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Tomar – Noite que seria de festa… terminou em tragédia!

  • 2019-08-10 10:09
  • Autor: Rodrigo Viana
  • Autor da Foto: Carlos M. Pedroso


A Praça de Touros de Tomar, recebeu esta sexta-feira, a Corrida do Emigrante, onde o Grupo de Forcados Amadores de Tomar fez a sua mudança de cabo.
Na lide de touros de São Martinho, actuaram os cavaleiros, Marcos Bastinhas, Luis Rouxinol Jr. e António Prates. Pegaram os Forcados Amadores do Montijo e Amadores de Tomar.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Sempre ouvi dizer que a humildade e a sinceridade são duas qualidades de excelência de um homem e não sendo eu perfeito, mas buscando a cada dia melhorar, terei de dizer que tive alguma dificuldade em controlar as emoções na Praça de Touros de Tomar, durante este festejo, bem como em expressar-me como irei fazer de seguida.

A noite seria de festa! O cabo dos amadores de Tomar, Marco Fernando de Jesus, despediu-se esta noite das arenas, dando lugar a Hélder Parker. O tauródromo tomarense, aquele em que comecei a ver toiros, ainda era um miúdo, há anos que precisava de seriedade. E quando foi anunciado um “curro da temporada”, alguns aficionados tiveram a curiosidade de tentar perceber o que dali iria sair. O curro da ganadaria São Martinho com pesos entre os 550 e 650 kg, teve apresentação irrepreensível, digna de qualquer praça de categoria superior. Porém, no que diz respeito ao seu comportamento, com exceção do quarto que se deixou razoavelmente, foi de nota muito negativa. Mansos, com fortes crenças em terrenos de dentro, só iam pela certa quando viam que podiam atingir. Em nada contribuíram para o sucesso artístico nem para que o público disfrutasse. Aquilo a que se assistiu em Tomar foi considerada por muitos dos presentes como uma noite de terror. Os cavaleiros sentiram muitas dificuldades em dar-lhes lide, os bandarilheiros idem e claro, os moços de forcado pagaram parte da factura do que acontecera anteriormente. Não é minha intenção criticar nenhum agente da festa, todavia parece-me evidente que este tipo de toiro, com o peso que possuía em nada ajuda a promover a festa, numa altura em que estamos a ser visados por vários sectores da sociedade.

Marcos Bastinhas, no seu primeiro, abreviou. Deixou três curtos de nota razoável numa lide sem grande história. No que abriu a segunda parte do festejo, sendo aquele que mais colaborou, deu-lhe uma lide dentro do seu estilo mais efusivo, com uma série de curtos de boa nota culminada com um par de bandarilhas.

O segundo cavaleiro em cartel fora Luís Rouxinol Jr. Frente ao primeiro de seu lote, após alguns desacertos, evoluiu para uma faena onde se viram bons ferros, dos quais destaco o segundo e os três curtos com que deu por finalizada esta primeira lide. No qual terminou a sua passagem pela cidade do Nabão pôs aquilo que o oponente não tinha. Deixou segundo curto de boa nota, bem como um ferro de violino e um palmito.

O mais jovem cavaleiro de alternativa apresentava-se como terceiro cabeça de cartaz. António Prates sentiu imensas dificuldades na lide de ambos os astados que lhe tocaram em sorte. Se no primeiro a rês não lhe permitiu qualquer tipo de luzimento, no segundo, o jovem de Vendas Novas foi com tudo, conseguindo deixar na retina bonitos pormenores, quer de brega quer de ferragem.

Quanto à malta que enverga as jaquetas de ramagens, pelos do Montijo foram à cara Hélio Lopes que efectivou à segunda, João Paulo Damásio que saíra violentamente colhido, sendo dobrado inicialmente por Isidoro Cirne e posteriormente tentada a pega de cernelha, o que não foi possível dado que o astado tinha bastante sentido e nunca encabrestou. Assim sendo, o toiro foi vivo, isto é, sem ser pegado para os curros, o que se entende dada a brutalidade e violência que impunha. Por fim, foi eleito o forcado João Sobral que após quatro duras tentativas foi dobrado por Gonçalo Costa, consumando à quinta tentativa.

Pelos amadores de Tomar, foram à cara Vasco Freitas que saíra também lesionado, sendo dobrado pelo nóvel cabo Hélder Parker, consumando ao quinto efectivo intento, Renato Pereira com uma tremenda ajuda de Hernani Santos à segunda e, por fim, Ricardo Silva à primeira tentativa.

A corrida foi dirigida por José Soares, assessorado pelo Dr. José Luís Cruz, contando o tauródromo tomarense com cerca de meia casa da lotação preenchida. E assim uma noite que seria de festa…terminou em tragédia!