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Balanço - Apoderados

  • 2016-11-01 23:43
  • Autor: Solange Pinto


Amanhã: Balanço - Empresas

É ainda e desde a partida dos verdadeiros homens do 'ramo', uma palavra cujo o significado mal se conhece por aqui, em terras de Portugal.
Apoderado, diz o dicionário, obviamente em termos generalistas, que é o indívuo a quem se delega poder... Pois bem, traduzindo isto por 'miúdos', que é como quem diz, por um significado taurino, apoderado é aquele a quem se delega o poder da gestão da carreira de um toureiro e agora mesmo, parece que já 'os' há, a gerir grupos de forcados, ainda que de forma pouco clara...

Temos disso em Portugal? Quiçá tenhamos alguns casos que se pareçam com apoderados, mas, com a genialidade de outros que já por 'aqui' passaram, não.
Sob a visão dos toureiros, o apoderado ideal, é o que soma maior número de praças a seu cargo, de forma a colocá-los nas suas organizações e mais, a trocá-los com outros gestores de outros tauródromos.
Troca daqui, troca dali e os 'rapazitos' lá vão toureando, sem reservas e sob o total compromisso do 'hoje ponho o teu toureiro, amanhã pões o meu'. A 'coisa' está lamentávelmente assim e lamentávelmente porquê? Porque o toureiro vê-se em todo o lado, sem critério, sem 'negas' e sem nenhum tipo de fio condutor nas suas aparições. Este tipo de apoderado, consegue quantidade, mas jamais conseguirá sucesso.

Fugindo a esta regra, fez-se notar como apoderado, Pedro Penedo. Não é empresário taurino e gere a carreira de Filipe Gonçalves. Fez-se notar, porque, obviamente o 'seu' toureiro ajudou com o logro de triunfos consistentes. Fez-se notar, porque soube procurar o bom espectáculo para o seu ginete, em boas praças, em bons cartéis, fazendo com que o toureiro que representa, desse um importante salto qualitativo. Mas fez-se notar sobretudo, porque soube dizer a mais difícil palavra nisto da tauromaquia. Soube dizer o 'não' quando a tentação lógica, seria dizer sim e apontar na agenda como mais um número. Filipe não foi ao Campo Pequeno e Moita, fruto de um 'não' face às condições apresentadas e que repare-se, não são financeiras. O que importou sim, foi que Pedro Penedo, soube 'escolher' com pinças os festejos em que o 'seu' toureiro actuou, dando-lhe importância e prestígio.

Os tempos de Camacho já lá vão, mas espera-se que um iluminado surja com urgência, para reinventar estratégias e fazer jus, àquele que foi, o mais estratega, sonhador e claro, concretizador apoderado dos últimos anos.

Por agora e enquanto o 'tal' não aparece, valoriza-se a importância do 'não' e refuta-se o uso absurdo da agenda como mero local de apontamento de datas.

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