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João d’Alva fez por merecer a oportunidade da Moita

  • 2018-09-13 03:44
  • Autor: João Dinis
  • Autor da Foto: João Dinis


A Praça de Touros Daniel do Nascimento, recebeu esta quarta-feira, a novilhada, da Feira Taurina da Moita.
Seis jovens toureiros, de onde se destacam as prestações de João d'Alva e Miguel Muñoz.
CRÓNICA DA NOVILHADA
GALERIA FOTOGRÁFICA

A Praça de Touros Daniel do Nascimento, na Moita, ‘deu’ esta quarta-feira, a sua novilhada, inserida na Feira Taurina da Moita, por ocasião das Festas e Feira em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, que contou com uma interessante moldura humana, dada a tipologia do espectáculo.

O destaque maior terá que ir, obviamente, para o toureio que mais fez por merecer esta oportunidade, e aquele demonstrou na arena ter melhores condições para poder sonhar com um futuro risonho.
João d’Alva, aluno da Escola de Toureio José Falcão de Vila Franca de Xira, tem toureado bastante, sobretudo além-fronteiras, e essa rodagem foi notória, na forma como entendeu e lidou o excelente novilho da ganadaria Falé Filipe.
Alva preocupou-se em diversificar as sortes, de capote e muleta, executando ainda um vistoso tércio de bandarilhas.

De Espanha veio outro dos que deu nas vistas na arena da Daniel do Nascimento, Miguel Muñoz, da Escola de La Algaba, Sevilha, demonstrou intenções logo à saída do seu novilho da ganadaria Rio Frio, ao recebe-lo com uma larga afarolada, de joelhos em terra.
No tércio de muleta, notou-se o seu corte de toureio, demonstrando bastante fineza na forma como executava os passes.
No final da lide veio a lesionar-se, com um corte na mão esquerda, após sofrer uma voltareta aparatosa, vendo aí terminada a sua função.

Rui Jardim, aluno da Academia do Campo Pequeno, lidou um oponente de João Ramalho, que lhe pedia um maior entendimento das distâncias a que tinha que ser lidado, mas ainda assim demonstrou intenções na Moita.

O ‘toureiro da casa’, Filipe Martinho, que se apresentava na sua terra, além do nervosismo inerente, foi o menos bafejado pela sorte, ao lidar um novilho da ganadaria Fernandes de Castro, de escassas condições de lide.

O espectáculo iniciou-se com duas lides a cavalo, a cargo dos cavaleiros praticantes, Francisco Correia Lopes e Ricardo Cravidão, que lidaram dois novilhos da ganadaria Fernandes de Castro.
De Correia Lopes destaca-se o classicismo, ainda que por vezes o entendimento com as montadas não seja perfeito.
Ricardo Cravidão, que no início da fase de curtos sofreu uma aparatosa colhida, quando o seu cavalo escorregou, teve uma lide bastante intermitente, mais preocupado com os adornos e com o público.

Os Forcados mais jovens do Aposento da Moita executaram as duas pegas das lides equestres, sendo caras João Gomes e Fábio Matos ambos à segunda tentativa.

Dirirgiu a novilhada, Manuel Gama, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

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