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Nazaré – Triunfo gordo dos Amadores da Chamusca

  • 2018-08-05 04:56
  • Autor: Rodrigo Viana


A Nazaré, foi palco, no sábado à noite, do segundo festejo da sua temporada.
Em praça, os cavaleiros João Moura, Luís Rouxinol e Sónia Matias, com toiros de Prudêncio.
As pegas estiveram por conta de três grupos de forcados: Amadores da Chamusca, Tertúlia Tauromáquica do Montijo e Amadores de Arronches.
A Praça de Touros do Sítio da Nazaré, preencheu meia lotação forte.
CRÓNICA DA CORRIDA
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Há que dar mérito a quem o tem, e esta noite o maior triunfo, na opinião do público que preenchia meia casa forte da castiça praça de touros do Sítio da Nazaré foi sem margem para dúvidas, do Grupo de Forcados Amadores da Chamusca. Duas pegas que mereceram monumentais ovações e que forçaram a que ambos os forcados da cara dessem duas voltas de agradecimentos cada um. Falo de Miguel Pessequê e Bernardo Borges que pegaram ao primeiro e segundo intento, respetivamente, e que denotaram a raça e o querer de um forcado amador. Bem a citar, a templar a investida e a mandar, suportando derrotes e a muita pata com que os seus oponentes se apresentaram. Olé para eles!

Já que se começou pelo que normalmente encerra este tipo de texto, há que dizer que pegaram pelo grupo da Tertúlia Tauromáquica do Montijo o cabo, Márcio Chapa, à segunda tentativa e Luís Carrilho ao bom primeiro intento. Pela 'malta' que viajou de Arronches foram à cara Fábio Mileu que consumou ao primeiro intento e João Rosa que pegou o que encerrou a noite à terceira tentativa

No que a lides equestres diz respeito, abriu praça o mais veterano do cartel, João Moura que teve uma lide regular frente ao primeiro de seu lote, baseando-se numa cravagem em sortes com ligeira batida, onde não faltou a já costumeira excessiva presença dos peões de brega que muito foi contestada pelo público que paga o seu bilhete. No segundo de seu lote, enfrentou-se com um toiro perdido de manso, que não permitiu luzimento ao maestro de Monforte, visto que sempre que podia se refugiava em tábuas.

Luís Rouxinol foi o que mais chegou ao público e aquele que pode ser considerado como o mais bafejado pela sorte no que ao lote de toiros concerne. O primeiro foi um toiro nobre, bastante colaborador de Prudêncio que permitiu ao ginete de Pegões praticar o toureio que tanto gosta. Deixou série de curtos de boa nota, terminando a sua atuação com um palmito e um par de bandarilhas de boa nota. O segundo que enfrentou, tinha as suas teclas, porém, adiantava-se uma brutalidade, tendo tocado por diversas vezes as montadas, aquando da cravagem da ferragem da ordem. Lide de mérito terminada com um par de bandarilhas de elevada nota.

Fechava a terna de cavaleiros, a 'menina dos olhos' do público nazareno, Sónia Matias. Teve pela frente dois toiros reservados, a pedir contas à ginete ribatejana. Na primeira lide, que foi brindada à Sociedade Filarmónica Olhalvense, que abrilhantara o festejo, teve mérito ao cravar dois ferros curtos de boa nota, após mostrar a sua perseverança e vontade de fazer melhor. Terminou com um ferro al violín. Na lide que encerrou esta noite quente de Verão, teve de basear a sua lide em sortes a sesgo, visto o seu oponente se refugiar muito junto às trincheiras. Consentiu toques fortes nas montadas tendo como ponto alto o quarto curto que lhe valeu música por parte da inteligência.

Dirigiu com acerto o Sr. João Cantinho, assessorado pelo Dr. José Manuel Lourenço e pelo cornetim Raúl Narciso.

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