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Muito Moura Caetano na Nazaré...

  • 2019-08-25 04:54
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na noite de sábado, mais uma das corridas de touros da temporada de verão, na Nazaré.
Em praça estiveram os cavaleiros João Moura, Gilberto Filipe e Moura Caetano, sendo este último o máximo triunfador de um festejo que teve ainda, pegas a cargo dos Grupos de Forcados Amadores do Montijo, Tomar e Monforte.
À arena saiu um curro de touros da ganadaria Ascensão Vaz, sendo que a Praça de Touros do Sítio registou cerca de meia entrada.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Ao segundo toiro do festejo, não se augurava nada de bom no que diz respeito à corrida com palco na Praça de Touros do Sítio da Nazaré.

Meia casa de público e um ambiente muito mais tímido do que o habitual. Menos efusividade, menos palmas, menos barulho até... A primeira actuação de Moura decorreu em tom regular e discreto, sendo apesar de tudo cumpridora. A primeira de Gilberto Filipe, mesmo sem viver conceito toureiro semelhante a Andrés Romero, foi seu substituto, e... sem culpa do comportamento do oponente, cujos estranhos eram muitos, fez o que pode frente a um toiro que não ligava 'nenhuma' às suas montadas. Pareceu manso, pareceu mal visto, mas, a Direcção de Corrida a deixar passar. Lide condicionada e abortada, mas, com o cavaleiro da Atalaia a cravar com bons modos e apenas isso.

O espectáculo viria sim a começar quando saído à arena o terceiro da ordem. Colaborante o suficiente, Caetano enfrentou-se com um Ascensão Vaz de trapio e com ganas de transmitir, proporcionando ao ginete alentejano, uma actuação de muitos quilates, montando o Campo Pequeno. Muita soberania, muito temple e cadencia, em sortes magnificamente preparadas e executadas, com carisma.

Frente ao segundo do seu lote, outro banho de toureio, desta feita montando o Baco e as suas pronunciadíssimas batidas ao piton contrário. Actuação bonita, de nível e com ferros excelentes, sendo uma feliz continuação daquilo que havia feito ao primeiro do seu lote.

Depois do triunfo alcançado na Nazaré na transacta temporada, Caetano voltou a repetir triunfo no mesmo cenário, mudando apenas o ganadeiro... Volta para o criador, sendo dada pelo maioral, com justiça.

Voltamos a Moura para dizer que a sua segunda prestação foi novamente regular, sem alardes de triunfo, e com muitos 'capotazos' à mistura. Passou sem 'enorme' história, lidando ao som de música nos dois touros.

Gilberto Filipe não havia sido bafejado pela sorte com o primeiro do seu lote, mas, do segundo não se poderá queixar. Andou alegre, comunicativo, com ganas e empenho. Boa prestação, com felizes reuniões e uma apreciação global que se pode dizer de muito positiva.

Os toiros de Ascensão Vaz, foram dissemelhantes na apresentação, sendo que os três primeiros foram autenticas estampas. Os três últimos, com menos peso anunciado e confirmado à vista desarmada. Foram colaborantes, à excepção do segundo.
O curro proporcionou pegas com aparente facilidade, sendo que todos os intervenientes das jaquetas de ramagens, efectivaram funções ao primeiro intento, excluindo-se apenas a pega do quinto toiro do festejo, com pega consumada ao sexto intento, por Ricardo Silva, dos Amadores de Tomar. Bem o forcado da cara nalgumas das tentativas, mal a formação no auxílio e coesão. A primeira do mesmo grupo, foi efectuada pelo novel cabo, Hélder Parker.
Pelos Amadores do Montijo, foram na linha da frente, Hélio Lopes e Ricardo Almeida, sendo que pelos de Monforte, foram caras, João Falcão e Gonçalo Barreira.

Corrida com ritmo, meia casa de lotação preenchida e direcção a cargo da Delegada Técnica Tauromáquica, Ana Pimenta, assessorada pelo médico veterinário José Manuel Lourenço.

Há a realçar, o momento menos feliz de Ana Pimenta, ao negar a volta (apenas colocando lenço branco para a volta para o cavaleiro) ao forcado do Grupo de Tomar, Ricardo Silva, mas, permitindo que a desse, ao chamado insistente de Glberto Filipe. 'Cheirou' a falta de critério, de decisão e de capacidade de se impôr face à sua inicial e correcta decisão, não pela pega ser à sexta tentativa, mas pelo facto do grupo não ter estado feliz nesta função. Quanto ao facto do forcado ter dado volta, cada um sabe de si, mas...

 

 

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