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Tomar - Triunfo de todos, uns mais que outros...

  • 2019-07-06 13:52
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


A Praça de Touros de Tomar, foi palco da Corrida RTP, que resultou num espectáculo bastante agradável.
Frente a touros de Paulo Caetano, actuaram os cavaleiros, Rui Fernanades, Filipe Gonçalves, Marcos Bastinhas, João Moura Caetano, Francisco Palha e Soraia Costa. Pegaram os Forcados Amadores de Tomar e Alcochete e houve ainda um touro para Recortadores.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA

Não foi uma corrida qualquer a que ontem teve lugar em Tomar, na Praça de Touros José Salvador.

Sem que em cartel estivesse o filho do Homem que dá nome ao tauródromo, a lotação da Praça de Touros da terra do Rio Nabão, conseguiu uma lotação que rondou os três quartos de casa, onde a nota dominante, foi a boa disposição de um público quiçá menos entendido, mas com toda a certeza, muito curioso com as tradições taurinas e que, foi ali, talvez "empurrado" pela secular e tão carismática Festa dos Tabuleiros.

Não foi uma corrida qualquer, dizia, porque teve honras de transmissão televisiva. Coisa que rareia e que, se agradece piamente, mas que, voltou infelizmente a não ser em DIRECTO, havendo um desfasamento de cerca de meia hora ou talvez mais... Coisas que não se entendem, com a televisão a emprestar à tauromaquia um espaço cada vez mais envergonhado à sua programação e aos seus conteúdos.

Cartel de seis toureiros, a maioria de interesse inequívoco e que ali, deram valoroso contributo para o sucesso do espectáculo. Nenhum dos seis esteve mal, muito pelo contrário. Todos bem, uns melhores que outros, uns mais efusivos que outros e foram esses, os mais efusivos que aparentemente almejaram o triunfo mais aplaudido, mas... Não se penalizem as gentes por falta de conhecimentos e sobretudo reconheça-se a entrada de novos públicos para uma praça de touros. A Festa preciso de 'fiesta', sendo que no entanto, um triunfo jamais se deva basear na dita 'fiesta', cabendo ao 'Presidente da Corrida', dosear a 'coisa', de forma a que não sejam cometidas evidentes injustiças...

A novel directora Sandra Strecht, autorizou a segunda volta a Marcos Bastinhas, talvez influenciada pela euforia das gentes, mas, e os outros? 

Marcos Bastinhas andou de facto bem, com o seu estilo ritmado e muito, com o seu herdado poder de comunicação e com bons ferros e boa brega, tendo no entanto, andado com exagero de 'rotações'. Brindou aos céus, continuando a não fazer esquecer (e não seria possível) o seu progenitor. Terminou com um par de bandarilhas, deixado à meia volta.

Abriu Rui Fernandes, tendo-se enfrentado com a 'rolhita' da noite. Fernandes andou como os maestros, num plano de muita soberania e técnica, como de resto é seu apanágio. Nota muito alta nos curtos, destacando-se o primeiro, merecedor de música na hora, o que viria a acontecer bem mais tarde. Os touros complicados enaltecem os toureiros que os conseguem lidar e esse mérito, merece prémio!

Filipe Gonçalves, andou como de resto é a sua marca. Comunicativo, entregue à função e ao público. Bem desde início, com uma sorte de gaiola que resultou, a terminar com um bom par a duas mãos, depois de cite frontal, tornando-o (e não é de agora), num dos melhores a executar esta sorte.

De João Moura Caetano, veio aquela que seria a lide com melhores momentos. Nos compridos apenas regular, mas nos curtos, abriu o livro, desenhando uma actuação com história e de muitos quilates. Primeiro o Campo Pequeno, depois o Baco e com este último cavalo, os três melhores ferros da noite, com impressionante suave batida ao pitón contrário... Plástica e estética no toureio, como de resto mandam os livros.

Francisco Palha está a recuperar o sítio que deixou antes da sua aparatosa colhida de Salvaterra. Actuação completa, coerente, com sortes exímias e um muito bom toiro por diante, o melhor do festejo, motivando de resto a volta à arena do ganadeiro, Paulo Caetano.

Fechou o capítulo das lides equestres, Soraia Costa. Soraia teve graciosidade, simpatia, trazendo a Tomar, bons ares do norte. Andou em crescendo, desenvolvendo agradável prestação, cravando mesmo uma curta de nível.

As pegas da noite, estiveram por conta dos Amadores de Tomar e Alcochete. Pelos de Tomar, pegaram à terceira tentativa, Ricardo Silva, e à segunda, João Oliveira e Helder Parker.

Pelos de Alcochete, foram na linha da frente em duas pegas ao primeiro intento, João Belmonte e Gonçalo Catalão, e ao terceiro intento, João Guerreiro.

O curro de Paulo Caetano, teve bom fundo (à excepção do primeiro), destacando positivamente o quinto, com apresentação 'q.b.'.

Ao intervalo do festejo, homenageou-se José Inácio da Costa Rosa, sendo que depois das seis lides, houve uma exibição de recortadores, com acolhimento entusiasta do público presente, mas com nenhum acolhimento por parte do restante elenco da corrida, que por uma questão de apoio e protecção a uma causa comum, a tauromaquia, deveria ter evitado virar costas...

Coisas!

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