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Pablo Hermoso de Mendoza em discurso directo

  • 2019-02-17 18:44
  • Autor da Foto: João Dinis / J.H.M. e D.R.


'...Uma das praças onde mais desfruto, é no Campo Pequeno...'

Na temporada em que cumpre nada mais, nada menos, que trinta anos de alternativa, o TouroeOuro, quis 'medir o pulso' ao grande ícone do rejoneo mundial, Pablo Hermoso de Mendoza.
As recordações, os sonhos ainda por concretizar, a alternativa de seu filho Guillermo, a sua temporada em Portugal, são temas abordados na grande entrevista ao toureiro de Navarra, onde figuram, afirmações como 'uma das minhas principais recordações, é o rabo de Sevilha, em 1999. Aquela manhã foi gloriosa, mas, sobretudo pelo cenário e pelo que representava...'.


'...uma das minhas principais recordações, é o rabo de Sevilha, em 1999...'


TouroeOuro (TeO) – Pablo, a presente temporada, será especial para si. Trinta anos de alternativa, é todo um acontecimento…

Pablo Hermoso de Mendoza – Por trás de um aniversário tão especial, de tanto tempo dedicado a uma profissão como esta, há muito esforço, muito trabalho, muita felicidae, muita satisfação, mas, sobretudo, muitas recordações bonitas. Quando és uma pessoa positiva, sempre fica muito mais gravado do que te faz feliz, mais do que qualquer dificuldade. Por isso e apesar da dureza dos primeiros anos, o que fica, é a esse poço de aprendizagem, de crescimento e a recordação de que qualquer pequeno logro alcançado, parecia-nos um salto gigantesco e a felicidade que isso nos trazia.

TeO – São trinta anos de muitos acontecimentos e triunfos. Quais destacaria?

PHM – Põe-me uma questão difícil, porque são mais de 2400 festejos e ficar com algum, é complicado. Mas, uma das minhas principais recordações, é o rabo de Sevilha, em 1999. Aquela manhã foi gloriosa, mas, sobretudo pelo cenário e pelo que representava. Tenho também muito boas recordações, em praças como o México, Madrid e Pamplona… é que entre tantas, é muito difícil não ter boas recordações de muitas delas.

Também me recordo muito, da minha apresentação em Vila Viçosa, foi uma noite mágica e que nunca me esquecerei. E, ultimamente, posso assegurar, que uma das praças onde mais desfruto e onde mais realizado me sinto com o meu toureio, é no Campo Pequeno.

 

Os cavalos da sua vida...

TeO – Trinta anos de muitos cavalos e muitos ‘ases’. De quais tem mais saudades e quais os melhores da sua trajectória?

PHM – Se tivesse de fazer uma quadra ideal, de saída seria Labrit. Para bandarilhas, Cagancho e Chenel e para o último tércio, o Pirata. E reparem que ficariam de fora dessa selecção, cavalos como Gallo, Chicuelo, Ícaro, Fusilero, Disparate, Berlín…

TeO – Uma trajectória, consolidada ao mais alto nível, em que foram feitas todas as conquistas possíveis. Qual é o segredo para seguir sempre assim, nesse alto nível?

PHM – O trabalho e a ilusão. Todos os dias quando me levanto, a primeira coisa que penso, é na minha jornada laboral, que cavalo vou trabalhar e isso faz-me desfrutar muito da profissão e sobretudo, a preparação. Fazer um cavalo, é uma coisa de tempo e quando o vês realizado numa praça, é como veres estampada uma obra e para que isso aconteça, é necessária muita ilusão que te sirva de motor para o seguir fazendo durante trinta anos.

 

' Desfrutei e sou um privilegiado, porque senti o calor e o reconhecimento do público, de todos os países onde actuei...'

TeO – Durante trinta anos, muitos entre a Europa e a América… bem, é o meso que falar de um toureiro aclamado a nível mundial…

PHM – Desfrutei e sou um privilegiado, porque senti o calor e o reconhecimento do público, de todos os países onde actuei. Toureei em todos os países onde se dão feiras taurinas e em todos pude triunfar e é como vos digo, senti sempre que o que fazia, tocava o público, mesmo em públicos tão diferentes como as da Califórnia ou Venezuela, ou do Peru e França…

'Deixar o Guillermo na pista de saída para que vá lavrando o seu próprio caminho e pouco a pouco...'

 

TeO – Sem dúvida que esta é uma temporada especial, por ser também a temporada de alternativa de seu filho Guillermo. Essa é a sua máxima consagração, o seu maior triunfo? A lenda continua…?

PHM – Sim, agora é mesmo a minha maior ilusão. Deixar o Guillermo na pista de saída para que vá lavrando o seu próprio caminho e pouco a pouco, ir cedendo-lhe o protagonismo e deixar que leve o seu caminho em solitário. É o que me falta para que a minha carreira seja perfeita no meu ponto de vista.

TeO – Há já data para a alternativa do Guillermo?

PHM – Não há ainda nada de concreto, porque temos em mente três ou quatro praças. Mas em pouco dias se definirá…

A Temporada em Portugal

TeO – Sendo esta uma temporada de comemoração, seguramente irá passar por Portugal, onde tudo começou…

PHM – Claro, estarei no meu compromisso com o Campo Pequeno. Como vos disse, uma das praças onde mais desfrutei ao longo destes anos. E sim, gostava de apresentar o Guillermo, em Portugal, este ano, mas numa praça de menor ‘craveira’ que Lisboa.

TeO – Fora das corridas do Campo Pequeno, onde o poderão ver este ano, os aficionados portugueses a Pablo e Guillermo?

PHM - De momento não tenho dos meus apoderados, nota de como está a temporada na Europa, mas seguramente que alguma praça onde tenho ido nos últimos anos, irei…

TeO – Continua com sonhos na tauromaquia? Que lhe falta fazer no mundo dos touros?

PHM – O que tem a tauromaquia, como qualquer outra actividade cultural ou artística, é que os que a praticamos, vivemos sempre em busca da faena perfeita. Sem erros. Sem imprecisões. Isso é o que busco e que seguramente, nunca vou conseguir mas a busca incessante, é o que levo dentro…

TeO – A sua filha, gémea de Guillermo, tem também a afición pelo rejoneo? Temos toureira?

PHM – Não, Paula não optou pelo rejoneo. Paula monta em doma e dressage e a verdade é que aponta boas maneiras. É uma jovem muito tenaz e com grande entrega em tudo o que faz e que gosta de fazer. Estuda em Madrid e monta o Alquimista, com quem trabalha imenso.

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