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Figueira da Foz - Os Gloriosos Salvador e Romero

  • 2019-08-11 04:18
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se no Coliseu Figueirense, o segundo de três festejos que ali compõem a temporada de verão da Figueira da Foz.
Em praça estiveram os cavaleiros Rui Salvador, Ana Batista, João Moura Caetano, Andrés Romero, David Gomes e António Prates, frente a toiros de Falé Filipe.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Aposento da Moita, com o Coliseu a registar meia entrada forte.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

A temporada de verão na Figueira da Foz, teve sequência com uma corrida na noite de sábado… meia casa forte, não é mau saldo, tendo em conta que praticamente à mesma hora, entrava em campo o ‘Glorioso’ e, antes do início do festejo, no pico alto de afluência à bilheteira, caíram uns pingos de chuva, intimidatórios para os menos afoitos…

Todos os cavaleiros estiveram em bom plano, ou não estivéssemos na Figueira da Foz, contudo e exibindo obviamente dissemelhantes estilos, os ‘Gloriosos’ da noite, foram Rui Salvador e Andrés Romero.

Pelo facto do seu toiro se ter lesionado, Rui Salvador lidou o sobrero, da ganadaria de Santos Silva, mais leve que os restantes da ganadaria de Falé, mas que foi bravíssimo de princípio ao fim da lide. Um toiro que não passa indiferente e dos tais que dá expressão aos toureiros.

Salvador aproveitou e de que maneira, levando a efeito aquela que com toda a certeza, será uma das actuações que quererá recordar como, até ao momento, a melhor da sua 35ª temporada como profissional do toureio. Bons compridos, magníficos curtos e lide na mais verdadeira acepção da palavra.

Andrés Romero, veio triunfar à Figueira da Foz, levantando a cada curto, o público dos seus lugares. Estes espectadores, sabemos nós, procuram espectáculo e tiveram ‘disso’ a todo o momento com a actuação do rejoneador espanhol. Bem nos compridos com o Hidalgo, seguiu para uma serie de curtos, onde os melhores foram em dueto com o Fuente Rey. Reuniões cingidíssimas e poderosas. Terminou com o Jerjes e o cavalo a caminhar na vertical, ‘terminando’ de rebentar com o quadro…

Ana Batista veio à Figueira confirmar o bom momento que atravessa. Bem nos compridos, a medir investida nos iniciais curtos, como que estudando as características do oponente e muito bem nos derradeiras bandarilhas. Boa prestação da ginete de Salvaterra.

João Moura Caetano não foi bafejado pelo sorteio, saindo pela porta dos curros, um toiro complicado e que apenas à conta do importante labor do toureiro, pode ter lide. Caetano teve de porfiar de forma a atenuar as ‘tais’ dificuldades impostas pelo oponente, deixando com correcção a ferragem da praxe, em tom crescente.

David Gomes actuou em quinto lugar, deixando bandarilhas regulares, sem brilhantismos e sem maiores alardes de brega. Cumpriu, destacando-se apenas nos dois violinos deixados, sorte muito do agrado deste entusiasta público figueirense.

A ritmada e entretida noite de toiros, teve epílogo com a actuação do mais jovem cavaleiro de alternativa em cartel. António Prates, apenas cumpriu nesta sua passagem pela Figueira, deixando dois compridos e quatro curtos de timbre regular, sofrendo forte toque na montada depois da reunião da penúltima bandarilha.

O curro de toiros de Falé Filipe, com trapio inegável, cumpriu sem alardes, sendo o terceiro complicado e os restantes a deixarem-se. No entanto, no plano ganadeiro e ironia do destino, viria a ser o toiro sobrero, de Santos Silva, o bravo de ‘serviço’, não tendo sido concedida volta, por ter sido isso mesmo, sobrero.

No sector das jaquetas de ramagens, excelentes exibições na arte de pegar toiros, a cargo de ambos os grupos de forcados em cartel, Amadores de Montemor e Aposento da Moita.

Por parte dos montemorenses, foram na linha da frente, os forcados João Maria Vacas de Carvalho, José Maria Vacas de Carvalho e António Calça e Pina, em consumações ao primeiro intento.

Pela formação do Aposento da Moita, pegaram de caras Fábio Matos, ao primeiro intento; Martím Cosme, ao segundo, com uma excelente ajuda de Martím Afonso Carvalho e, João Gomes, também à segunda tentativa.

O festejo foi dirigido com descrição e correcção pelo Delegado Técnico Tauromáquico, Paulo Valente, assessorado pelo médico veterinário, José Luís Cruz.