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Azambuja – “Há 30 anos que não enchia assim!”

  • 2019-06-02 23:19
  • Autor: Rodrigo Viana


A Praça de Touros de Azambuja, recebeu este domingo, 2 de Junho, a tradicional Corrida de Touros, inserida na Feira de Maio.
Frente a touros da ganadaria Passanha, estiveram em praça os cavaleiros, João Moura, Rui Salvador, Gilberto Filipe, Manuel Telles Bastos, Nelson Limas e Manuel Oliveira. Pegaram os Forcados Amadores de Azambuja, Aposento da Chamusca e Amadores do Cartaxo.
CRÓNICA DA CORRIDA

Feira de Maio, Domingo 2 de Junho de 2019, dia importante para todos os Azambujenses e demais aficionados. Excelente trabalho de divulgação e promoção da corrida por parte da empresa que originou nada mais, nada menos que um casão, uma praça com lotação ESGOTADA! Perguntava-se: “Boa casa, hein?”, ouvindo-se logo de seguida: “Boa casa? Há 30 anos que não enchia assim!

Antes do início da corrida, foi realizado um minuto de silêncio em memória de Luís Filipe Oliveira, irmão do Mestre e consagrado toureiro, Manuel Jorge de Oliveira. Ao intervalo do festejo destaque para o descerramento de três lápides evocativas dos aniversários de alternativa de Manuel Jorge de Oliveira e de Rui Salvador, bem como uma outra em memória do recém-falecido Luís Filipe Oliveira.

Lidavam-se nesta tarde, na Praça de Toiros Dr. Ortigão Costa, seis toiros da ganadaria Passanha. Há que louvar quando as coisas são positivas, e tenho a dizer que o curro serviu na perfeição, transmitindo e colaborando com os intervenientes, denotando uma apresentação e trapio exemplares. Destaque para o segundo e quinto da ordem, que foram de facto, de uma nobreza e bravura acima da média. E, pela negativa, para o que abriu o festejo, dado a inércia que demonstrou ao longo da sua passagem pela arena da Azambuja.

Abriu a importante tarde, o veterano cavaleiro João Moura, tendo pela frente aquele que considero ter sido o astado com menos potabilidade para o toureio. Porém, também se ouviu vindo da bancada para que o maestro ouvisse: “Lide você o toiro João”, devido à excessiva presença dos peões de brega na preparação das sortes. Baseou a ferragem em sortes com ligeira batida ao pitón contrário, tão características da família Moura e fechou com um palmito de boa nota.

Rui Salvador apresentava-se neste bonito tauródromo como um dos homenageados da tarde, e fosse isso, ou o grande ambiente que se vivia em praça, motivou o toureio tomarense. Preparou as sortes de forma limpa, tem uma série de curtos de elevado nível, com cravagens de alto a baixo, relembrando os tempos em que o consideravam “O cavaleiro dos ferros impossíveis”. Lide de bastantes quilates!

Fechava a primeira tarde do espetáculo, Manuel Telles Bastos, que mal terminou a sua aparição, viajou até Coruche onde em conjunto com João Telles, que se encerrara com seis toiros de seis distintas divisas, e com o seu tio António, lidaram o quarto toiro da tarde na Monumental do Sorraia. Desenhou uma lide agradável, com curtos de boa nota, ouvindo mesmo soar a banda após a cravagem do grande primeiro curto.

Aparecia pela primeira vez nesta temporada, Gilberto Filipe. Toureiro conhecido por ser mestre na equitação, teve nota positiva, nesta passagem pelo ruedo Azambujense. Lide entretida, com destaque para o terceiro e quarto curtos da ordem, em sortes frontais bem cravadas ao estribo. Terminou com um palmito.

Não há quinto mau, e o astado com que o cavaleiro praticante Nelson Limas se enfrentou, era de facto bastante bom. Foi uma lide intermitente, que começou com o ginete a receber o toiro à porta dos curros, dobrando-se com ele e deixando um bom primeiro comprido. Pelo equador da lide, sofreu forte toque na montada, porém destacam-se as sortes com acentuada batida, que quando resultaram foram agradáveis e um par de bandarilhas de excelente nota.

Fechava cartel o jovem Manuel Oliveira. Levantou o público das bancadas e escutou ovação após uma lide de bom efeito. Foi evoluindo ao longo da sua estadia na arena, cravando com correção e mostrando o valor que tem, caso trabalhe e lute pelo seu sonho diariamente. Boa monta, boa brega e cravagem correta numa série de curtos de boa nota. Venceu prémio para a melhor lide em praça, não sendo consensual entre os jurados, o que se pode considerar exagerado dada a boa prestação do cavaleiro Rui Salvador que hoje merecia, na minha modesta opinião, o dito prémio.

Em disputa para o troféu da melhor pega perfilavam-se os grupos de forcados da Azambuja, Aposento da Chamusca e Cartaxo. Venceu o prémio o forcado João Rui Salgueiro da formação Chamusquense, na pega ao segundo toiro da tarde. Ainda por este grupo pegou Francisco Andrade à terceira tentativa. Pela formação local, foram à cara Luís Silva que foi dobrado por Valter Soares, ao quarto efetivo intento e Ismael Luís à primeira tentativa. Pelo grupo de capital do Vinho, Cartaxo, foram eleitos os forcados Miguel Afonso e José Ribeiro, que fora dobrado por Emanuel Loto, com consumações, respetivamente, ao primeiro e segundo efetivo intento.

Os toiros nesta corrida, foram recolhidos a cavalo por três duplas de campinos, que também eles disputavam prémio para a melhor recolha, tendo este sido vencido por Alexandre Ganhão e José Lopes. A corrida foi dirigida com acerto pelo Sr. Lourenço Luzio, assessorado pelo Dr. José Manuel Lourenço.

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