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Opinião d'Ouro - Agora falo eu!

  • 2019-07-25 08:28
  • Autor: João Dinis


'...Orgulho-me de me sentir jornalista, em todas as suas vertentes. Ética sei o que é, graças a Deus e notícia também! Talvez por isso, tenha estado ao longo da minha carreira de mais de uma quinzena de anos, com os melhores dos melhores, e nos melhores órgãos taurinos e generalistas...'

Agora falo eu e falo, não porque sinta necessidade pessoal de o fazer, mas, sinto que tenho o dever, ou melhor, mesmo a obrigação de o fazer, defendo a minha categoria de profissional do jornalismo, e em simultâneo, excluindo-me da hipocrisia que reina em certos sectores da tauromaquia.

Infelizmente e mais, incompreensivelmente, o tema da publicação de imagens de colhidas, dominou toda a actualidade taurina das transactas semanas. Infelizmente, porque o início da demolição da praça de touros da Póvoa de Varzim, a não realização da corrida para ali agendada, a não temporada em praças como Setúbal e Portalegre e a colocação de selos que ocultam a ilustram a sinalética do Campo Pequeno, não deram o brado do "outro assunto", sendo indiscutivelmente mais importante.

Antes de mais qualquer coisa, é importante esclarecer, que sou fotógrafo na área do jornalismo. Se podia ser fotógrafo apenas? Sim, podia... mas não é o caso!

É mais ou menos como ter apetência para a medicina e ter formação na área, mas sentir o apelo pela especialização em registos mais específicos, como por exemplo, medicina dentária, radiologia, etc..

Ressalvando as distâncias do exemplo atrás face ao mundo da fotografia, a verdade é que antes de ser ser foto-jornalista, é preciso ser fotógrafo. Tal como antes de se ser dentista, é preciso passar por toda uma formação geral no campo da medicina... Ora o que se passa na tauromaquia, é a chegada de muitos indivíduos, absolutamente curiosos e que, pela evolução dos equipamentos, têm a vida facilitada... Todos usam uma máquina, mas nem todos são fotógrafos.

Pior ainda, quando todos pensam que são repórteres. Não é verdade. Dos muitos que andam nas trincheiras, raros são os casos dos que são foto-jornalistas. Têm ou fotografam para sites e blogues, sem conteúdo, sem expressão e existem para publicação de reportagens de imagem, agradando ou tentando agradar, aos agentes da festa, que se convencem que ali, está alguém que informa sobre tauromaquia. São apenas albergue de notas de imprensa e galerias fotográficas, sem imaginação, repetitivas, e que muitas vezes são a única informação de um espectáculo taurino. Belas e famosos, feios e velhos, são aquilo que fotografam melhor.

Trincheiras cheias, de pessoas a quem não se questiona o gosto pela tauromaquia, mas que estariam bem na bancada, com as famílias...

Notícia? Não há! Não sabem o que é!

Seja uma feliz notícia, seja uma má noticia, a verdade é que a palavra notícia é apenas uma e o significado consensual.

Orgulho-me de me sentir jornalista, em todas as suas vertentes. Ética sei o que é, graças a Deus e notícia também! Talvez por isso, tenha estado ao longo da minha carreira de mais de uma quinzena de anos, com os melhores dos melhores, e nos melhores órgãos taurinos e generalistas.

Nos tempos iniciais, de Jornal Farpas, bem como agora, actualmente e de há muitos anos para cá, no meu 'querido' TouroeOuro, na Rede Regional, no Notícias do Sorraia e no grande Correio da Manhã, escolas de trabalho e de vida, sempre me ensinaram que, a imagem que suporta o texto, tem de ser clara, objectiva e impactante, de forma a captar atenções de quem procura informar-se.

As linhas editoriais podem e devem ser a identidade de um órgão, mas jamais, dessa linha, seja ela qual for, podem excluir-se notícias para beneficiar ou prejudicar quem quer que seja.

Sou aficionado,respiro tauromaquia desde que nasci, mas o meu dever, na corrida de Coruche, era mostrar a realidade daquele festejo, com a máxima celeridade possível e rigor na informação prestada. Foi o que eu fiz, em sintonia com a redactora presente no evento em questão e em nenhum momento, se faltou ao respeito a nenhum dos intervenientes, nem em momento algum, se duvidou no que concerne à publicação das imagens.

Face ao sentido de oportunidade na captação das imagens, dois órgãos de comunicação de prestígio inegável, utilizaram-nas, como apoio da matéria escrita e falada que entenderam adequada.

Entenda-se de uma vez por todas porque apenas direi uma vez! Sou aficionado, sou jornalista, fiz o meu dever, e aqui, neste órgão, nada mais foram relatados que não factos, sem conteúdos ofensivos ou especulativos. Ponto final a uma polémica abortada no seu conteúdo.

Mas, como em tudo o que é de estúpida existência dá origem a coisas estúpidas, um conjunto de catorze indivíduos, com elevada percentagem dos tais curiosos de que falava lá atrás, resolveu fazer um comunicado, ilustrativo das suas ideologias, sem defesa e que apenas os fará cair em incoerências... Estúpido comunicado, estúpidas ideias das funções que pensam desempenhar e estúpidos porque foram apenas marionetas de quem verdadeiramente se sente beliscado com a existência do líder TouroeOuro.

Tão estúpido, tão estúpido, que um dos assinantes, acabou de publicar fotografias de teor semelhante às de Coruche, mas sem 'tim-tins', até porque é mulher, para dizer porque as publicou, quando dias antes tinha assinado um comunicado em sentido oposto. Então o problema era comigo? Ah, afinal é mesmo pessoal? 

Pois bem... Nada disto constitui surpresa. Que eram marionetas, sabia. Que o nível era baixo, sabia. Só não sabia que andavam literalmente afectados com o sucesso do TouroeOuro e que por isso, teriam de fazer coisas ou mesmo tudo o que os mandam fazer... Pobres coitados.

E o apoio das associações que diziam ter? Como se manifesta? Castigos? Castrações de informações? Como? 

E o castigo é só para mim? Para o TouroeOuro? Ou é para quem publicar quedas? Para os autores das imagens? 

Respondam associações, ou não apoiam?

Sempre soubemos que ao denunciar e comentar certas coisas, nos poríamos em apertos e que colheríamos antipatias, ainda assim, escolhemos o caminho da verdade e não há catorze fulanitos, nem ninguém que nos tire a coragem.

Aqui, somos profissionais. Aqui noticiamos e aqui, servimos todos, não apenas os agentes da Festa!

Sabemos quem foram os mandatários para os tontos dos mandatados. 

Nós seremos os mesmos e o que dizem os catorze, dá-nos igual. O que dizem os das Associações, isso gostávamos de saber, mas podemos esperar que passem as eleições, para que um dos dirigentes tenha tempo para nos responder.

Num lado, uma reportagem feita por um foto-jornalista, de um órgão credenciado e reconhecido pelos seus pares, tido em conta como fonte dos generalistas. Do outro, uma ex dona de casa, que dança nas trincheiras, como se aquele fosse o único ponto alto de uma vida até há cinco anos, longe da tauromaquia, sendo este o único espaço que a tolerou a ela e aos seus pares com nível zero.

Como aqui, somos uns "rebeldes" e o "sistema" não nos assusta, esperamos por uma tomada de posição dos apoiantes do comunicado.

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