Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Cartaxo - Nélson Limas tomou alternativa em noite de aniversário

  • 2019-08-24 11:07
  • Autor: Rodrigo Viana
  • Autor da Foto: Carlos M. Pedroso


A Praça de Touros do Cartaxo, recebeu esta sexta-feira, a corrida comemorativa do seu 145º aniversário e em que Nelson Limas recebeu a sua alternativa.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Foi uma noite especial para a tauromaquia, pelo simples facto de passarmos a ter mais um cavaleiro doutorado no Escalafón. Nélson Limas recebeu, a seu pedido, das mãos de Tito Semedo aquele que foi o primeiro ferro comprido que cravou enquanto cavaleiro de alternativa. Antes do início do espectáculo foi realizada uma singela, mas bonita, homenagem, a um Homem de seu nome Rui Rocha, que há cerca de meio século é o responsável por cuidar deste tauródromo. Para além disso foi realizado um, forte e bastante emotivo, discurso por parte do empresário Luís Miguel Pombeiro.

Após toda a cerimónia que uma alternativa acarreta, saiu à praça o primeiro toiro da noite. Foi com um ferro em sorte de gaiola que o cavaleiro Nélson Limas deu o mote para uma lide que ficará para sempre marcada na sua memória. Desde o primeiro momento se percebeu que a rês não era sobrada de forças, porém, e como é seu timbre, baseou a sua faena em sortes com acentuada batida ao pitón contrário, que nem sempre resultaram cingidas, dado o toiro ir ao engano. Apesar de por vezes se encerrar em tábuas, o toiro arrancava-se de todo o lado, permitindo uma meritória lide ao ginete.

O segundo cavaleiro a actuar nesta noite foi Parreirita Cigano, dada a sua participação numa corrida em arenas francesas, neste Sábado. Enfrentou-se com um toiro que tinha mobilidade, mas que pedia que se andasse ligado com ele. O destaque da sua lide prende-se pelos dois primeiros curtos, o primeiro dos quais merecera, desde logo, a concessão de música por parte da inteligência, dada a qualidade, quer do desenho da sorte, quer da cravagem.

Fechou a primeira parte do festejo, o mais veterano cavaleiro em cartel, Rui Salvador. Há muito que se ouve aqui e ali, que Rui não tem sorte no momento dos ‘papelinhos’ e a verdade é que mais uma vez teve por diante um astado pouco colaborante. Com forte crença em terrenos interiores, tentando-se refugiar sempre que conseguia, o cavaleiro de Tomar baseou a sua actuação com sortes a sesgo, chegando a consentir forte toque na montada, aquando do segundo curto da série. Na parte final, conseguiu trazer o astado para os tércios, tendo o seu ponto alto na cravagem a preceito de um excelente terceiro curto.

Após um curto intervalo saiu à arena o cavaleiro Tito Semedo. Teve pela frente um toiro com classe, que cumpriu de forma positiva e colaborou com o ginete, dando-lhe a possibilidade de aplicar o conceito que lhe é característico. Toureio ligado, com bons pormenores de brega, iniciando curtos da melhor maneira, com um ferro que lhe valeu, desde logo, ouvir soar os acordes da banda. Foi uma lide entusiasta, com muito gancho com o público, que terminou com um ferro de violino, seguido de um palmito.

O cavaleiro de Estremoz, Francisco Maldonado Cortes, foi o senhor que se seguiu. Enfrentou-se com aquele que foi o toiro mais em tipo da ganadaria. Inicialmente desligado do dueto que a ele se opunha, não apresentou mobilidade significativa, não dando grandes chances de luzimento ao ginete alentejano. Ainda assim, conseguiu superiorizar-se, destacando-se o bom segundo curto e um palmito com que finalizou a sua passagem pela capital do vinho.

Fechou esta noite a cavaleira Sónia Matias. Teve bastante azar com o toiro que lhe tocou em sorte, visto que o mesmo possuía um golpe visível, provavelmente resultado de alguma cornada ou acidente a que o astado esteve sujeito, levando a que o mesmo se defendesse. Após a ferragem comprida, fechou-se em tábuas e nem com o insistente auxílio dos peões de brega de lá saía. Deixou três curtos, em sorte de recurso, não sendo de todo a noite sonhada para a ginete ribatejana.

Encontrava-se em disputa um prémio para a melhor pega da noite, tendo sido entregue, de forma correcta, ao forcado João Rui Salgueiro que consumou uma grande pega ao segundo intento, envergando tal como Francisco Andrade, que efectivou à primeira, a jaqueta do Aposento da Chamusca. Pelos amadores do Ribatejo, foram à cara, André Laranjinha e Pedro Espinheira (que dobrara Dário Silva) consumando, de forma respectiva, à primeira e quarta efectiva tentativa. Pela formação local avançou, na linha da frente, João Bernardo que consumou ao primeiro intento e no último dadas as condições do astado que se encontrava completamente inerte, avançaram para a tentativa de cernelha, Duarte Campino e Carlos Dias, efectivando após um elemento que se encontrava entre trincheiras ter agarrado um dos pitóns da rês.

A corrida, que contou com uma lotação a rondar os três quartos preenchidos, teve direcção a cargo de Marco Cardoso, assessorado pelo Dr. José Luís Cruz e pelo cornetim João Ribeiro.

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0