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Histórico - Ventura corta um rabo em Madrid

  • 2018-06-09 20:39
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


46 Anos depois, voltou a cortar-se um rabo em Madrid.
Diego Ventura fez história, transcendo-se em absoluto, cortando nada mais nada menos, que cinco orelhas e rabo, num histórico mano-a-mano, com Andy Cartagena, quem consigo dividiu a porta grande, pelo corte de duas orelhas.
Curro de Los Espartales desigual em comportamento, praça cheia em delírio.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Praça praticamente cheia em Madrid. Os que não viram, posso garantir que desejariam ter visto e mesmo vendo, seria difícil acreditar que Diego Ventura, cortou um rabo em Las Ventas, 46 anos anos depois de Sebastián Palomo Linares o ter feito.
Ventura transcendeu-se, cremos e dissemo-lo no DIRECTO, que a dada altura do 'campeonato', parecia mesmo ter abandonado o seu corpo, deixando-se apenas levar pela sua condição de génio.
Não havia dúvidas para os que não lhe custam aceitar, mas para os 'ossos dificeis de roer', há que dizer, que depois disto, não cabem quaisquer dúvidas, que Diego Ventura, é o absoluto número um, o melhor rejoneador do mundo, senão mesmo de sempre!
Podemos garantir que o seu semblante nos prévios minutos ao festejo, era de quem 'guardava' algo... sem sorrisos, com a responsabilidade de agradar a todos os que o idolatram, mas sobretudo, ultrapassar a sua própria marca, a que se impõe a si próprio, a que se destina e o destino, está já traçado e lacrado a ouro.
Se há quinze dias atrás, com a décima quinta porta grande se apelidava já como o 'Rei de Madrid', agora, não sei que nome lhe cairá bem, quiçá o seu, aquele que nunca se esquecerá e que para sempre ficará registado nos livros, DIEGO VENTURA.
Frente ao primeiro armou já 'lío' gordo, cortou as duas orelhas e começou ali a sua glória. Bem com Nazarí, a sua eterna estrela, aquela que não se cansa de lhe conceder triunfos. Com esta montada a mesma que utilizou frente ao terceiro, conseguiu os melhores momentos da tarde, ao ladear de forma imponente, ao cravar em 'su sítio'... Frente ao segundo, o do TRIUNFO MOR, grande par de bandarilhas com o Dollar e antes, meu Deus, que ferros com o Fino. De arrepio.
Queria mais e deu mais... Com o que encerrou praça, um soberbo rojão de castigo em sorte de gaiola. Madrid a seus pés e sucedem-se os gritos de 'torero, torero...'.
Os dois primeiros matou de estocadas fulminantes e se acaso a última estocada fosse do nível das primeiras, o resultado de uma orelha, seria aumentado com justiça.
É impossível fazer mais, com honrosas palavras que os toiros do seu lote merecem. Acompanharam o triunfo...
Andy não teve o mesmo fortúnio com o sorteio. Mas andou digno e diga-se que também em grande plano. A primeira orelha da tarde foi sua, a que se seguiu a do último toiro. Saiu em ombros e bem, brindando a sua última actuação ao seu companheiro de cartel. Grande gesto!
O seu toureio variado, alegre e espectacular, agrada e fez de si a figura que é. Mas indubitavelmente, o triunfo havia sido já 'reservado' pelo luso-espanhol, Ventura.

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