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Andrés Romero entre as três 'catedrais'...

  • 2018-05-10 22:28
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


O rejoneador Andrés Romero, único toureiro que este ano pisará as três arenas mais importantes da Península Ibérica, Sevilha, onde já saiu em ombros, Madrid, dia 12 de Maio e Lisboa, dia 9 de Agosto, recebeu o TouroeOuro no seu ‘refúgio’ às portas de Sevilha.
A sua personalidade como toureiro, os seus cavalos, os triunfos de Sevilha e Beja, as expectativas para Madrid, Salvaterra de Magos e Lisboa foram alguns dos temas abordados.
Segundo o rejoneador 'Sem dúvida que a pátria do toureio a cavalo será sempre Portugal'.

TouroeOuro  (TeO) – Andrés, depois do triunfo de Sevilha e da apresentação em Beja, também com um triunfo, foi um inicio de temporada importante…

Andrés Romero (AR) – Sim é verdade, foi um início de temporada importante…
Trabalhei muito para que tudo saísse bem, e a verdade é que o resultado foi o que se viu em Sevilha, e uma tarde em que desfrutei muito em Beja…

TeO – Em Sevilha, a Porta do Príncipe ficou aberta…

AR – É verdade que sim, estava a Porta do Príncipe aberta… mas o importante é que as pessoas desfrutaram, as criticas foram muito boas, e tudo ‘soma’… é verdade que poderia ter cortado a segunda orelha no segundo touro, mas é o critério do Presidente…

TeO – Agora vem aí uma semana de compromisso… Madrid e logo depois, Salvaterra, onde todos os olhos vão estar em cima do Andrés Romero…

AR – É verdade que esta é uma semana muito ‘dura’, por Madrid, porque é a primeira praça do Mundo, a que te ‘dá e te tira’, e claro, um compromisso também muito importante em Salvaterra. Como bem dizes, os olhos de todos vão estar em mim, e a verdade é que estou muito ‘ilusionado’ com as duas corridas do fim-de-semana, esperamos que as coisas corram bem… trabalhamos sempre, para que tudo seja perfeito.

TeO – Este ano é muito especial para o Andrés Romero… é o único rejoneador que marcará presença nas três mais importantes praças de touros do Mundo… Sevilha, onde se conta já um triunfo, Madrid e Lisboa…

AR – É verdade… são as três praças mais importantes… Sevilha já é passado… agora vem Madrid, onde a responsabilidade é máxima, também Salvaterra, que é uma praça no coração dos aficionados portugueses e que me enche de responsabilidade e ilusão, e sobretudo Lisboa, a ‘Catedral do Toureio a Cavalo’… confirmar alternativa em Lisboa é o sonho de qualquer cavaleiro. É um sonho para o qual estou a preparar-me diariamente.

TeO – Para quem nunca viu Andrés Romero… principalmente para os aficionados portugueses… o que podem eles esperar do Andrés Romero…

AR – Sou um toureiro que procura melhorar dia a dia. O que podem esperar de mim é um toureiro com espectacularidade, um toureio sempre muito ligado, de frente com os touros, lides em que se evitem os tempos mortos… toureio de risco e emoção… creio que é o que melhor define o meu tipo de toureio.

TeO – Como se explica, que numa quadra de cavalos existam tantos cavalos de ferro e origem portuguesa?

AR – É indiscutível que os melhores cavalos de toureio estão ou são de Portugal.
O cavalo lusitano é talvez aquele que melhor se adapta ao toureio, pela sua segurança, força, habilidade… tem muitas qualidades que os de Espanha não têm…
Mesmo em Portugal existem alguns cruzados de árabe ou de outra ‘cruzas’, mas a verdade é que saem muito bem para o toureio… são cavalos toureiros.
Sem dúvida que a pátria do toureio a cavalo será sempre Portugal.

TeO – Como vê Andrés Romero a Tauromaquia em Portugal?

AR – A tauromaquia portuguesa não é fácil… o tipo de touro que sai em Portugal, que castigamos de forma diferente, mas que tentamos lidar da mesma forma que os de cá… É uma lide que não é fácil, porque há que analisar e ‘medir’ os touros em pouco tempo… lidamos um touro diferente do que estamos habituados…

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