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Ventura em Madrid - O 'Sueño' tornado realidade da 17ª Porta Grande

  • 2018-10-06 19:28
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Ventura em ombros pela Porta Grande de Las Ventas, pela décima sétima porta grande.
Colossal esteve frente ao último, enchendo por completo a praça de touros mais importante do mundo.
Lidaram-se toiros das ganadarias Ángel Sánchez y Sánchez, Miura e Guiomar Cortes de Moura.
Três orelhas e Madrid novamente a seus pés!
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Todos de olhos postos em Diego Ventura e tanto assim foi, que à parte de outras, a primeira grande vitória ou mesmo triunfo do ginete de Puebla del Río, nascido em Lisboa, foi ter lotado a Praça de Touros de Las Ventas, em Madrid.

Quiçá não só de Lisboa, mas de todo um Portugal aficionado e de uma Espanha que gosta de rejoneo do bom, vieram aficionados…

Grande ambiente em cortesias, frenesim dos antigos, tão próprio das grandes tardes de touros.

Já dizia o ditado, que o homem põe e o touro descompõe e assim foi… na maioria dos casos.

Ventura veio por todas e ele sim, esteve ‘entregado’ e a fazer de tudo o que podia para arrancar frente a cada um dos seis touros cuja lide teve a seu cargo, o triunfo sonhado e que seria um ‘bis’ da tarde histórica aqui vivida, durante a Feira de Santo Isidro.

Seis exemplares, com dois de Ángel Sánchez y Sánchez, dois de Miura e dois da divisa portuguesa de Maria Guiomar Cortes de Moura… o primeiro desta última ganadaria, foi bom, o segundo, excelente, a ser premiado com volta à arena, constituindo assim, um triunfo importante da ganadaria alentejana.

Houve detalhes e de detalhes vive a tauromaquia. De gosto, de gestos, de emoção, da capacidade de templar não só os toiros, como a vida… Ventura brindou o primeiro ao público, o segundo a Fermín Bhórquez, o quinto ao decano dos Lozano e o último, a seu pai, o seu eterno fã, mas muito mais que isso, numa história já conhecida…

O resultado numérico, foi pardo para tão gigante toureiro, que frente ao terceiro, poderia, caso a espada tivesse sido eficaz, ter cortado as duas orelhas, como de resto viria a acontecer frente ao sexto, um outro Guiomar, de grande jogo, de contributo exemplar e que mais não permitiu, que o triunfo do ginete.

Sueño regressou às arenas e fez sonhar com duas curtas de ‘escândalo’. Morante brindou os presentes, constituindo um clássico ‘grato’ de recordar e Dóllar, enfim, cravou quiçá o melhor par de bandarilhas da sua vida.

Duas orelhas indiscutíveis, a que público quis muito somar um rabo, pedindo-o com muita força.

Bem tinha já estado também com o quinto, ou seja, o segundo Miura. Cortou uma orelha!

O toureiro ‘sobresaliente’, Manuel Munera, foi convidado a compartir consigo a lide do quarto. Bons ferros deixou o pupilo de Ventura, sendo muito ovacionado por isso.

Porta grande, a décima sétima de um toureiro colossal, a quem todos devem o máximo respeito e quem todos, gostem ou não, terão de encarar como o número um da tauromaquia a cavalo.

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