Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Campo Pequeno – Rui Fernandes fecha temporada vinte com chave d’ouro

  • 2018-10-12 05:31
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


A Praça de Touros do Campo Pequeno recebeu esta quinta-feira, 11 de Outubro, a última corrida do abono 2018.
Na tradicional Corrida de Touros de Gala à Antiga Portuguesa, foram lidados touros da ganadaria Passanha, pelos cavaleiros, Antómnio Telles, Rui Salvador, Rui Fernandes, Francisco Palha, Marcelo Mendes e Miguel Moura.
Pegaram os Forcados Amadores de Lisboa e Aposento do Barrete Verde de Alcochete.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA

A Corrida de Gala à Antiga Portuguesa, continua a ser uma fórmula de sucesso, sobretudo, quando neste tipo de cortesias, se consegue imprimir sentido rítmico, bom gosto e seriedade… A Gala que se parecia ter banalizado, adquire, no Campo Pequeno, a sua máxima expressão e a sua força, na captação de públicos mais ‘generalistas’…

Tudo isto para dizer, que o Campo Pequeno, encheu, não esgotando por míseros números… Sucesso absoluto portanto para a empresa lisboeta.

Mas o sucesso não se ficou por aqui. O espectáculo último do abono do tauródromo da capital, em dia de transmissão televisiva, foi um sucesso também no que concerne ao campo artístico.

O festejo resultou entretido e com bons momentos de toureio, divertindo as gentes, que muito desfrutou de estilos dissemelhantes…

Esta crónica não pretende ser um relato exaustivo, porque acreditamos, que além dos que marcaram presença na mais importante praça de touros do país, muitos foram o que acompanharam a corrida no quadradinho mágico e assim sendo, mais não são precisas do que pinceladas, bem em jeito de resumo…

A pensar num nome para o eleger como triunfador, esse nome, o primeiro que me assalta a mente, é Rui Fernandes. Teve ganas e quis gritar, que… adiante, o que quis nem sei, sei que mandou, desde o início, desde o primeiro minuto em que entrou na arena. O primeiro comprido cravou-o em sorte de gaiola, aguentando com coração, a saída de um toiro que queria ‘apanhar o comboio’. Seguiu em crescendo e nos curtos, recital de bom toureio, com brega a duas pistas e reuniões emotivas. Os últimos dois curtos, já com uma terceira montada, foram de escândalo, com cite em curto, a criar expectativa, rematando com piruetas ajustadas.

Público em massivamente em pé…! Fernandes fechou assim com chave d’ouro, a sua vigésima temporada de alternativa.

Sem me alongar muito mais, há a registar uma muito boa actuação de António Telles, a repetir o êxito de dias anteriores, noutros palcos. Bem de verdade, com a sua costumeira classe, o seu poderio, as suas sortes frontais a entrar pelo toiro dentro e tudo, de forma soberana. Lide triunfal, numa fenomenal recta final de temporada.

Contam-se ainda, uma actuação muito simpática e com muito ‘gancho’ de Marcelo Mendes, uma prestação empolgante de Miguel Moura e uma exibição muito correcta de Rui Salvador, também em tom crescente…

Por último, e com mais conversa… Francisco Palha!

Todos temos dias bons e maus e eu, como não espero uma ida ao multibanco amanhã do ginete, que mais terá que fazer e pensar nas próximas horas, não preciso dizer que a vida de Palha se acabou no Campo Pequeno e que precisava de triunfar e que morreram andorinhas e pardais… Isso, esse achincalho chantagista, deixamos para outros actores e ainda por cima, com razão, porque funciona…

Palha é um grande cavaleiro, tem subido degrau a degrau e a verdade é que sim, pôs tudo a falar nele, na presente temporada… contudo, a sua experiência, deveria já ditar lides de improviso, acopladas aos toiros que tem por diante e o número comercial, montado de certa forma, nem sempre funciona… No Campo Pequeno, não funcionou, desta vez e da outra… Pode já dizer-se que tem ‘mala pata’ com esta praça e tudo foi mais penoso ainda, porque TODOS viram, os da praça e os de casa… Muitos toques, ferros falhados, mas sim, dois bons compridos!

Louva-se a sua própria decisão de não dar volta e o bonito brinde à equipa e só…

As pegas, estavam por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Lisboa e Barrete Verde de Alcochete. Pelos da capital, foram caras Martim Cosme Lopes e Vítor Epifânio, ao primeiro intento e, João Varanda, ao segundo.

No que concerne à jaqueta de Alcochete, foram caras, Diogo Amaro, consumando ao primeiro intento, João Armando, à terceira e Marcelo Lóia, cabo da formação, à primeira tentativa.

O curro de touros Passanha exibiu trapio e na generalidade contribuiu para o sucesso de lides e pegas, sendo que, há ainda a destacar, a bonita homenagem ao cavaleiro João Moura, entregando a empresa do Campo Pequeno, o galardão prestígio, sob o grande aplauso dos aficionados que encheram Lisboa…

Artistas e forcados, brindaram ao toureiro que esta temporada, comemorou 40 anos de alternativa, sendo o eterno número um do toureio mundial!