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Moita – Tarde entretida na primeira da feira

  • 2018-09-12 00:46
  • Autor: Rodrigo Viana
  • Autor da Foto: João Dinis


A Praça de Touros Daniel do Nascimento, na Moita, recebeu esta terça-feira, 11 de Setembro, a Corrida do Municipio, com que tradicionalmente se abre a Feira Taurina da Moita.
Uma corrida mista, com as presenças de Vitor Ribeiro, Manuel Escribano e Nuno Casquinha. Lidaram-se touros da Falé Filipe, e pegaram os Forcados Amadores da Moita.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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A primeira da Feira da Moita de 2018 tinha como maior atractivo o regresso, às arenas portuguesas, do matador de toiros espanhol, Manuel Escribano. Uma corrida mista, cujo restante elenco, era composto pelo cavaleiro Vítor Ribeiro e pelo matador vilafranquense, Nuno Casquinha. As pegas estiveram a cargo do grupo de Forcados Amadores da Moita, sendo os toiros da ganadaria de Carlos Falé Filipe.

Começando pela parte equestre do festejo, o cavaleiro natural da Charneca da Caparica teve duas lides distintas, dadas as condições dos astados que teve por diante. Se frente ao primeiro, um toiro colaborador, pese embora a falta de força que denotava, Vítor Ribeiro bregou como bem sabe, levando o seu oponente na garupa da sua montada, e deixando curtos de valor, dos quais se destacam o quarto e quinto da ordem.
Frente ao que abriu a segunda parte do festejo não conseguiu ter o mesmo luzimento. O toiro pouco humilhava e logo na fase de compridos mostrou adiantar-se à sua montada. Destaca-se o segundo curto de excelente nota que deixou, preparando bem a sorte, culminando com a ferragem do mesmo de alto a baixo, bem ao estribo. Os restantes da série, dado o toiro ter ido muito a menos, foram regulares.

Manuel Escribano, que regressou a Portugal, após feia colhida no país de nuestros hermanos, apareceu na Daniel do Nascimento com vontade de triunfo. Frente ao segundo da ordem, um astado burraco claro de capa, que servia por ambos os pitons, o diestro de Gerena recriou-se deixando segunda boa série de muleta pela direita e uma ainda melhor pela esquerda. Durante o tércio de capote, o seu colega Nuno Casquinha saiu ao quite, resultando colhido com aparato. Efetuou bonito e eficaz tércio de bandarilhas, como já é seu timbre. Frente ao quinto, um toiro castanho de capa, obteve menos luzimento, dado o toiro não ter conteúdo pela direita. Sacou bonitas séries pela esquerda. O tércio de bandarilhas foi partilhado com o seu colega de cartel, deixando dois bonitos pares cambiados, sendo o de Escribano al violín.

O matador de toiros português, Nuno Casquinha, após ter recolhido à enfermaria, regressou para lidar o terceiro da ordem. Após receber o seu oponente por veronicas, convidou Escribano a bandarilhar consigo, resultando num bonito tércio de bandarilhas. Após brindar ao seu colega de cartel, sacou bonita série de derechazos, sendo porém, pela esquerda que teve maior luzimento, soando o pasodoble no ar. Toureio de proximidade do diestro de Vila Franca de Xira, a um astado que em nada facilitou o seu labor.
No que fechou a corrida, enfrentou-se com um flavo de capa que serviu por ambos os pitons, conseguindo séries de valor com a muleta. De capote teve série de tafalleras, veronicas terminadas com uma meia veronica. Partilhou tércio e bandarilhas com Pedro Gonçalves, que se despede este ano das arenas, deixando este último um par de muito boa nota.

Quanto à “malta” das jaquetas de ramagens, pertencentes a um dos grupos da vila, os Amadores da Moita, foram à cara os forcados Filipe Correia e Fábio Silva. Consumaram, respectivamente, ao quarto e bom primeiro intento.

Dirigiu com a habitual afición e exigência o Sr. Pedro Reinhardt, assessorado pelo Dr. Jorge Moreira da Silva e pelo cornetim, José Henriques.

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