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Figueira da Foz - Que regressem depressa...

  • 2019-08-25 04:10
  • Autor: Rodrigo Viana


Realizou-se no Coliseu Figueirense, no sábado à noite, a última das três corridas que se anunciavam na Figueira da Foz.
Em praça, os cavaleiros Filipe Gonçalves, João Moura Júnior, João Ribeiro Telles, Luís Rouxinol Júnior, Soraia Costa e Tristão Guedes de Queiróz, com toiros de Higino Soveral.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo, Aposento do Barrete Verde de Alcochete e Amadores de Coimbra.
A praça de touros da Figueira da Foz, contou com cerca de meia lotação preenchida.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Pôs-se, nesta magnífica noite, um ponto final às corridas de toiros da temporada, do Coliseu Figueirense. Com uma moldura humana a rondar a meia casa, viveram-se momentos interessantes de toureio, sendo que hoje se tem de destacar o cavaleiro João Moura Jr.

O cavaleiro acima destacado teve pela frente o oponente que melhor serviu, salgado claro de capa e que denotou uma nobreza considerável. O ginete de Monforte lidou em crescendo, destacando-se o grande terceiro curto, que apenas pecou em termos de colocação. De seguida, preparou de forma soberba, exibindo uma exímia brega, a sorte seguinte, cravando um bom curto em terrenos de compromisso. Terminou com as suas habituais 'Mourinas', sendo a primeira aquela que mais impacto teve, e ainda com um palmito de nota elevada.

Hoje abriu praça o cavaleiro algarvio, Filipe Gonçalves. Teve pela frente um oponente que se foi abrindo com o passar do tempo de lide, tendo, de igual forma o ginete crescido, durante a sua estadia em praça. Destaque para o terceiro e quarto curtos da ordem, com acentuada batida ao pitón contrário, e ainda para um violino seguido de um palmito, em terrenos cambiados. Pelo meio, houve tempo para alguns desacertos, não manchando todavia a faena.

João Ribeiro Telles encarregou-se de nos levar ao equador do festejo, tendo tido pela frente um ‘pequenote’ que deu ‘água pelas barbas’ ao cavaleiro coruchense. Andarilho e bastante desconfortável no momento da reunião, visto que se adiantava, não permitiu a lide sonhada, nem nada que a isso se pareça. O melhor momento do ginete passou-se aquando da cravagem do terceiro curto, um ferro de valor com ligeira batida, tendo posteriormente o mais novo de alternativa da casa Telles abreviado.

A segunda parte da corrida teve como primeiro cabeça de cartaz, Luís Rouxinol Jr. Cavaleiro de um gancho nato com o público tem demonstrado com o avançar da temporada, o crescimento e um aumento de maturidade notável. Não tendo sido a noite mais redonda que já lhe vi, salientou-se no segundo curto, um ferro numa sorte frontal com cravagem a preceito e nos dois palmitos, o último dos quais em sorte al violín.

Para lidar o quinto astado da noite, que desta vez não comprovou o dito: 'Não há quinto mau', saiu à arena a cavaleira Soraia Costa. Muito acarinhada pelo público, não teve a noite sonhada, iniciando a sua ‘viagem’ de forma bastante atribulada. Passado o 'Cabo das Tormentas', a lide subiu ligeiramente de tom, não chegando, todavia, a romper como a jovem cavaleira do norte esperava. O quarto curto que deixou foi o melhor que se viu.

Para fechar a noite, a nível equestre, saiu ao ruedo, o amador Tristão Telles Guedes Queiróz que mais uma vez evidenciou clara apetência para o toureio. Apesar de denotar alguns problemas naturais de crescimento, deixou uma série de curtos de valor, com destaque para os segundo e terceiro, ao estribo. Acabou da melhor forma com dois grandes ferros de palmo que levantaram muitos dos espectadores dos seus assentos.

No que à forcadagem diz respeito, pelos amadores do Ribatejo, foram na linha da frente, Bruno Inácio e Rafael Costa, consumando de forma respectiva ao segundo e primeiro intento. Pelos do Aposento do Barrete Verde de Alcochete avançaram Bruno Amaro e João Armando, efectivando pegas ao segundo e primeiro intento. Já pela formação de Coimbra foram à cara Pedro Casalta e André Macedo, consumando ao terceiro e quarto intentos.

A corrida foi dirigida com acerto por José Soares, coadjuvado pelo Dr. José Luís Cruz tendo, após o fim do espetáculo, sido cantados os parabéns pela comemoração, no dia de hoje, pelo 124º aniversário do Coliseu Figueirense. Por este ano está fechado, que regressem depressa…

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