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S. Manços e os prémios ‘pitados’

  • 2019-04-21 21:37
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se este Domingo, a tradicional corrida de Páscoa, em S. Manços.
Actuaram Francisco Palha, Luís Rouxinol Júnior e António Prates, com toiros de diversas ganadarias a concurso. Saiu vencedor, o exemplar de Veiga Teixeira, em Apresentação e Bravura.
Pegaram os Forcados de S. Manços, Moura e Beja, contanto o tauródromo alentejano, com cerca de três quartos de entrada.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Por vezes queremos entender certas coisas e não conseguimos… Tentamos novamente, e não conseguimos, volto a tentar, porque foi anunciado que o júri era composto por críticos taurinos (Pedro Guerreiro, Miguel Ortega Cláudio e Bernanrdo Patinhas) e por isso, tento colocar-me no lugar… e não consigo!

Os entendidos na matéria, sim, porque quem não entende nada disto, sou eu, escolheu e bem, o toiro de Veiga Teixeira como ganhador do troféu ‘Apresentação’, mas, escolheu e mal, o toiro de Veiga Teixeira, como ganhador do troféu ‘Bravura’.

Obviamente que soaram e bem, fortes assobios e vaias, porque sim, o público de S. Manços é entendido.

Poderia ter ganho o exemplar de Palha, mas não ganhou… Saíram ainda à arena, reses de Canas Vigouroux, Pégoras, Fernandes de Castro e Passanha.

De todos eles, há a realçar, que o exemplar de Fernandes de Castro, não estava dentro do conceito ‘concurso’, estando o seu exemplar, claramente inferiorizado em trapio.

O cartel era jovem e motivou uma boa entrada no festejo de soberba organização a cargo do empreendedor Rui Palma. Três quartos de lotação preenchida, com direcção correcta a cargo de Agostinho Borges.

Francisco Palha lidou o Canas Vigouroux e o Veiga Teixeira. Palha agradou no computo geral, mas esteve um ou dois furos abaixo do seu melhor e que tantas vezes demonstrou na passada temporada. Ainda assim, importa realçar que o Canas não ajudou a brilhar e o Veiga Teixeira, não facilitou. Ferros tremendistas numa das suas prestações, lide com primazia à brega, na outra.

Luís Rouxinol Júnior andou em plano ‘raçudo’… Ainda assim, a sua segunda prestação foi de grande nota, com um belíssimo ferro em sorte de gaiola e que levantou praça. Depois com o Douro, ladeou e com o carisma que se reconhece à montada em questão.

Frente ao primeiro do seu lote, um vistoso e transmissivo de Pégoras, Rouxinol viveu momentos de apuro, salvos pelo seu Pai que em boa hora saiu ao quite, a corpo limpo.

António Prates, voltou a denotar grande apetência para um toureio vistoso e que no país vizinho, pode e deve ser muito valorizado. Por cá, seria importante que usasse de menor velocidade, porque, tudo o que tem de bom e tem, soa a demasiada rapidez. De Prates, destacam-se dois curtos com batida ao piton contrário, frente ao Palha.

As pegas foram consumadas por Rui Pelado e Jorge Valadas, dos Amadores de São Manços, ao primeiro intento, sendo a segunda desta formação, uma pega de categoria indiscutível. Pelos Amadores de Moura, foram na linha da frente, Rui Branquinho, efectivando ao quarto intento e Cláudio Pereira ao primeiro intento. Pelos Amadores de Beja, foram caras, os forcados Nuno Vitoria, efectivando ao segundo intento e, Guilherme Santos, que pegou à primeira tentativa.

Mais uma Páscoa passada e uma história que poderia ter outro fim…