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Golegã – Os pequenos também são importantes

  • 2018-09-09 11:41
  • Autor: Rodrigo Viana


A vila da Golegã, recebeu este sábado, 8 de Setembro, uma Corrida de Touros, inserida no Olé Golegã.
Um espectáculo agradável e que contou com a presença de muito público...
CRÓNICA DA CORRIDA

São estas corridas que surpreendem qualquer aficionado. São estas corridas que dão alma para percorrermos centenas de quilómetros em busca de grandes momentos de toureio, e, diga-se, houve desses, naquela praça de toiros desmontável ali edificada provisoriamente. Os toiros da ganadaria de Manuel Veiga muito contribuíram para que isso acontecesse, estando bem apresentados, e na maioria dos casos, a dar bom jogo, com destaque para os segundo e quarto da ordem que foram realmente extraordinários. A juntar isso, destacar a boa moldura humana que preencheu cerca de três quartos da lotação deste tauródromo portátil, que contribuiu para que existisse alegria durante a corrida. Olé Golegã!

Abriu praça o cavaleiro Rui Salvador que teve duas lides agradáveis. Frente ao primeiro, após deixar a ferragem comprida, o toiro começou a encrençar junto à inteligência, tendo o ginete o mérito de o tirar de lá para deixar uma série de curtos com muito mérito, destacando-se destes o quarto da ordem que teve uma preparação de alto nível, a culminar com a cravagem bem ao estribo, de alto a baixo como mandam as regras de bem tourear.
No que abriu a segunda parte do festejo, após brindar aos maestros Ricardo Chibanga e José Tinoca, esteve a gosto, desenhando as sortes com garbo e cravando como é seu timbre com bastante eficácia.

António Maria Brito Paes vê-se pouco, e é um gosto ver a sua excelente equitação. Os pormenores são soberbos. Enfrentou o toiro que viria a ganhar o prémio para melhor da corrida, destacando-se a cravagem de um grande primeiro curto, em sorte frontal, com reunião cingidíssima.
Frente ao quinto da ordem que não cumpriu com o dito “Não há quinto mau”, viu-se obrigado a sacar das credenciais para se superiorizar ao seu oponente, que saiu distraidote e a medir bastante. Mostrou-se reservado não permitindo o luzimento esperado ao ginete. Nesta sua segunda lide, destaque para o terceiro curto, em sorte frontal, com bonito remate da sorte.

O mais jovem cavaleiro de alternativa, David Gomes, teve uma primeira lide em que iniciou com uma ferragem comprida algo irregular, tendo baseado a série de curtos em sortes com batida ao pitón contrário, com destaque para o segundo que foi o mais ajustado. Terminou esta atuação com um par de bandarilhas.
Frente ao último da tarde, teve a lide considerada pelo júri merecedora da vencedora para o prémio em disputa. Após bonito brinde aos responsáveis pela organização da corrida, destacam-se os terceiros e quarto curtos da ordem ao estribo, com reuniões cingidas, que levantaram o público dos seus lugares, tendo o ginete terminado com ferro de violino, um palmito e um par de palmitos de boa execução.

A malta das jaquetas de ramagens tiveram uma tarde tranquila, com cinco pegas ao primeiro intento, concretizadas por Nelson Fernandes e Vasco Freitas pela formação tomarense, Miguel Pessequê e Pedro Caldeira, que vencera o prémio para a melhor pega, pelos amadores da Chamusca e Vasco Coelho dos Reis, que juntamente com Alexandre Mira que pegara ao segundo intento, pertencem ao grupo de forcados do Aposento da Chamusca.

Dirigiu o Sr. Lourenço Luzio, assessorado pelo Dr. José Luís Cruz, uma corrida que teve como ponto fraco o estado do piso que dificultara a movimentação dos animais e demais intervenientes no espetáculo.

Longe dos grandes palcos, naquele curto espaço viram-se grandes momentos de toureio, o que mostra que os pequenos também são importantes e não devem ser menosprezados.

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