Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Chamusca – A corrida do Centenário!

  • 2019-08-04 03:32
  • Autor: Rodrigo Viana
  • Autor da Foto: Carlos M. Pedroso


A noite de sábado, foi também noite de corrida de toiros na Praça da Chamusca.
O espectáculo com cartel composto pelos cavaleiros João Moura, António Telles e Rui Salvador, foi também aquele em que se assinalou o 100º aniversário do tauródromo ribatejano.
As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Lisboa e das duas formações chamusquenses, com toiros de diversas ganadarias.
Os prémios em disputa foram para: António Telles, Francisco Montoya, Joaquim Ribeiro 'Curro', Manuel Veiga e Rosa Rodrigues.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

A data de 3 de Agosto de 2019 ficará marcada na memória do povo chamusquense que tanto defende a tradição taurina a nível nacional e que viu a “menina dos seus olhos” comemorar o centésimo aniversário da edificação deste bonito tauródromo. O ambiente era, obviamente, de festa havendo lugar, antes da corrida propriamente dita, a um espetáculo de variedades que incluiu momentos de fado, poesia, fandango, teatro entre outras pequenas apresentações. A praça foi se compondo atingindo mesmo a casa cheia à hora que o cornetim, Gonçalo Lúcio, deu o primeiro toque.

Numa noite de homenagens e descerramento de lápides, devido ao centenário e ao 35º aniversário do cavaleiro Rui Salvador, foi o mais antigo cavaleiro em cartel, João Moura a iniciar funções. Começou por lidar um toiro de Vale Sorraia, cardeno claro de capa que ao sair à arena teve um ligeiro condicionamento motor, levando mesmo a que caísse redondo na arena. Porém, após um ligeiro tempo de espera, lá se recompôs e até possibilitou bons momentos ao maestro de Monforte, que terminou esta sua lide com um palmito de boa nota. Frente ao quarto da noite, com ferro do Eng.º Rosa Rodrigues teve como ponto alto, dado o risco que correu, o primeiro curto da ordem. Quando toda a gente já olhava para o lado, antevendo uma brutal colhida, o cavaleiro tira a montada no momento exacto, cravando imponente bandarilha numa reunião ajustadíssima.

António Palha Ribeiro Telles era o senhor que se seguia e abriu funções frente a um exemplar de Manuel Assunção Coimbra, pequenote mas com “gatos na barriga”. Teve mobilidade e permitiu ao cavaleiro da Torrinha uma lide que deixou o típico burburinho na bancada quando há bons momentos de toureio. Foi o caso, tendo como auge a cravagem do quarto curto da ordem, de elevada nota. Com o Calejo Pires que lidou em quinto lugar, pouco luzimento conseguiu ter, dadas as fracas potabilidade que o astado possuía. Até mesmo a estrela das estrelas da sua quadra, o Alcochete, teve de porfiar para conseguir espremer o pouco sumo que este manso encastado tinha.

Por fim e não menos importante apresentava-se um dos homenageados da importante noite, Rui Salvador. Frente ao bonito Veiga a que se opôs, iniciou de forma um pouco intermitente, não elegendo desde logo a montada adequada para um astado sério que se adiantava no momento da reunião. O segundo e terceiro curtos foram o que melhor se viu do cavaleiro de Tomar nesta sua primeira passagem pelo ruedo chamusquense. Para terminar a noite, saiu-lhe mais uma fava, desta feita com ferro Ribeiro Telles. Distraído, exigente e com pouco fundo, a rês não permitiu veleidades havendo lugar a momentos menos positivos durante a lide. Ainda assim há que louvar a classe deste senhor, ou mesmo homem de H grande pela educação que exibe pelas praças deste país ao tratar de igual forma quer os engravatados como os simples homens da embolação que correm o país de lés a lés, para permitir que a festa se realize segundo as normas em vigor.

Quanto à malta das jaquetas de ramagens, pelos que viajaram desde a capital, foram à cara os forcados Tiago Silva e António Galamba, efectivando ambos à primeira tentativa. Pelos amadores da Chamusca foram eleitos Miguel Santos que consumou ao primeiro intento e Pedro Caldeira que após duas tentativas, a última das quais em que aguentou uma barbaridade, faltando coesão no grupo, foi dobrado por Hélder Delgado que igualmente foi dobrado pelo cabo Nuno Marecos que pegou à quinta efectiva tentativa. Pelos do Aposento da Chamusca foram à cara Francisco Montoya e JoãoDiogo consumando ambos ao primeiro intento.

Estavam em disputa prémios para a melhor lide, melhor pega, melhor brega e apresentação e bravura dos toiros, tendo sido vencidos, respectivamente por: António Ribeiro Telles, Francisco Montoya (Aposento da Chamusca), João Ribeiro “Curro”, ganadaria Manuel Veiga e ganadaria do Eng.º Rosa Rodrigues.

A corrida foi dirigida de forma positiva e com sensibilidade adequada pelo Sr. Marco Gomes, assessorado pelo Dr. Jorge Moreira da Silva.