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Filipe, Chacón e Grave marcam a segunda de Abiul

  • 2018-08-05 22:11
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


A segunda corrida de uma série de três, com palco em Abiul, teve inúmeros polos de interesse, mas, a verdade é que, os grandes triunfadores da tarde, foram Filipe Gonçalves, Octávio Chacón e a ganadaria Murteira Grave.
Actuaram ainda, o cavaleiro Marcos Bastinhas e os forcados do Grupo de Évora.
A Praça de Touros de Abiul, registou uma entrada que rondou a meia lotação (forte) preenchida.
CRÓNICA DA CORRIDA
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Grande tarde de toiros em Abiul, onde os polos de interesse não faltaram, como principal antídoto do forte calor que hoje se voltou a sentir na localidade que orgulhosamente enverga a mais antiga praça de touros do país.

Quando as 'coisas' funcionam, o calor e os seus incomodativos efeitos esquecem-se, focando-se o público naquilo que realmente importa, os toiros.

E hoje houve toiros. O curro na generalidade cumpriu de boa forma, em trapio e comportamento, sendo que dois dos astados, desiquilibraram positivamente as contas. O quarto e último, segundos dos lotes de Filipe Gonçalves e Octávio Chacón, respectivamente, foram de grande jogo, proporcionando aos toureiros, triunfos importantes, que fizeram a tarde valer a pena.

Filipe Gonçalves, triunfa em Abiul repetidamente, sendo que hoje, voltou a repetir a proeza. O toureiro algarvio, reclamou hoje, de forma bem audível, uma posição no cartel de dia 14, claro está, no próximo ano... Frente ao primeiro, havia já estado em bom plano, correcto, alegre e comunicativo como o 'povo' de Abiul tanto gosta, mas, foi no segundo, o tal toiro que valeu volta ao ganadeiro, que Filipe voltou a dizer 'estou aqui!'. Cravouo primeiro em sorte de gaiola e bem, seguindo para uma série de curtos de muito boa nota, antecedidos por batida ao pitón contrario. Terminou com um violino e palmo e as palmas do Xique e por fim, um par de bandarilhas e claro... público em autêntico delírio.

De Chacón, o matador de 'serviço', vieram senão os, alguns dos melhores momentos do festejo abiulense. Grande faena de muleta ao sexto espectacular toiro da ordem. Grande mão esquerda, boa a direita... iniciou de joelhos aquilo que viria a ser uma 'série de séries' de poderosos muletazos, ligados, embebidos em profundidade... 'surpresa' boa para alguns e não tanta surpresa para os que têm acompanhado a sua temporada. Bandarilhou com acerto e eficácia, fazendo o possível devido à lesão na sua mão esquerda, facto que o impediu de bandarilhar o primeiro do seu lote, ouvindo monumental bronca de um público que valoriza ao máximo este tércio.

Completava cartel, Marcos Bastinhas, destacando-se na lide do quinto. Deu ar de graça, terminando a sua regular mas ritmada função, com dois pares de bandarilhas à meia volta. Frente ao primeiro, um toiro que esperava no momento da reunião, deixou compridos regulares, um curto e quatro violinos, sendo que um foi de palmo, baseando a sua prestação numa sorte que segundo dizem os 'livros', é ou deveria ser de recurso ou funcionar em jeito de remate adornado.

As quatro pegas da tarde, estiveram por conta do Grupo de Forcados Amadore de Évora. Para dos toiros foram António Torres Alves, pegando ao primeiro intento, Miguel Direito, ao terceiro, Ricardo Sousa, à quarta tentativa e José Maria Passanha, à primeira.

A corrida foi dirigida por Lourenço Luzio, sendo assessorado por José Luís Cruz, médico veterinário.

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