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Beja – João Telles arrebata prémio, com justiça!

  • 2019-04-27 22:38
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Cerca de dois terços de entrada na Praça de Touros Varela Crujo, em Beja, onde esta tarde se realizou uma corrida de touros integrada na Ovibeja.
Em cartel, Luís Rouxinol, João Telles Júnior e Andrés Romero, com pegas a cargo dos Amadores de São Manços, Moura e Beja, com touros de Canas Vigouroux.
Sairam vencedores dos troféus em disputa, João Telles Júnior (melhor lide) e Gonçalo Borges, de Moura (melhor pega).
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Foi uma corrida com interesse e apenas com o lamento de não ter registado maior interesse por parte do publico, que, embora sem números oficiais, não terá entrado em maior número, que dois terços de lotação.

Bom cartel, com o ‘refresco’ chamado Andrés Romero, com o poderoso Luís Rouxinol e com o, hoje, arrebatador João Telles Júnior.

Curro de Canas Vigouroux com trapio inegável, e com o seu interesse, destacando-se o terceiro como o mais complicado e o quinto, como o melhor e mais colaborante, tendo som, servindo bem ao triunfo alcançado por Telles Júnior.

Grande primeiro curto de Telles na sua segunda actuação, surpreendendo tudo e todos. Arrancou de largo, entrou ao pintón contrário e cravou de alto a baixo. A contenção do director Domingos Jeremias, proporcionou injustiça, devendo mandar tocar a música de forma imediata… e não o fez!

Seguiram-se outros tantos excelentes ferros, já com ao som da Banda de Beja e uma exibição de Telles a marcar a diferença, motivando a justa atribuição de prémio, com júri constituído por António Ventua, Rafael Vilhais e Joaquim Brito Paes.

A primeira prestação de Telles havia já sido em tom muito agradável, bem como as de Luís Rouxinol. A primeira em tom mais contido, mas muito correcta, a segunda, montando o Douro em toda a fase de bandarilhas, chegando mesmo, com esta montada, a cravar um par de boa nota e um palmito.

Andrés Romero, viu-se com um primeiro oponente complicado e que investia com arreões. Andou em timbre irregular, consentindo alguns toques nas montadas. Frente ao segundo do seu lote, recuperou sítio e aí sim, muito boa actuação sobretudo quando montou o Fuente Rey, uma das suas estrelas. Terminou com o cite balanceado, acabando por pôr o público no bolso.

As pegas estiveram a cargo de três grupos de forcados alentejanos.

Por São Manços, estiveram na linha da frente, os forcados Pedro Galhardo e José Quinta, em consumações ao segundo intento.

Pelos Forcados do Real Grupo de Moura, foram caras, os forcados Gonçalo Borges, consumando ao segundo intento, ganhando o premio para a melhor pega e, João Cabrita, consumando à primeira tentativa.

Os Amadores de Beja, escolheram os forcados Francisco Patanica e Mauro Lança, para efectivação de pegas, à terceira e primeira tentativas, respectivamente.

O júri para escolha da melhor pega, foi constituído por João Caixinha, Fernando Navas e Manuel da Messejana.

A corrida foi dirigida pelo Sr. Domingos Jeremias, sendo que o único e grande reparo referente a esta corrida, se prende com o imenso pó que se fez sentir na Praça de Touros Varela Crujo.