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Balanço - Empresas

  • 2016-11-02 22:57
  • Autor: Solange Pinto


Amanhã - Balanço 'Imprensa'

É em torno das empresas e dos rostos que as possuem, que gira a tauromaquia. Desengane-se quem ache que são os toureiros que mandam e que são os seus triunfos ‘quem’ mais ordena… O momento actual da tauromaquia, está precisamente não mão, de quem organiza espectáculos taurinos, das suas sensibilidades, sentido comercial e até mesmo, dos seus gostos e amizades.

É legítimo que, quem põe o dinheiro, ponha tudo o resto e que disponha também, em repetição, de ‘tudo o resto’ para fazer face ao insucesso, tão possível, como o sucesso…

Rafael Vilhais

É por demais evidente, que o ‘caso’ da temporada no que a empresários concerne, chama-se Rafael Vilhais. Porquê? Porque apostou tudo, todas as fichas inteligentemente jogadas… Senão vejamos. Em Beja e pese embora tenha adiado a primeira das suas corridas naquela praça, o cartel anunciado, era de postín. Não fez por menos em Agosto e o que aconteceu? Esgotou a lotação do referido tauródromo. Antes mesmo, havia já feito furor, em Salvaterra. Praça e perdoem-me o vocábulo quiçá menos apropriado, queimada… Duas boas lotações, numa delas, a primeira, dando primazia ao toiro, na segunda, total destaque aos toureiros. A visão de trazer a Portugal, em concreto a Salvaterra, o diestro revelação do mundo taurino, Roca Rey, deu-nos a pura convicção de que estávamos diante de um ‘caso’!

Em Caldas da Rainha, houve de tudo e mesmo com alguns espectáculos com lotações aquém do previsto, a verdade é que o 15 de Agosto, foi dos ‘antigos’, um ‘casão’!

Se a tudo isto juntarmos Samora Correia, o exemplo de correcção já costumeira e a seriedade de Rafael Vilhais, facilmente perceberemos que a sua ‘nomeação’ para empresário do ano, é mais que justa e que a sua conduta e da sua equipa, merecem uma saída em ombros pela Porta Grande da temporada 2016!

Abiúl – A Feira que faz jus a uma afición diferente

Não cabem dúvidas, de que Abiúl, está a assumir, a passo, o estatudo de Feira Taurina. Pela quantidade de espectáculos promovidos, já o tinha, mas a qualidade dos seus elencos, é cada vez mais notória. Nunca abandonando o toureio a pé e num conceito de feira com cunho muito pessoal, frisa-se Abiúl como um dos certames mais prestigiados do nosso Portugal taurino.

As gentes que ‘sonham’ Abiúl, quem põe mãos à obra e sobretudo quem nos faz acreditar que há ainda gente séria nisto dos touros, merece todo o louvor dos aficionados.

Paulo Pessoa de Carvalho

É arrojado e irreverente nas suas organizações. Prova disso, é a corrida com que pôs termo à temporada na Chamusca, devolvendo-lhe prestígio no toureio a pé. Já antes ali tinha levado Manuel Dias Gomes, numa importante homenagem ao malogrado ganadeiro Manuel Assunção Coimbra.

Em Vila Franca, voltou a apostar no toiro, como a Palha Blanco e o seu público gostam.

Resultado, boa prestação também em praças de exigência maior.

João Pedro Bolota

É um dos empresários com maior número de praças sob a sua gestão. Em Santarém, recorda-se o festejo do dia 10 de Junho, o mais importante da temporada escalabitana. Setúbal, Póvoa do Varzim, Estremoz e Montijo são ainda tauródromos cujos desígnios são por si comandados. No entanto, foi a Moita e a Daniel Nascimento, a par com a Celestino Graça, as duas praças mais importantes do seu ‘elenco’ empresarial. A Moita e a sua temporada, foram criticadas, mas, feitas a contas, há que perceber, a frio, que foi uma feira recheada de bons momentos e com a presença de importantes Figuras do Toureio.

Tauroleve

Se de facto se afastar do meio taurino, perde-se uma das mais sérias ‘figuras’ dos últimos anos, no que a empresários concerne.

Boa aparência, ar sério e bom comunicador, Ricardo Levesinho é apenas um dos rostos da Tauroleve, uma empresa familiar da qual nunca se ouviu um impropério… Em Coruche manteve a seriedade, embora, na minha opinião, com um desacerto na hora de ‘ceder’ o referido palco a sectarismos partidários…

Fernando dos Santos, Rui Palma e Jorge de Carvalho e outros…

Fernando dos Santos e as suas Albufeira e Nazaré, são ‘contas’ de peso nesta análise. Deste empresário, conta-se como ‘feito’ maior, o facto de ser um dos empresários que mais aposta na juventude.

Rui Palma consolida a passo a sua perspectiva empresarial, transpirando seriedade, bem como jamais se poderá esquecer, a corrida em Alter do Chão, literalmente esgotada, uma das que mais ambiente teve em toda a temporada agora finda.

Houve outros, aliás, há outros empresários cujas actividades se poderiam comentar, mas, que tornaria exaustivo este texto.

Campo Pequeno

Jamais se entenderia um Balanço da actividade empresarial, que não falasse da mais importante praça de touros do país, a Praça de Touros do Campo Pequeno.

Lisboa, assumiu sempre uma posição de destaque no panorama taurino luso, sendo o tauródromo cujas incidências, ultrapassam fronteiras…

Pela arena da capital, passaram alguns dos mais importantes nomes da actualidade, como Pablo Hermoso de Mendoza, Rui Fernandes, Morante de la Puebla, Juan José Padilla, entre outros… No entanto, houve ausências, que, por muito justificáveis ou justificadas que sejam, não se entendem. Falamos de Filipe Gonçalves, João Moura Caetano, Ana Batista obviamente a anunciar na primeira metade do abono, face ao triunfo que ali obteve na passada temporada, João Maria Branco, Pedrito de Portugal, António João Ferreira ou Nuno Casquinha, entre outros… É ainda muito pouco perceptível a ausência de Diego Ventura, primeiríssima Figura do Toureio, ganhador da maioria dos troféus no país vizinho.

Enfim… E as presenças repetidas? Faz sentido que num abono cada vez mais curto, se repita Juan José Padilla, com diferença de pouco tempo, quando em Espanha há uma panóplia imensa de matadores de toiros com sobejo interesse?

E a corrida inaugural? Não seria por demais evidente que o elenco apresentado seria tão banal ao ponto de não esgotar praça?

E praças esgotadas?

E praças com fraca lotação?

E a corrida de Morante? Corrida? Ou espectáculo?

Bem, nem tudo foram desastres, mas, assumo o que digo, pese embora tenha a noção de que poderei colher antipatias (mais…), a temporada do Campo Pequeno, não foi a que todos nós gostaríamos.

Mudam-se os tempos, renovam-se as esperanças…!

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