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Paio Pires - Nasceu uma praça de touros!

  • 2018-08-04 05:49


Realizou-se na noite de sexta-feira, dia 3 de Agosto, a primeira corrida de touros na renovada Praça de Touros de Paio Pires.
O cartel composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol, João Moura Caetano e João Telles Júnior, com toiros de diversas ganadarias e pegas a cargo dos Amadores de Lisboa e Caldas da Rainha, juntou nas bancadas três quartos fortíssimos da lotação do novel tauródromo.
Prémios em disputa para o melhor toiro, melhor lide e melhor pega, entregues a Fernandes de Castro, Luís Rouxinol e Bernardo Reboredo, respectivamente.
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O cartel tinha inegável interesse e a noite, não estava de modas caseiras, mas, a verdade é que a excelente lotação conseguida em Aldeia de Paio Pires, em muito se terá devido ao facto de ali, ter nascido uma praça de touros.
É verdade que ali, houve já um tauródromo e que longe vãos os tempos do seu auge, contudo e apesar de não ter nascido uma praça numa localidade até aqui alheia à Festa, renovar-se, nos dias de hoje, um palco dedicado à tauromaquia, é 'obra' que deve ser aplaudida de pé e por largos minutos.

Assim sendo, três quartos fortíssimos de uma lotação composta por cerca de 2.600 lugares (em números redondos)...
Feitas as homenagens devidas e ouvido o 'corajoso' Presidente da Câmara, eis que começa o espectáculo com cartel equestre, composto por Luís Rouxinol, João Moura Caetano e João Telles Júnior.

Luís Rouxinol foi eleito o triunfador do festejo, a ter ganho o prémio para a melhor lide. A actuação premiada foi a segunda, aquela em que depois de compridos regulares, deixou uma série de curtos montando o Douro, brilhando na brega, terminando com o Antoñete, um palmo e par de grande nota. Frente ao primeiro do seu lote, andou em tom regular, ainda assim desiquilibrando as contas com um palmito, imagine-se, 'al violin'... Rouxinol lidou um Veiga Teixeira e um David Ribeiro Telles.

A Moura Caetano a sorte não sorriu aquando do sorteio do seu lote de touros. O primeiro, de Passanha, saiu à arena e pouco depois, numa tentativa de salto à trincheira, lesionou-se, sendo substituido por um Fernandes de Castro com pouca condição de lide. Esta última prestação do toureiro, foi o possível e pouco mais... A sua primeira prestação, frente a um Vale Sorraia, foi meritória e teve consigo, bonitos momentos de toureio, em mais uma lição do cavalo Temperamento. Temple e mais temple, arte e mais arte de uma montada que não passa indiferente até aos mais leigos. Terminou com o Hip-Hop e mais dois soberbos curtos.

João Telles Júnior foi autor de duas exibições agradáveis e distintas uma da outra. Na primeira, frente a um Prudêncio, fez batidas ao pitón contrário, resultando algumas delas menos cingidas e outras tantas, de melhor nível, a culminar em bons curtos. Na segunda, frente ao toiro ganhador dos dois troféus (Bravura e Apresentação), o Fernandes de Castro, andou todavia mais coeso, terminando com dois violinos e um palmo à meia volta, a que o público correspondeu com forte ovação.

As pegas estiveram por conta dos Amadores de Lisboa e Caldas da Rainha.
Pelos de Lisboa, consumaram pegas os forcados Duarte Mira, ao primeiro intento, Bernardo Reboredo, também à primeira e Tiago Silva, à segunda tentativa.

Pelos das Caldas da Rainha, foram na linha da frente, Francisco Esteves, consumando à segunda, António Cunha à primeira e Duarte Palha e José Maria Abreu, de cernelha.

Dirigiu o festejo o Sr. Tiago Tavares, um espectáculo, que se não ficar para a história por outros motivos, ficará com toda a certeza, pelo facto de ali, em Paio Pires, se ter dado vida à Festa dos Toiros.