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Cremos na Festa e queremos a Festa… também no Alentejo!

  • 2019-03-13 12:51
  • Autor: Solange Pinto


'...Sabemos, que tauródromos como Nisa, Alpalhão, Cabeço de Vide, Alandroal, Assumar, Bencatel, Cuba, Santa Eulália, Sobral da Adiça, Sousel, e até Portalegre, entre outras, não são financeiramente apelativos e que sobre si não recaem holofotes, contudo, se estes cenários forem encarados como um todo, falamos de uma região de supra importância e que, mesmo não dando louros, farão com que a Festa se fortaleça como parte expressiva da identidade cultural do nosso país...'

Cada vez mais e com teoria reforçada pelos meus escritos, vou-me quase que assumindo razinza e birrenta no que concerne a certas questões da Festa Brava…

Escrevo cada vez menos de alegrias e emoções, para, escrever cada vez mais, do que está mal, na ânsia que alguém me dê ouvidos… e atenção, sei que me leem, pelas estatísticas e claro, pelas indisposições que por aí vou criando, admitindo 'eles', que leem as minhas incessantes reclamações, fruto, dos intermináveis desgostos…


Atenção e que fique claro, quem escreve, não está contra a tauromaquia, quem escreve, pretende acordar e abanar mentalidades, de forma a fazer agir, sempre com vista ao crescimento deste sector artístico.


Cremos na Festa e queremos a Festa!


Mas queremo-la em todo o lado, onde as suas raízes são uma certeza, mas, onde e nalguns casos, as suas raízes estão votadas ao desprezo e abandono.
Chega disto!


Depois de uma tentativa de dar um único partido à tauromaquia, parece haver também, não a tentativa, mas um estúpido esquecimento dos agentes da festa em relação a certas regiões do nosso território.

Toda a mobilização em torno do Dia da Tauromaquia, tem de servir de mote, para a luta em torno do 'regresso' da Festa ao Alentejo
, com o fulgor que indubitavelmente perdeu e com a magia ali vivida outrora e que, sejamos francos, não existe há muito tempo!

É urgente, que se revitalize a tauromaquia no Alentejo e que se reestruturem os palcos ali perdidos.

É necessário que não se tape o sol com a peneira e que se perceba, que há praças inactivas e que se mais anos passarem nestas condições, os danos, ou seja, perca total de afición nestas localidades, serão irreversíveis.

O Dia da Tauromaquia, ou acções similares, não deverão estar apenas afectos aos grandes palcos, porque desses, não 'reza o risco'!

Sabemos, que tauródromos como Nisa, Alpalhão, Cabeço de Vide, Alandroal, Assumar, Bencatel, Cuba, Santa Eulália, Sobral da Adiça, Sousel, e até Portalegre, entre outras, não são financeiramente apelativos e que sobre si não recaem holofotes, contudo, se estes cenários forem encarados como um todo, falamos de uma região de supra importância e que, mesmo não dando louros, farão com que a Festa se fortaleça como parte expressiva da identidade cultural do nosso país.


Sabemos, que o ditado do 'mais vale parecer que ser', é querido por muitos que por aí apregoam a defesa da festa, mas, se gostam realmente disto, abandonem o ditado, e façam algo, antes que seja tarde demais.

A 'malta' com responsabilidade na defesa da tauromaquia, parece ter já optado por um partido, parece ter já optado por certas praças e parece querer optar por uma ou eventualmente duas regiões do país…
Cuidado com as seleções e com os filtros, não fiquemos qualquer dia, restritos aos simpatizantes do CDS, ao público do Campo Pequeno e sobretudo restritos, à afición da região de Lisboa e 'arredores'.