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Opinião d'Ouro - Na Póvoa de Varzim foi o POVO quem defendeu a Festa!

  • 2018-07-23 23:16
  • Autor: Solange Pinto


'Onde estiveram as pessoas com evidentes responsabilidades na Festa? Onde esteve a Prótoiro, num dia em que uma entrevista para a RTP seria de um sentido de oportunidade tremendo…?...'

Não se deve, ou melhor, não se podem mesmo fazer comparações ou estabelecer prioridades ou paralelos entre a corrida de sexta-feira, na Póvoa do Varzim e a de sábado, na Figueira da Foz…

Comecemos pela de sábado e a indiscutível importância do inegável! A capacidade de superação do cavaleiro Joaquim Bastinhas, a sua condição de Figura do Toureio há mais de três décadas, mereciam a bonita Homenagem no Coliseu Figueirense.

A presença de toureiros, de ganadeiros e ‘simples’ aficionados, é mais que justificável.

A tauromaquia e as suas gentes, têm esta sui generis particularidade… Todos discordamos de todos, todos tentamos competir, mas na hora de acarinhar os ‘nossos’, cá estamos, não sendo preciso que ninguém o faça por nós.

Contudo e sem que se possa estabelecer uma comparação entre a importância dos dois festejos, importa realçar, que, na sexta-feira, pese embora o facto de felizmente o tauródromo poveiro estar praticamente cheio, houve ausências ilustres e que jamais, serão justificáveis… não pode o ‘a’, poderia com toda a certeza o ‘b’, mas mal vai a coisa, quando nem o ‘a’, nem o ‘b’…

Menos toureiros que no sábado, menos empresários, menos imprensa, menos ilustres…! Sem políticos que são ‘habitués’ no Campo Pequeno (palco mais a centro, mais económico e mais reluzente para publicidade e angariação de votos para os partidos que representam) e sem os ‘cinco da Prótoiro’… nem sequer o funcionário Hélder Milheiro (que no sábado esteve na Figueira, bem como o Dr. João Santos Andrade.

Bom trabalho o de Ricardo Levesinho, ao ‘colocar’ na Figueira três quartos de casa, num sucesso quase garantido, pelo regresso de Joaquim Bastinhas, mas, sucesso quiçá maior ainda, de João Pedro Bolota e de todos os poveiros, que praticamente esgotaram a praça da Póvoa de Varzim.

Afinal de contas, sabíamos todos o que se ‘jogava’ na Póvoa e sabíamos mesmo todos, que uma praça cheia, era a melhor das respostas ao autarca local.

Onde estiveram as pessoas com evidentes responsabilidades na Festa? Onde esteve a Prótoiro, num dia em que uma entrevista para a RTP seria de um sentido de oportunidade tremendo…?

Onde estiveram os escribas do nosso país? Crónicas feitas de casa? Será isso que a Festa merece? E as toneladas de fotógrafos que desfilam pelas trincheiras? Onde estavam?

A ‘pressão’ vivida momentos antes do festejo e inclusive durante a lide de António Telles, foi qualquer coisa de indescritível… Onde estavam todos os que vivem disto e que a confirmar-se, verão mais um ‘palco de trabalho’ ir por ‘água abaixo’?

Corroborando o que sempre disse e o que cada vez mais defendo, não há maior defesa da Festa, do que a espontânea e a Póvoa do Varzim, deixou isso bem claro. Ali esteve o ‘povo que paga bilhete’, foram eles que fizeram da Póvoa uma noite completamente arrepiante…

A quem ler este escrito, apelo para que façam a ‘Vossa’ própria leitura dos acontecimentos, quem esteve, quem deveria ter estado e não esteve, quem vive disto e mandou a Póvoa às ortigas, quem diz que é jornalista há mais de 30 anos e que não vê na Póvoa motivo de reportagem, só porque não lhe pagaram a viagem… Chega de atropelos à Festa e de que tudo gire em torno do tostanito.

Basta de interesses, basta de lobbys, afinal de contas, quem defendeu a festa, foram os aficionados, porque quem é remunerado para a defender, não esteve!

Ah, a título de remate, agradecemos, à agência de comunicação que presta serviços para a Prótoiro, o envio tardio (48 horas depois do TouroeOuro as ter publicado) dos fantásticos números de audiências da transmissão da corrida poveira.

Já se dizia ‘lá atrás…’, o ‘POVO É QUEM MAIS ORDENA’ e o TouroeOuro, quem conta a verdade!