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Fernandes, Ventura e Leonardo a ombros em Ronda

  • 2018-09-02 19:34
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se esta tarde em Ronda, a tradicional Goyesca Rondeña.
Com calor e enorme ambiente e boa afluência de público, lidaram-se toiros da ganadaria de Benítez Cubero, na generalidade a dar bom jogo e que permitiram triunfos aos três toureiros, Rui Fernandes (orelha e orelha), Diego Ventura (ovação e duas orelhas e rabo) e Leonardo Hernández (duas orelhas e uma orelha).

CRÓNICA DA CORRIDA

Que é um gosto ir a Ronda e que tudo brilha de forma impressionante, todos sabem, mas, importante é também dizer, que a Real Maestranza de Caballería de Ronda, tem forte apetência para o toureio a cavalo e que o seu público, acarinha de forte maneira os toureiros que ali lidam…

Rui Fernandes é já habitual presença neste tauródromo em forma de inegável monumento. É aqui ‘gustado’, admirado e respeitado e as suas prestações, boas de verdade, valeram mais que justas orelhas (uma a cada toiro do seu lote), havendo mesmo forte petição da segunda depois da morte e lide do quarto toiro da ordem.

Bons rojões de castigo, fenomenal conceito de lide em ambos, aproveitando tudo, mas mesmo tudo o que havia nos oponentes…  reuniu bem, cravou melhor, rematou com mestria e matou de estocadas inteiras e efectivas.

Grande triunfo, saindo em ombros muito justamente, por uma porta grande que já conhece há muitos anos!

Tal como Rui Fernandes, Diego Ventura comemora esta temporada 20 anos de alternativa e com eles, toda a maturidade própria de quem leva mais de vinte anos nas arenas.

No seu primeiro, andou francamente bem, mas foi a ‘morte’ a sua maior inimiga. Ainda assim, importa realçar que recebeu com o Importante, e que com o Guadalquivir, já em curtos, andou brilhante. Rematou com palmitos ‘al violin’, bem mas bem…

Frente ao segundo, sobrero, visto que o astado que lhe pertencia, surgiu debilitado fisicamente, recebeu com a garrocha, seguindo-se bom rojão. Claro que, Nazarí teria de vir a Ronda e melhor que nunca, transcendo-se a cada ladeio, a cada ferro, a cada remate… Deus escreve certo por linhas tortas e este sobrero, também de Benítez Cubero, era excepcional, dando mesmo volta à arena. Ventura fez de tudo, apresentado o seu novel Quilas, o que sita com as duas mãos ao alto… público em delírio e como se isto não bastasse, grande par de bandarilhas com o Dóllar. Matou de estocada e descabello e duas orelhas e rabo!

Leonardo Hernández está longe de ser espectador de todo este espectáculo, sendo mesmo ele, o primeiro a garantir a saída em ombros. Duas orelhas do primeiro, uma do segundo e duas muito boas actuações, variadas, com mando e domínio, num toureiro cujo triunfo é já uma tradição. O ponto alto das suas prestações, foi quiçá um par de bandarilhas de palmos, excepcional.

Grande tarde de toiros, com Homenagem a D. Ángel Peralta, na pessoa de seu irmão, Rafael Peralta, sendo para ele a maioria dos brindes da tarde. Rui Fernandes, brindou ainda a Francisco Rivera Ordoñez, ‘regalando’ um dos seus troféus a sua filha.

A noite segue, mas sobretudo a história continua…

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