts com cabeças de toiros estilizadas.

Continue-se a achar, que a imprensa é feita apenas de fotógrafos e fotografias e que as ‘crónicas escritas em ucraniano’ são importantes… e que em nada dão boa imagem da tauromaquia lusa e dos seus verdadeiros profissionais. Continue-se a achar, que os Media Partners da Prótoiro, são e têm que ser os órgãos de comunicação generalistas e continuem a achar, que fazer cartazes, é o mesmo de ser órgão de comunicação.

Iludamo-nos e entretenhamo-nos com o confortável lobby que sim existe e deixemos, que sejam os anti-taurinos a organizar um evento em Sousel… Santarém e a sua Praça Maior importam e muito, mas Sousel (e as outras) e as suas praças menores, também existem e precisam de ajuda…


Editorial - Janeiro - 'O camuflado'

Editorial - Janeiro - 'O camuflado'

  •  2019-01-11

É difícil para pessoas da minha geração, imaginar como foram os tempos de repressão, em que nada ou muito pouco se poderia dizer publicamente, sem que houvesse ‘castigo’ público…

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já dizia o ditado e a propósito de notícias vindas a público recentemente, envolvendo ‘operários’ do INEM, há que dizer, que informar sim, castrar e julgar publicamente, não!

As sedes para julgamentos existem e não se deverão fazer condenações precipitadas, sob pena de se cometerem injustiças, criando danos irreparáveis na sociedade em geral…

Qual o verdadeiro e legítimo papel da imprensa?

Contar, e contar com verdade, mas contar factos!

A análise, a existir e sim, também é legítima, deverá ser feita com base numa série de versões, que envolvam todas as partes envolvidas nas histórias que se contam…

Nós, no TouroeOuro, falamos com conhecimentos, procurando sempre ouvir as partes envolvidas em todas as matérias que julgamos importantes. Investigamos e se da investigação resultar a dúvida, tentamos procurar desfaze-la… no mundo dos touros, o telefone dos intervenientes, nem sempre é atendido, mas quase sempre, depois das notícias publicadas, aparece um ‘alguém’, que por mail, resolve ‘qualificar’ o trabalho do TouroeOuro, como ‘especulativo’… Coisas de quem verdadeiramente parece não estar por bem na Festa e desses, mais cedo ou mais tarde, não rezará a história.

De toda a questão levantada sobre a participação de ‘alguns’ e não são ‘quaisquer’ grupos de forcados no Dia da Tauromaquia Portuguesa, eis que, depois de noticiada a questão, se tentou dissipar a importância da mesma, de forma a suavizar e quiçá camuflar os acontecimentos…

Camuflar parece ser a palavra de ordem, não vá estar algum anti-taurino à espreita e utilizar a informação de forma pouca abonatória. A acontecer assim, passará a ser a imprensa, quem desejou mal à tauromaquia… Somos nós e sempre fomos, a imprensa, quem parece denegrir a Festa e não os seus mais activos agentes… Aguentamos a responsabilidade. Temos uma missão e vamos leva-la a bom porto, na perspectiva de melhorar e contar o que deve ser mudado.

Queremos crer, que a o tal Dia da Tauromaquia Portuguesa, Nacional ou lá como se chama tudo isto, pretenderá, ser a ajuda financeira, necessária, para processar quem resolve achincalhar a memória de um dos mais célebres toureiros falecido recentemente. Queremos crer, que o gabinete jurídico da Prótoiro (cremos que existe), será o responsável por fazer história na defesa do bom nome da tauromaquia e dos seus artistas e que procurará condenar em sede própria, quem ousou escamotear a memória do cavaleiro…

Queremos crer, que mais que a porcaria de estudos e sei lá mais que bandeiras que a Prótoiro gosta de envergar, o resultado económico do Dia da Tauromaquia, será de uma vez por todas, utilizado de forma visível e aí sim, estaremos todos, com a mesma motivação e claro, sabendo a que se destina o esforço de cada aficionado.

A colaboração de todos nós, deve ser da mesma dimensão da transparência do evento, deste e de outros semelhantes… caso contrário, corremos (a tauromaquia), o risco da desacreditação total…

Façamos tudo sem ‘camuflados’ porque a tauromaquia não pretende ser a ‘guerra’, mas sim a paz de espírito que a arte exige para ser bem desfrutada…

 


Um 2019 Recheado de Triunfos!

Um 2019 Recheado de Triunfos!

  •  2018-12-31

Terminamos o ano 2018, com a profunda certeza, que os 365 dias do ano, se assemelharam em muito a um passeio por um parque de diversões…

Houve viagens em carrosséis belíssimos, tranquilos, como foram os regressos às arenas de Joaquim Bastinhas e Paulo Caetano, outro, com descidas vertiginosas, como a saída de Rafael Vilhais da Praça de Touros da Moita, depois de dois anos de insucesso por aquelas bandas e ainda, umas passagens pela ‘casas assombradas’, como foram os desaparecimentos precoces de António Manuel Cardoso e Francisco Penedo.

Momentos felizes, outros tristes e a isto, chama-se vida.

Escrevo este artigo, escassas horas depois, da manifestação com palco na Síria, pela liberdade de expressão por parte da imprensa… parece mentira, mas é verdade… falamos da Síria e por cá? Por cá, segue tudo demasiado encapotado, mas a limitação na expressão, sim acontece e mesmo que não seja punida legalmente, é imposta na penumbra e castiga no escuro, com ameaças, com pressões…

Dizer o que se quer, acarreta responsabilidades e cá estaremos para assumi-la! Sempre assim fomos, especialistas e adeptos da verdade, sobretudo da verdade imposta pela consciência, pela formação e pela educação.

Aqui somos livres, donos de nós, mais que donos do TouroeOuro, órgão que não tem por entre os seus mentores, nenhum empresário, ou cabo de grupo de forcados (actual ou antigo), que não tem grupo. Estamos livres até, das limitações impostas pelos nossos ‘clientes’… Aqui não fazemos chantagem, por isso temos e estimamos alguns ‘devedores’, aqui, não fazemos cartazes, aqui, não fazemos ‘imagens’.

Somos o que outros não são. Somos informação em primeira mão, somos notícias quando as são realmente. Aqui, não fazemos ordinarecos vídeos em Directo, aqui, levamos informamos rapidamente e em todos os palcos, mesmo que a enganadora prepotência de alguns, julgue que nos pode impedir de informar. Somos os líderes, porque aqui, não nos mostramos, mostramos sim, os verdadeiros protagonistas da Festa.

Terminamos o ano, com uma grande entrevista de Enrique Ponce, o tal que lidera há mais de 25 anos. Terminamos o ano, a conhecer o grafismo do primeiro cartaz de 2019 (Valdemorillo) no país vizinho e terminámos o ano, com o ‘avance’ por partes dos órgãos espanhóis, dos nomes fortíssimos, que previsivelmente marcarão presença em Castellón.

Terminámos o ano com a feliz ideia, de que a Moita estará em breve bem tratada e esperamos, que a bem de todos, com ‘fins lucrativos’, terminámos o ano, a tentar perceber, o que acontecerá, com outros palcos, onde se anunciam, o ‘sem fins lucrativos’.

Terminámos o ano, a saber que Mourão voltou à fórmula que nunca deveria ter abandonado, terminámos o ano, a saber que a qualidade da Granja, dificilmente se igualará em termos de festivais taurinos.

Terminámos o ano, com a triste notícia de que as Bellas Artes espanholas, não contemplarão a tauromaquia, terminámos o ano, com a difícil notícia do também difícil estado de saúde de Joaquim Bastinhas.

Não terminamos o ano, sem a promessa, que vamos continuar assim, um órgão de comunicação e só!

Não terminamos o ano, sem agradecer, a pessoas fantásticas como o Rodrigo Viana, o Rui Farrim, o Carlos Pedroso, o Jorge H. Sampaio, o António Carneiro… não terminamos, sem agradecer as pessoas especiais, cujos nomes, guardamos… com carinho. Não terminamos o ano, sem agradecer, à nossa família, por quase não nos ver durante a temporada…

Agradecemos sobretudo, aos nossos visitantes, que nos colocam no alto, das suas preferências, e todos, desejamos, um soberbo 2019!

Estamos juntos nesta grande viagem pelo parque de diversões que é a vida!


Editorial - Dezembro - Um defeso agitado!

Editorial - Dezembro - Um defeso agitado!

  •  2018-12-10
  • Por: Solange Pinto

A caminho já dos oito anos de existência, liderando o sector da imprensa taurina, e não digam que não, porque podemos prová-lo, a verdade é que, nunca o TouroeOuro ‘viveu’ um defeso tão agitado…

Enquanto a imprensa generalista, vive ‘a braços’ com os mediáticos casos de Bruno de Carvalho, do assassinato hediondo de Luís Grilo e da professora do Montijo, da paragem dos estivadores de Setúbal há já mais de um mês ou, lá fora, o duradouro protesto dos coletes amarelos, a imprensa taurina, preocupa-se, com as inúmeras mudanças de apoderados, a descida do IVA, o inesperado, ou nem tanto, concurso da Daniel do Nascimento e o delicado estado de saúde de Joaquim Bastinhas…

A relativização das notícias, é importante, mas, certo é, que se poderia traçar um paralelo entre o caso ‘Coletes Amarelos’ e o caso ‘IVA na Tauromaquia’.

Emmanuel Macrón, acabou hoje mesmo de ceder e anunciar, publicamente, que aumentaria em cem euros, o ordenado mínimo francês, tal como, no caso do IVA para a tauromaquia, tudo acabou bem, sendo que os espectáculos taurinos, estarão sujeitos a uma descida do IVA para 6%.

Tal como Macrón, ora mal visto pela sociedade francesa, também a Ministra Graça Fonseca ficou mal vista, acompanhada no mau tom, pelo Primeiro-Ministro luso, António Costa.

Tudo terminou bem e a tauromaquia, com tudo isto, viu-se com uma publicidade gratuita que há muito não tinha. Resta saber, até que ponto foi ou não benéfica toda esta panóplia de debates, de entrevistas, de ditos e mexericos em torno de um assunto, cuja visibilidade apenas a alguns pode interessar…

Nós por cá, continuamos a achar, que a descrição, pode ser bem mais produtiva, embora reconheçamos, que não interessa a algumas agremiações… Precisamos ter consciência de que os anti-taurinos existem, mas não podemos viver dominados por paranóias, que repito, apenas interessam a alguns.

O TouroeOuro, voltou a liderar na notícia da semana. Rui Bento apodera Rouxinóis. Avançámos a notícia, entretanto hoje confirmada pelos visados. A ‘outra’ imprensa, noticiou, sem que fizesse referência a quem adiantou a notícia. Regras básicas ignoradas, mas entendemos o medo de citar o TouroeOuro.

Não faz mal, aqui continuaremos, em cima de todo e qualquer acontecimento e claro, sem que para isso tenhamos de vender cartazes, opinião ou merchandising. Somos o que somos, porque pesquisamos, temos fontes, uma equipa coesa, forte e unida.

Noticiamos quando é notícia.

Das mais tristes e inesperadas do ano, conta-se a do desaparecimento de Francisco Penedo, e claro está, a do delicado estado de saúde de um toureiro que apaixonou multidões, Joaquim Bastinhas.

Mais esperado, foi o desfecho moitense… era certo que Rafael Vilhais sairia antes de cumpridos os cinco anos que propôs como estadia na Daniel do Nascimento. Enfraqueceu posição, sendo que fortíssimo ficou Rui Bento!

Campo Pequeno e Nazaré, bem como Luís Rouxinol e seu filho, e ainda, Moura Júnior, numa reedição de apoderamento.

As boas relações de Bento com outros agentes fortes da actualidade, em Portugal, conferem ao antigo matador de toiros, uma importância inegável, na temporada vindoura, enquanto outros, se afogaram na necessidade de protagonismo.

Preocupa-nos e entristece-nos o caso de Medellín e a não realização do seu certame, mas preocupa-nos não menos, que o desfecho da Póvoa do Varzim, possa ser o mesmo que o de Viana do Castelo.

E Setúbal?

Perguntas para uma Prótoiro com relação surda com a imprensa…

Estes são os temas quentes, que dominaram um defeso agitado!

Boas Festas… sempre com o TouroeOuro!


Editorial - Novembro - 'O Abafadinho e o Bombom!'

Editorial - Novembro - 'O Abafadinho e o Bombom!'

  •  2018-11-11
  • Por: Solange Pinto

Com a Golegã a queimar as últimas castanhas, eventualmente já a preços de saldos de forma a liquidar os stocks, eis que é altura novamente, do pessoal dos touros, deixar as selfies e voltar à grande preocupação do momento…

Dizer não à Sra. Ministra da Cultura, Graça Fonseca, parece ter sido a palavra de ordem e a demissão, o pedido feito, de forma viral nas redes sociais, as mesmas, onde o tema pertinente e quente do momento, passou a ser literalmente ‘abafadinho’ pela Feira Nacional do Cavalo…

A semana que amanhã finda, foi no que ao tema do momento concerne, muito mais rica nas estações televisivas, do que propriamente nos órgãos de informação da especialidade…

Na TV, destacaram-se lamentavelmente, as intervenções de Manuela Moura Guedes e Sérgio Caetano, este último, membro da plataforma ‘Basta’, num mesmo debate, em que participou de forma francamente positiva, José Fernando Potier. Dos mais aplaudidos pareceres, contam-se as palavras elegantes de Miguel Sousa Tavares.

Enfim, de alguns dos mais renomados toureiros, chegaram escritos dirigidos à Sra. Ministra, bem como posições inequívocas dos Municípios com Actividades Taurinas…

A Prótoiro, criou e em boa hora o fez, uma petição pública, com o objectivo de demitir a Senhora que a todos nós resolveu insultar, mas…

É preciso mais. Demitir a Ministra não castrará o problema de fundo.

As motivações da medida no que ao IVA diz respeito, foram inequivocamente de índole pessoal, ou seja, uma evidente antipatia pela tauromaquia, mas e aqui sim, reside o perigo, também foram, de cariz político. O bombom dado ao PAN, deve ser tomado em conta, como uma munição que pode ser usada quando chamada novamente ao ‘palco’… Este dito bombom, tem que ser atacado na ‘fábrica que os produz’ e nunca só, quando está a ponto de ser consumido. Fiz-me entender?

Sabemos todos e atenção que gostaria mais de acreditar no contrário, que nós taurinos, achamos sempre que nunca nada acontecerá e claro, até ‘pagamos’ (quem paga, claro está), para acreditar que há um conjunto de cérebros pensantes que resolverão o problema, se o houver…

Fiem-se na Virgem e não corram e aguardem, na Golegã, que tudo se resolva…

É hora de pedir a mobilização de todos, mas mesmo todos, junto ao Parlamento. É hora, de mostrar aos sim, pouquíssimo civilizados, que, afinal somos muitos e isto não acabará por falta de profissionais, amantes dos touros, pessoal sequioso de protagonismo, etc. e tal…

Movam-se enquanto em tempo. É urgente!

Agora que terminou a Golegã, que as botas, capas e chapéus se arrumaram, pode ser que haja tempo para resolver uma questão que é de todos nós e na qual, todos poderemos ajudar…

Enquanto o pessoal esteve ocupado nas selfies e com os chapéus emprestados, nós cá vamos contando e em primeira mão, o que de realmente importante acontece no mundo taurino, sem serem precisas chantagens, sem ser necessário que façamos cartazes ou mesmo, sem termos de ser empresários caindo em incompatibilidades éticas evidentes…

Tomem como exemplo, esta notícia de que uns falaram ontem e que o TouroeOuro, adiantou a 29 de Outubro ‘Este tauródromo poderá vir a ser gerido pela própria confraria, contando aqui com a ‘Direcção de Tauromaquia’, entregue a Rui Bento… a verdade, e não interessa que venham agora desmentir…’!


Editorial - Outubro -Tanto mentes que um dia dirás a verdade e ninguém acreditará!

Editorial - Outubro -Tanto mentes que um dia dirás a verdade e ninguém acreditará!

  •  2018-10-15
  • Por: Solange Pinto

Vivemos numa altura, em que a imprensa é sem dúvida o primeiro grande ‘poder’…

Pode mentir, pode fazer de conta, pode quase tudo, menos contar a verdade. Este é um assunto que de quando em vez abordo, parecendo até que dela não faço parte… ou talvez não faça. O TouroeOuro diz um ‘ai’, ou um ‘ui’ e instala-se a rebelião, a contestação e as barreiras surgem logo ao virar da esquina. Azar dos azares, é que a nós, aqui, não nos custa saltar barreiras e acho mesmo, que nos habilitamos a ganhar o primeiro lugar no pódio da corrida de obstáculos…

No mundillo actual, vale tudo, vale mesmo tudo menos dizer a verdade. Tens que publicitar à borla, senão, que se lixem os teus direitos e vais para a bancada… tens que dizer na tua própria página de Facebook, que o cavaleiro ‘a’ ou ‘b’, esteve enorme, senão, durante a corrida, corres o risco de levar uma cabeçada, dada por quem apregoa ter categoria… Que mundo é este meu Deus?

Isto é mau, e está verdadeiramente mau, é preciso encarar. Mas pior se torna, quando em vez de se falar do que se viu, se apregoam elogios rasgados ou, se bate até mais não poder de forma a estimular o pagamento… uns caem na rede, sendo que têm um petardo no Campo Pequeno, a suposta imprensa mata e esfola e no dia seguinte, mediante o pagamento, volta a ser o maior, ou, mata-se e esfola-se, o ‘tipo’ não paga e acaba em apelidado de ‘artista de artes circenses’…

A língua afiada tem limites e é óbvio, que apregoar triunfadores desde o meio da temporada, é uma absoluta mentira, que o destino se encarrega de desmontar… A vida é o que é e os triunfadores, impõem-se em grandes faenas mas, podem, porque são humanos, falhar, sem prejuízo do seu valor ser posto em causa. O que não pode acontecer, é usarem a imprensa, como veículo da mentira que querem passar…

O público não é parvito, sabe o que vê e sabe somar ‘500 euros mais, 200 agora e adiante…’. Publicidade sim, mentira, não!

Tal imprensa, dá o mesmo título de triunfador, a quem actua duas vezes no Campo Pequeno e triunfa e a quem, actua numa temporada inteira de praça em praça e triunfa uma série de vezes… O que é isto? Muitas famílias a quem agradar?

Bem, nós aqui, não ‘papamos’ disto… Dos verdadeiros triunfadores, falaremos no término da temporada, por respeito a quem ainda joga a vida até ao fim mês de Outubro.

Ah e por falar em respeito, aconselho vivamente a lerem um ‘post’ de Francisco Cortes na página de Facebook, onde deixa implícito o seu descontentamento por não ir a Évora no festejo de encerramento de temporada, sendo que seria um prémio mais que justo, por ter triunfado forte no passado ano, na mesma arena… O triunfo não conta, diz… e diz bem. Deixou de contar há muito tempo, passando a bitola a medir-se pela ‘troca’ entre apoderados, pelos compadrios, pelos lobbys…

Acordem enquanto é tempo, e façam mais da dose de Vila Franca, onde a paixão pelo toureio, por diferentes estilos mas por uma só arte, esteve em comunhão numa praça cheia…

Ah, mas para quê? Agora até se usa, mentir também nas lotações…

Quem paga para se mentir, jamais terá o respeito dos que querem ler a verdade… Tanto mentes, que um dia dirás uma verdade e ninguém acreditará…


Editorial – Setembro - ‘A Feira da Terra’

Editorial – Setembro - ‘A Feira da Terra’

  •  2018-09-10
  • Por: Solange Pinto

Não poderia deixar de começar este editorial, sem antes agradecer a todos quantos me enviaram mensagens de apoio face à cirurgia a que me submeti e que me fez perceber, que entre tantos novelos tauromáquicos, ainda há gente de quem gosto e outros ainda, imagine-se, que gostam de mim…

Uma das palavras especiais, excluindo as que digo todos os dias aos meus insubstituíveis cuidadores, os meus pais amores maiores da minha vida, vai para o meu mais que querido amigo, Rui Farrim… Como aficionado, estamos empatados, mas como amigos, dá cartas a qualquer outro e isso, tenho que o gritar aos sete ventos. A outra palavra, esta e todas, todas as do mundo, vão para o ‘enfant terrible’ João Dinis. ‘Querido João, obrigado por tudo, obrigado por seres assim meio razinza (mas o meu amor), mas obrigado também por me fazeres acreditar que o nosso TouroeOuro, faz sentido, hoje e sempre… obrigado por cuidares tão bem do nosso ‘menino’, ah e obrigado por me teres dado um presente dos bons. Sabes que sou uma apaixonada por livros e ‘A Inglesa e o Marialva’, vão ser boa companhia para me esquecer, do sítio onde verdadeiramente deveria estar’Obrigado também Rodrigo, tens sido fantástico, por isso estás nesta família TouroeOuro, onde só cabem os melhores!

Pois é, deveria estar e se Deus quiser, estarei, não amanhã, não quarta-feira, mas, se a minha condição física me permitir, regressarei à Moita na quinta… a Moita, sempre o disse, sinto-a como a minha terra, ou não tivesse a minha mãe nascido ali e não tivesse sido o Sr. José Lino, muitíssimo amigo do meu avô ‘Carioca’…

Esta não seria a feira desejada, nem tão pouco a feira que orgulharia os moiteiros tão amantes de um toureio a pé artístico e de ver nas restantes corridas, o tira-teimas da temporada presente… Não quero publicitar ‘en contra de la feria’, como não quero que o empresário Rafael Vilhais ali ‘entese’ (usando uma expressão sua, que apenas cito), mas, gostava, do regresso do magistério moitense, assumindo um posto de tauródromo requintado, carismático e dissemelhante dos demais…

Rafael Vilhais tem por entre a sua cartelaria, nomes de supra importância e que, num outro contexto e noutras combinações, resultariam com os seus estatutos de figuras, altamente reforçados. Esta feira, é o que é, e esperamos sinceramente, que Vilhais tenha descoberto a fórmula.

Que não regressem os ‘decapitados’ de outras feiras, mas que seja um sucesso… os nomes estão lá, pense embora o facto de alguns não estarem…

Ausências importantes, como Moura Júnior, Telles Júnior, Rui Fernandes, Pablo Hermoso de Mendoza ou Ventura?

Comigo em forma, assumindo novamente o total e absoluto controlo da crítica não encomendada, virá Vila Franca de Xira… A praça que manda nisto tudo e o resto são cantigas!

Vila Franca e a sua tauromaquia, exibem-se, com orgulho na sua imagem publicitária… sem serem precisas menções a outras tauromaquias!

Sensibilidades importantes, num mundo que é e se quer que seja de pormenores, de detalhes…

E nos elencos, bem, nos elencos, marca pontos o empresário Ricardo Levesinho, sobretudo pelo arrojadíssimo cartel do dia 9 de Outubro, em que coloca em mano-a-mano, António Telles e Diego Ventura, numa competição ao mais alto nível, adivinhando-se não mais que uma praça esgotada.

Mas calma, que esta corrida que é também uma ‘encerrona’ do grupo de Vila Franca, não mora sozinha na qualidade do certame. Dia 7 há ‘Concurso de Ganadarias’, sério e com picante suficiente para que o público se alicie a ver as lides dos seis exemplares de diversas prestigiadas ganadarias, por parte de três toureiros jovens e que agradam naquela praça ribatejana.

Antes, dia 30 de Setembro, festeja-se o aniversário da Palha Blanco e claro está, com um cartel bem à medida do público vilafranquense. Corrida mista, com dois toureiros da ‘casa’ e um duelo ‘antigo’ de Moura Júnior e João Telles Júnior.

A isto chamo a verdadeira ‘Feira da Terra’, com especial atenção para aquilo que Vila Franca pede e gosta. Sensibilidade (passo a repetição), ao mais alto nível da família de Vila Franca… Levesinhos a marcar pontos ao comando da centenária praça!

Mas raios, o meu coração está na Moita… João Dinis, meu amor, Rodrigo Viana, meu querido, conto convosco para saber tudinho da corrida de amanhã… afinal de contas, o TouroeOuro, é sempre o primeiro a informar!