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‘Estou convencido que o Colete Encarnado e a Tauromaquia nunca vão acabar…’, afirma Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira na antevisão do Colete Encarnado

  • 2019-07-04 12:21


O Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, fez ao TouroeOuro uma antevisão do que espera vir a ser a edição 2019 do Colete Encarnado, renovada, com uma programação cuidada e atenta a todos os públicos, e este ano, pela primeira vez, com uma responsabilidade ambiental acrescida.

O Colete Encarnado foi uma festa que nasceu para angariar dinheiro para os Bombeiros, e homenagear o Campino, 87 anos passados mantém-se essa identidade que esta muito ligada à festa brava, à lezíria, ao toiro, ao cavalo… e sobretudo homenagear uma figura impar que é o campino e mais uma vez vamos ter momentos de grande emoção, quando homenagearmos o campino que foi escolhido pelos seus pares, José Mimoso, que é uma homem com muitas histórias e muito ligado ao tempo em que verdadeiramente era muito difícil esta actividade’, salienta Alberto Mesquita, que acrescenta que, ‘aquilo que o Colete Encarnado tem vindo a fazer é melhorar cada vez mais, nas esperas, com toiros seleccionados ao longo do tempo, que são de primeira espera, temos vindo a melhorar na questão da segurança, numa articulação muito chegada com os Bombeiros e com a Protecção Civil, com a melhoria dos espaços que temos de protecção, sobretudo nas esperas e nas largadas e sobretudo adaptarmos os gostos musicais de hoje, tentar conjugar também as questões da música popular portuguesa, do nosso folclore… toda esta articulação tem públicos e também temos que ter em atenção os gostos de muitos milhares de jovens que vêm até Vila Franca de Xira e de maneira que temos que encontrar o equilíbrio…’.

Entre os milhares de visitantes do Colete Encarnado, encontram-se muitos jovens, e alguns que têm pela primeira vez contacto com a festa, e a festa brava, e isso é também foco da atenção dos autarcas de Vila Franca, ‘nós temos que fazer o possível para dizer aos jovens que a preservação da nossa identidade, muito ligada à festa brava, ao campo é um factor absolutamente identitário e diferenciador de tudo o que nós temos no nosso país e de modo que os jovens vão com o Colete Encarnado absorvendo esses valores e esses princípios, e estou convencido que o Colete Encarnado e a Tauromaquia nunca vão acabar…’, assegura convictamente o autarca, prosseguindo que as pressões de cariz anti taurino que possam existir, não afectam minimamente o desenrolar da programação do Colete Encarnado, ‘para nós isto é tão natural que é difícil achar que alguém possa, através de um decreto acabar com aquilo que é tão nosso que nos diferencia, e tudo faremos de uma forma natural, de uma forma reflectida, de forma a informar alguém que não conhece realmente a festa brava que se eventualmente conhecesse, provavelmente não tinha tomado determinado tipo de atitudes anti taurinas…’,  ‘de maneira que é este trabalho de persuasão, nos colóquios que fazemos, na Semana da Cultura Tauromáquica sobretudo, que servem também para desmistificar que a tauromaquia é igual a violência, a selvajaria… não é nada disso!’, concluindo afirmado que ‘de maneira que aquilo que se tem que dizer as pessoas é que têm que nos respeitar, como nós respeitamos… quem gosta gosta, quem não gosta não gosta e ponto final; Não nos podem tirar aquilo que é muito nosso, aquilo que são as nossas tradições e aquilo que são os nossos gostos em termos culturais.’

Esta é uma cultura que vem sendo ensinada e enraizada logo desde pequeno, e esse facto é também salientado por Alberto Mesquita, ‘se virmos na Semana da Cultura as ‘esperitas’ com as crianças, os treinos de forcados, os jovens toureiros… e os miúdos com um entusiasmo fantástico, e alguns até com muito jeitinho, e isto e muito interessante… estamos a falar de cultura… quando estamos a falar da festa brava, estamos a falar de cultura… e não nos podem tirar isso! Nós também não nos metemos com ninguém, mas também não se metam connosco…’.

A edição 2019 do Colete Encarnado tem também este ano uma ainda mais forte preocupação ambiental e com a segurança, facto que o Presidente do município vilafranquense salientou, ‘hoje em dia, com as questões de carácter ambiental e climáticas, nós temos que encontrar soluções para que as pessoas se divirtam sem porem em causa de facto as questões de carácter ambiental e portanto esta importância que nos temos de retirar gradualmente os copos de plástico, esta relacionada com isso mesmo, e portanto é chamada a atenção para estes princípios também e de maneira que nós vamos adaptando aquilo que é a sociedade de hoje em dia…’, salientando que essa preocupação passa também pela forma como as pessoas chegam à cidade, bem como com o estacionamento das suas viaturas, ‘hoje em dia com o passe metropolitano é muito mais fácil chegar a Vila Franca de Xira, de comboio ou outro meio de transporte…’, ‘adquirimos terrenos para transformar em parque, para que as pessoas deixem a sua viatura…’, ‘em cada ano que passa a nossa preocupação é muita segurança, se no passado havia dificuldades e hoje em dia temos uma relação com a Protecção Civil, com os Bombeiros e com as forças de segurança que faz com que esta grande festa onde estão milhares e milhares de pessoas, praticamente não existem grandes problemas… ‘.

Se nos meandros taurinos se afirma que Vila Franca de Xira é a Sevilha portuguesa, o TouroeOuro fez o desafio a Alberto Mesquita de comparar o Colete Encarnado com as festas de Pamplona, em Espanha, e o Presidente não deixou de concordar, ‘é um pouco isso, claro que Vila Franca de Xira tem a sua própria identidade e afirmação, mas é uma afirmação muito parecida com que o referiu… e de facto as pessoas que cá vêm, e agora vem muitos asiáticos que ficam surpreendidos com aquilo que vêm… por exemplo já houve um comentário numa televisão chinesa sobre as largadas e as esperas de Vila Franca de Xira… e essa é a melhor promoção…’, ‘estou convencido que vamos viver mais uma grandiosa edição do Colete Encarnado, como foram as anteriores…’, concluiu.