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Vila Franca – Prates rebenta com a escala!

  • 2019-05-05 21:46
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se em Vila Franca de Xira, uma corrida de touros concurso, com pegas a cargo dos Amadores de Lisboa e Vila Franca e lides, por conta dos cavaleiros Filipe Gonçalves, Duarte Pinto e António Prates.
À arena sairam exemplares de Saltillo, Dolores Aguirre, Miura, Antonio Silva, Pinto Barreiros e Palha.
Sagraram-se vencedores, os toiros de António Silva e Pinto Barreiros, com a Palha Blanco a registar meia entrada.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO (COM VÍDEO)

Não era uma corrida qualquer, era uma corrida concurso, com palco na exigente Praça de Touros Palha Blanco, com o selo de garantia da família Levesinho.

Meia casa, foi pouco, para tão aliciante promessa e sobretudo, para tão importante espectáculo.

Seis touros de distintas ganadarias, com três exemplares de ferros lusos e três, vindos do país vizinho.

Os prémios, esses ficaram em Portugal, sagrando-se ganhadores, os exemplares de António Silva e de Pinto Barreiros, para Apresentação e Bravura, respectivamente.

O primeiro dos prémios, foi eximiamente entregue, o segundo, não mal entregue, mas, poderia bem ter ido parar às mãos de João Folque, por ter sido inesgotável. Contudo, importa realçar, que o toiro de Pinto Barreiros, teve alegria e ‘som’, proporcionando uma lide bonita, com ritmo e grandes momentos por parte do lidador António Prates. Não menos oportuno referir, é que o exemplar de Miura, não entrou no concurso, por ter sido devolvido aos currais, por estar lesionado, de forma inequívoca.

Bonitos toiros, alguns de bom jogo e pelo menos, três grandes actuações. Uma de Duarte Pinto frente ao Palha a concurso e as duas de Prates, frente aos oponentes de Dolores Aguirre e de Pinto Barreiros.

Duarte Pinto esteve em plano importante. Andou seguro desde o início, lidou na verdadeira acepção da palavra e o seu conceito artístico, é dos que definitivamente agrada a Vila Franca.

Pinto sofreu queda aparatosa devido a escorregão da sua montada, sem que no entanto, se tenham registado consequências de maior. A segunda, foi de nível menos ‘impactante’, mas ainda assim, decorreu em tom agradável e correcto, tendo por diante um Palha, sobrero, substituto do Miura.

António Prates rebentou com a escala, sendo o indiscutível triunfador do festejo. O jovem praticante, lidou como os grandes e os experientes e mesmo com conceito mais vanguardista, agradou ao conclave que o acolheu de braços abertos, aplaudindo de pé a cada ferro. A sua primeira prestação havia já sido meritória. O Dolores Aguirre impunha o seu respeito, mas Prates, em nenhum momento se acobardou, desenvolvendo uma prestação de nível, com ferros de grande nota, com bons ferros e remates vistosos.

Frente ao segundo, o tal Pinto Barreiros alegre e colaborante, Prates transcendeu-se. Bem em todos os momentos. Clarividente, a pensar sem que o demonstrasse. Rematou todas as sortes com ‘som’ e sobretudo, cravou de forma absolutamente incrível. O último ferro, foi de escândalo, com batida ao piton contrário e… Vila Franca ao rubro.

Filipe Gonçalves lidou os exemplares de Saltillo e de António Silva. Filipe não foi bafejado pela sorte, é certo, mas, não será desrespeitoso dizê-lo, que hoje, em Vila Franca, não foi bafejado pela inspiração. Há dias assim e este não foi o seu. Toques, desacertos e duas prestações com pouca memória.

As pegas foram, nalguns casos, fenomenais funções, levadas a efeito pelos Grupos de Lisboa e Vila Franca. Pelos de Lisboa, foram na linha da frente, os caras Duarte Mira, ao primeiro intento; João Varandas, ao segundo e Vítor Epifânio, também à segunda tentativa.

Pelos de Vila Franca, estiveram na linha da frente, os forcados Vasco Pereira, consumando à primeira tentativa, David Moreira, à segunda e Pedro Silva, também à segunda.

Dirigiu com acerto e correção, o Sr. Tiago Tavares, coadjuvado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.