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Balanço - Forcados

  • 2016-10-28 22:18
  • Autor: Solange Pinto


Segunda-feira - Balanço 'Apoderados'

Os forcados são hoje e foram sempre, um pilar importante da nossa Festa e um interesse sempre acrescido.

Embora perdendo destaque nos cartazes, face ao que em tempos idos, aconteceu, a verdade é que muito do público que se desloca a uma praça de toiros, o faz com ‘olhos postos’ nos rapazes que vestem as jaquetas de ramagens.

Este ano, como de resto terá acontecido em anos transactos e sem dados oficiais, haverá líderes de escalafón também nesta matéria. Não andaremos longe da verdade, se dissermos que os Grupos que mais ‘deram à costa’, terão sido por exemplo o do Ribatejo e Cascais.

Ainda assim e tal como noutros sectores da tauromaquia acontece, o número de festejos nem sempre espelha os momentos marcantes que determinada formação viveu.

Vamos por partes e falemos nos soberbos forcados que deixaram a actividade que supomos, era parte das suas vidas. Vasco Pinto, cabo da formação de Alcochete e um dos maiores forcados de sempre, Diogo Sepúlveda, cabo do mais antigo Grupo de Forcados da história da tauromaquia, o de Santarém, Amorim Ribeiro Lopes, de Coruche, Ricardo Patusco, soberbo de verdade, membro que usou a jaqueta de Vila Franca, João Lucas e Manuel Guerreiro, verdadeiros ícones do Grupo de Lisboa.

Jamais esquecer também, as mudanças de cabos e as mais expressivas, além da passagem de testemunho de Vasco Pinto a Nuno Santana, Sepúlveda a Grave, Amorim Ribeiro Lopes a José Macedo Tomás, também a saída de Joel Zambujeira e antes mesmo, a de José Pedro Pires da Costa e aqui ficamos…

Pires da Costa deixou o comando do Grupo de Forcados do Aposento da Moita, entregando toda a responsabilidade a José Maria Bettencourt, na nossa opinião, autor de duas das pegas mais heróicas da temporada. Técnica, poderio e sentimento tem este novo líder, este forcado nato…  que ‘elegemos’ como um dos casos da temporada!

Houve tantas outras boas pegas, tantas que seria impossível nomeá-las a todas. Regularíssimo sempre, a formação de Amadores de Alcochete. Com o ‘sítio’ do costume, Santarém, Montemor e Évora e não esquecer, a grande prestação do Grupo de Vila Franca, em Lisboa, por ocasião da sua ‘encerrona’ naquele tauródromo e Vila Franca, na tradicional corrida nocturna de terça-feira da Feira de Outubro.

O forcado amador, será sempre uma das mais puras paixões da tauromaquia e sobretudo, da tauromaquia falada em português.