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Terceira de Olivença – Três ‘Monstros do Toureio’ três!

  • 2019-03-09 19:50
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


O terceiro festejo da Feira Taurina de Olivença, contou com casa praticamente cheia e um grande ambiente, sendo que todos os toureiros sairam em ombros, pelo corte de duas orelhas cada um.
Assim sendo, Ventura cortou duas orelhas ao segundo toiro do seu lote, Ponce duas ao primeiro e Juli, também duas ao primeiro toiro dos que tinha de lidar no ruedo oliventino.
Lidaram-se reses de Maria Guiomar Cortes de Moura a cavalo e de Garcigrande, a pé!
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA

Impressionante ambiente o que se viveu no terceiro festejo do abono oliventino.

Praça praticamente cheia, calor, burburinho e grande tarde de toiros, aquela que nos abençoou a todos… a todos os que ‘hoje’ chegaram a Olivença e a mim, particularmente, que festejo os 29 anos de Feira, encheu-me as medidas, rever Enrique Ponce… e voltar a ver Juli, na sua máxima plenitude.

Coitadinhas das meninas que não têm história para contar senão a recente, coitadinhos dos meninos, que nunca leram, nem nunca souberam, que Olivença não nasceu este ano!

Paupérrimos à parte, ficámos todos mais ricos, por ver, três monstros do toureio, na sua pujança máxima, a dar importância ao ‘ruedo’ de Olivença e à ilustre praça, da não menos ilustre família Ortiz.

Diego Ventura, chegado recentemente do México, chegou por tudo e não fosse a escassez de transmissão dos oponentes, maior teria sido o resultado numérico da sua passagem por Olivença. Ainda assim, pôs tudo e do tudo que resultou, a ‘culpa’ do sucesso, foi toda sua. Bem mas bem em ambos os oponentes, recordando-se os soberbos ferros com o Fino! Duas orelhas do segundo toiro do seu lote, um oportuno e terno brinde a Moura e uma feliz vinda a Olivença.

Ponce… Madre que me parió… Que inspiração frente ao primeiro Garcigrande do seu lote. Grande faena brindada ao público e quando Ponce brinda ao público… Compendio de arte, com tudo incluído, inclusive poncinas e um sentido estético impressionante. Boa estocada e duas orelhas justíssimas.

Frente ao segundo, mais não pôde andar que ‘asseado’…

Juli… Julián Lopez Escobar ‘El Juli’… Um colosso, um livro ‘vivo’, de técnica, de poderio. Duas faenas de inequívoco ‘saber’! De capote andou magistral em ambos os touros. Lopecinas…

De muleta, fez com que os oponentes passassem como e onde quis… Duas orelhas do primeiro, ovação do segundo e não fosse a espada, poderia ter cortado outro troféu…

Destaca-se o facto de Juli ter também brindado ao Mestro Moura, presente na trincheira da praça.