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Campo Pequeno – Competição ao mais alto nível

  • 2018-09-07 05:35
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


A Praça de Touros do Campo Pequeno recebeu esta quinta-feira, 6 de Setembro, a corrida comemorativa dos 20 anos de alternativa de Rui Fernandes.
Enorme competição entre João Moura, Pablo Hermoso de Mendoza e Rui Fernandes, tendo cada um alcançado verdadeiros triunfos.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO


LENDA


ETERNO


INIGUALÁVEL

A corrida que esta noite teve palco no Campo Pequeno, foi tudo aquilo que se esperava, mas mais, foi muito mais do que alguma vez se esperou…

A qualidade dos artistas, a qualidade de alguns dos toiros e mais, a competição que se ‘instalou’ entre os toureiros, ditou que se vivesse uma histórica, para recordar por muitos e bons anos.

Comecemos pelo menos ‘top’! Porque o que resto sim, foi de ‘ponta’…

O segundo de Pablo complicou e pese embora o esforço do ginete navarro, pouco haveria a fazer, mas ainda assim, Pablo fez… Boa actuação, mas a saber a muito menos do que a primeira…

Moura, frente ao que abriu praça, andou, mas diga-se em plano discreto, em tom regular e não muito mais que isso e Fernandes, também no segundo, esteve, conforme pôde, sobretudo porque a sorte não esteve consigo. Andou fenomenal, isso sem sombra de dúvida, mas a lide programada, não pode ser concretizada, devido à eventual lesão do seu cavalo-estrela, o Artista. Mas calma, voltou a dar nas vistas com o Jackop e o H. Quiebro, que frente ao primeiro do seu lote, um bom toiro, o fez bordar o toureio.

Confesso, porque sou de sentimentos, que Pablo, no seu primeiro, Rui Fernandes, também no primeiro e Moura no seu segundo, estiveram em plano diria que, inigualável, emocionando de verdade…

Comecemos pelo aniversariante. Vinte anos de muito carisma, de zero de imitações e de 100% de um cunho muito pessoal. Bem mas bem, com o El Dourado e uma ‘inteiraça’ brega a duas pistas. Com o ‘tal’ H. Quiebro, deslumbrou com as suas piruetas muito cingidas. Gostou-se, fez gostar e apareceu centrado e feliz, com muitos motivos para isso.

Grande triunfo! Bem como, triunfo também o de Pablo frente ao bom segundo da corrida, pecando apenas pela escassez de força. O navarro fez de tudo e com poderio, com saber e ofício, numa arte sem segredos para si. Grande actuação, a levantar praça.

Moura, apareceu para a lide do quarto, com a força de um ‘gaiato novo’, como se diz pelas bandas do seu Alentejo. Depois dos compridos apenas regulares e a cumprir, eis que lhe ‘baixa’ o orgulho que pode e deve sentir por uma carreira dourada, e arma o taco. Que ferros de escândalo, que ‘duende’… Público Mourista em pé, e até os ‘outros’…

Tudo contado, sobretudo no que concerne às lides equestres, com três bons toiros, os dos triunfos que proporcionaram um empate técnico. Deu volta por indicação do Director de Corrida, Manuel Gama, o ganadeiro Gustavo Charrua, pelo desempenho do quarto da ordem.

No sector das jaquetas de ramagens, exibiam-se os ‘floriados’ de Évora e Alcochete. A formação de Alcochete, surgiu mais coesa e a sentir por isso, menos dificuldades nas consumações das suas funções.

João Machacaz, Pedro Belmonte e Nuno Santana, o cabo, foram os ‘caras’ de serviço, em consumações, ao primeiro, segundo e primeiro, intentos, respectivamente.

Pelos de Évora, em noite mais complicada, foram na linha da frente, João Madeira e João Pedro Oliveira (cabo), à quarta tentativa e Dinis Caeiro, efectivando ao primeiro intento.

Praça cheia, numa noite que se recordará, como a dos três magos do toureio a dar cartas… Nota ainda para a Homenagem aos toureiros que cumpriram 50 anos de alternativa, marcando presença na arena, Fernando Andrade Salgueiro e Frederico Cunha.

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