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Festival do Dia da Tauromaquia – Onde o Triunfo maior foi o da afición

  • 2019-02-24 00:44
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se no Campo Pequeno, o Festival do Dia da Tauromaquia.
Casa praticamente cheia e actuações de oito cavaleiros e três matadores de toiros, com pegas a cargo de uma selecção de forcados dos grupos da ANGF.
Lidaram-se reses de diversas ganadarias.
CRÓNICA DO FESTIVAL
GALERIA FOTOGRÁFICA

Não cabem dúvidas, de que o maior triunfo da tarde de hoje, no Campo Pequeno, foi dos aficionados, que praticamente encheram o tauródromo lisboeta.

O ambiente registado nas imediações da mais importante praça de touros do país, momentos antes do início do Festival do Dia da Tauromaquia, deixava antever uma grande tarde dedicada a todos quantos amam a Festa Brava.

Sucesso absoluto, no que a ambiente e espectáculo concerne e fórmula aceite por todos aqueles que presenciaram o festival, unanimemente, aplaudido.

O início, ou seja, o período pós-cortesias, foi quiçá o mais emocionante de todo o festejo.

Os toureiros, carregaram uma gravura de Joaquim Bastinhas, colocando-a no centro da arena que tantas vezes havia pisado. Momento carregado de emoção e de justiça, memoriando um ginete cujo carinho e popularidade, foi transversal ao mundo taurino.

Homenageados, foram também os forcados que partiram ao longo da história, em exercício das suas funções.

A registar, houve também o minuto de silêncio, em memória de todos os ‘taurinos’ que nos deixaram nos últimos meses.

No que concerne ao toureio a cavalo, tudo se resume a poucas palavras, porque a análise deste espectáculo, deve hoje, concentrar-se no sucesso global e não em triunfadores…

As duplas, foram constituídas da seguinte forma: António Telles actuou com João Telles Júnior, Rui Salvador com Francisco Palha, Luís Rouxinol com Filipe Gonçalves e Rui Fernandes com Moura Júnior. Todos estiveram bem, sendo que Rui Salvador protagonizou momentos de apuro, ao sofrer aparatosa colhida, voltando heroicamente à arena.

Actuaram ainda, a pé, António João Ferreira, Nuno Casquinha e Manuel Dias Gomes, destacando-se Nuno Casquinha.

As pegas, foram consumadas, pelos forcados, pertencentes a uma selecção, sendo que para a cara dos oponentes, foram Hugo Figueira, Márcio Chapa, Paulo Damásio e Manuel Pires, esta última, com uma grande primeira ajuda de Pedro Coelho dos Reis.

Lidaram-se reses de Passanha, Ribeiro Telles, Calejo Pires, Condessa de Sobral, Falé Filipe, Prudêncio e Romão Tenório.

O festival foi dirigido pelo Sr. Manuel Gama, coadjuvado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva, sendo que todos os artistas e forcados deram volta à arena.