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Balanço - Cavaleiros de Alternativa

  • 2016-11-04 22:14
  • Autor: Solange Pinto


Os quatro do ‘Grupo Especial’

Já aqui fizemos o balanço do que melhor se passou nas arenas, relativamente ao toureio a cavalo em fase amadora e também praticante.

Hoje, abordamos a temporada no que a cavaleiros de alternativa concerne, encerrando o capítulo destas análises. Esta série de balanços, termina com os ginetes com categoria profissional e não é por acaso. Em Portugal, são ainda os cavaleiros quem mais ordena e os verdadeiros, ‘cabeças de cartaz’.

Num país ainda pouco ‘tourista’, são as vedetas de toureio equestre quem mais ‘diz’, sendo eles, quer se queira, quer não, os nomes que saltam à vista nos cartazes onde se anunciam os festejos da temporada.

Pois bem, olhando para trás e fazendo uma retrospectiva, assaltam-me a mente, quatro nomes destacadíssimos e que citarei aleatoriamente.

O primeiro de quem quero falar, é Diego Ventura. Não cabem dúvidas de que a nível mundial, é o nome cujo toureio e cunho pessoal mais se impôs, atingindo o definitivo estatuto de número um. A mim pouco me importa o que toureia, como toureia, se rejonea desta ou daquela forma. O que sim sei, é que quando actua, faz furor, enche praça e não defrauda na arena. O frenesim que se instala aquando das suas aparições, nomeadamente em Portugal, que é disso que agora falo, é evidente e inegável. Este ano, abafou em Alcochete, em Beja e principalmente, na Moita onde armou um verdadeiro taco, sendo aí precisamente, o palco do seu maior triunfo em Portugal, desde sempre.

Continuamos e cito o segundo caso. Rui Fernandes. Ainda e sempre Rui Fernandes e neste caso, ocorre-me dizer que é o toureiro ‘herdeiro’ do trono luso. É o que exibe estatuto de Figura, deixando-se ver apenas e só em ocasiões estratégicas, em bons cartéis, sempre rodeado dos melhores. Da sua temporada de êxitos, contam-se actuações de timbre importantíssimo, as de Abiul, Chamusca, Caldas da Rainha, Beja, Nazaré e tantas, tantas outras… Sempre que aqui toureou, não se lhe conheceram más tardes ou noites.

João Moura Caetano, é outro nome a ter em conta nas grandes recordações da temporada 2016. Não foi líder no que a número de actuações diz respeito, como nenhum dos que aqui estamos a falar, afinal de contas, quantidade nunca significou qualidade. Ainda assim, há que ressalvar, a regularidade em alta, do toureiro de Monforte. Sempre e onde actuou, manteve o nível alto onde se fixou, sendo sempre muito fiel ao seu conceito artista e de puro interprete do temple. A sua magnífica quadra de cavalos, dá-lhe a segurança necessária à manutenção do ‘posto’. Acrescentamos ainda, que é sua a responsabilidade da valorização dos compridos…

Caetano cumpriu dez anos de alternativa, sendo notório o seu gosto pelo toureio cadenciado. Relembramos as completas actuações da Moita, Setúbal, Redondo, Coruche, entre outros capítulos triunfais.

Por último no balanço deste ‘grupo especial’, aparece Filipe Gonçalves. Quiçá não tenha sido uma temporada toda ela ao mesmo nível, contudo, há um marco relevante na sua temporada e que, no qual virou uma página, reeditando um novo livro, com um dissemelhante conceito. Beja é o tal ponto de viragem. Quando todos acharam que iria ser apenas um espectador de Fernandes e Ventura, eis que destapa um coelho da cartola, exibindo duas actuações magistrais. Depois de Beja, continuou a pontar, contando grandes actuações em Abiul, Montemor, Viana do Alentejo, Caldas da Rainha, Almeirim, Arruda dos Vinhos, Montijo, Póvoa do Varzim, entre tantas outras que se poderiam aqui enumerar… Filipe deu importante salto na progressão da carreira, podendo e devendo agora mais que nunca, compartir cartel com as máximas figuras do toureio.

Outros nomes…

É lógico que a temporada jamais se poderá circunscrever às actuações dos cavaleiros que atrás nomeámos.

A pátria do toureio a cavalo, jamais poderá esquecer outros nomes que, em inúmeras ocasiões, mostraram também o seu valor. Recordo-me de uma boa actuação de João Moura e António Telles, em Lisboa; de Luís Rouxinol em Évora, na última da temporada (obviamente que houve outros êxitos deste toureiro); de João Telles Júnior, em Alcochete e Montemor, de Pablo também em Alcochete e de Moura Júnior, em Vila Franca.

O reencontro…

Seria incapaz de terminar este balanço, sem frisar um caso especial!

Francisco Palha, reencontrou-se com a afición lusa e mais, consigo próprio.

Esteve bem de verdade e em franca ascensão na temporada, à medida que a mesma ia transcorrendo. Em cada prestação, melhor e mais seguro que a anterior e sim, sempre em crescendo. Disse-o em várias ocasiões e hoje reafirmo. Se a temporada durasse mais um mês ou dois, estaríamos perante um dos inequívocos triunfadores da mesma.

Os portugueses lá fora…

Rui Fernandes surge aqui novamente, como um dos nomes mais fortes do lado de lá da fronteira. Esteve em Sevilha, esteve em Madrid, Puerto de Santa Maria e muitos outros tauródromos de relevo a nível mundial. Em Madrid rubricou uma das melhores ‘faenas’ de sempre e é nele que todos os olhos estão postos…

Contam-se ainda e como casos mais destacados, os nomes de Moura Júnior, João Moura Caetano, Miguel Moura, Ana Rita e João Maria Branco, que a passo lento mas seguro, vai conquistando ‘nuestros hermanos’…

A temporada 2016 está já ‘esmiúçada’ ao pormenor… 2017 não tardará…!

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