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Opinião d'Ouro - 'Lá me enganei na corrida outra vez!'

  • 2019-08-01 15:40
  • Autor: Carlos M. Pedroso


Já faz uma meia dúzia ou mais de anos que zarpei rumo à Foz do Sizandro e acabei na Foz do Lizandro, procurei a praça junto à praia e nada de a encontrar. Lá rumei à pressa para o Lizandro depois de um telefonema ao meu compadre e ainda cheguei a tempo de fazer as ditas fotografias da corrida.

Este sábado lá rumei eu de novo pensando que não me iria enganar de novo, para fotografar mais uma vez a tradicional corrida da Foz do Sizandro, cheguei, vi a feira, comi um belo pão com chouriço e lá fotografei mais uma corrida.

Ontem ao ver duas críticas da corrida, de dois sítios cá do burgo, cheguei à conclusão que me enganei redondamente na corrida que fotografei... Devo ter ido outra vez para o Lizandro...

Ferros fantásticos e maravilhosos, ganadeiros que deram volta, lides de menos a mais, passagens em falso ocultadas, entre outros disparates que em nada enaltecem a festa brava. Será que quem escreve vê a corrida de forma diferente de quem a fotografa? Será que quem escreve não tem conhecimento do que é uma corrida séria e com verdade? Será que vale a pena mentir para parecer bem? Será que vale a pena continuar a ir aos touros? Sim porque para ser tudo lindo e maravilhoso mais vale ficar em casa e ler crónicas disparatadas de uma festa brava que cada vez mais é cor-de-rosa...

Por detrás da minha máquina fotografei lides boas e outras menos boas, pegas boas e outras tentativas mal conseguidas, todos erram e eu também o faço- Tenho fotos desfocadas, momentos perdidos e outras asneiras comuns, tal como outros que cravam ferros a cilhas passadas ou passadíssimas, outros passam em falso, uns estacam de raiz e levam com o touro em cima, outros tocam piano e não recuam, tudo isso faz parte da festa: o erro, o perigo e a emoção têm de existir na festa brava. Caso contrário, a festa morre! O mundo não é cor-de-rosa e a festa brava muito menos, todos o sabemos e todos deveríamos reconhecer e orgulhar-nos disso. A festa é feita de perigo, risco, sangue e por vezes glória.

Agora uma coisa é fundamental: a verdade! E essa não pode nem deve ser ocultada ou escondida.

Pensando bem e revendo as fotografias da noite, acho que não fui eu que me enganei na Foz a que fui...

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