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Balanço - Ganadarias

  • 2016-10-27 23:25
  • Autor: Solange Pinto


Amanhã - Forcados

O dia que deixarmos a importância do toiro ‘para trás das costas’, é sinal que a Festa vai mal e uma coisa é certa, o rumo parece estar a inverter-se, ou, melhor dito, parece estar a regressar à normalidade.

Os empresários, começaram a ver no toiro, a tábua de salvação e um dos dois verdadeiros motivos pelos quais o público vai aos tauródromos.

Vejamos por exemplo, o caso de Salvaterra de Magos, onde e pese embora o jogo dado pelo curro não tenha sido de relembrar, vejamos, dizia eu, o exemplo dos Veiga Teixeira. O público correspondeu ao chamado e mesmo numa praça onde as coisas estavam já ‘murxitas’, o pessoal ‘pagante’, esteve lá.

Vila Franca, sempre que se apresenta um duelo ou um chamado dos irresistíveis, o público esteve lá. Aconteceu na última da temporada na Palha Blanco. Houve outros casos, onde o toiro foi a estrela. Onde foi aquilo que verdadeiramente tem que ser.

Posto isto, recorda-o a boa corrida do malogrado Manuel Coimbra, num festejo em sua Homenagem. Uma excelente corrida de Grave, no Campo Pequeno e uma corrida muito interessante do ganadeiro Joaquim Alves, em Évora. Ganadeiro que de resto, deu durante a temporada, em distintas ocasiões, merecidas voltas à arena. Bem como aconteceu com Gustavo Charrua. Recordem-se as boas corridas de Setúbal, Beja e Abiul.

A nível individual, é até ingrato e mesmo arriscado citar exemplos de toiros bons, saídos nas arenas lusas. Salvaguardando o facto de não se frisarem aqui todos, relembremos um fenomenal exemplar de Fernando Palha, numa corrida logo no início de temporada, num espectáculo de homenagem ao próprio criador do toiro em questão. Recorde-se também, um ‘brutal’ Caetano, na Moita, um muito bom Sommer, também na Moita, um Manuel Veiga, na Chamusca, um de escândalo, no Campo Pequeno e tantos outros…

A apresentação dos toiros, é também um pormenor a cuidar. O excesso de quilos não é, nem nunca foi sinónimo de trapio, mas a escassez de apresentação de algumas reses, em palcos de compromisso, pode também retirar ‘importância’ aos seus desempenhos.

Em jeito de balanço, jamais se poderá esquecer a força que as ganadarias Guiomar Cortes Moura e Passanha têm no país vizinho. Houve toiros bravos, de bom jogo e que importa louvar. Os Palhas, ganadaria de renome e prestigiada o suficiente para que o seu regresso a Madrid seja todo um acontecimento, não defraudou… De juventude se faz a esperança e foram os ‘jovens’ com a ‘marca’ Vinhas a trazer para casa o prémio para novilho top em bravura.

Renovam-se as esperanças de que o toiro volte a ter o protagonismo que sim perdeu, mas que a passo começa a readquirir…

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