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Miguel Moura e Guilherme Santos vencem troféus na Vila de Cuba

  • 2019-09-01 15:09
  • Autor: António Carneiro
  • Autor da Foto: António Carneiro


A Praça de Touros de Cuba recebeu este sábado a sua tradicional Corrida de Touros.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA

Com cerca de meia casa de lotação preenchida e numa tarde muito quente, realizou-se ontem, Sábado, 31 de Agosto, na Praça de Toiros de Cuba, a Tradicional Corrida de Toiros, integrada na feira anual.

Do cartel faziam parte os cavaleiros João Moura, Tito Semedo, Miguel Moura, Luís Rouxinol Jr., António Prates e do cavaleiro praticante Joaquim Brito Paes.

As pegas estiveram a cargo dos Amadores de S. Manços, do Real de Moura e dos Amadores de Beja.

Saíu à um curro da prestigiada ganadaria de Veiga Teixeira que saíram dispares de comportamento, mas a cumprirem na generalidade.

João Moura abriu praça e brindou a sua lide ao Presidente da Câmara, cravou um bom ferro comprido à tira e na ferragem cravou quadro bons ferros com destaque para os dois últimos. Teve uma lide regular.

Tito Semedo, começou o seu labor cravando dois compridos depois na série de curtos cravou dois ferros de destaque e, tentou cravar um ferro em sorte de violino, mas o toiro não permitiu, tendo deixado depois o ferro a sesgo seguido de um ferro de palmo.

Miguel Moura iniciou a sua lide com dois bons ferros compridos à tira, nos curtos cravou ferros de qualidade muito boa, terminou a lide com dois ferros de palmo. Teve uma participação de boa nota e por consequência ganhou o prémio para a melhor lide.

Rouxinol Júnior deu início à sua atuação com dois compridos com destaque para o segundo para depois cravar quatro curtos de belo efeito, terminou com o tradicional par de bandarilhas a duas mãos em sorte arriscada por dentro. Atuação muito agradável do jovem cavaleiro de Pegões.

António Prates esteve vulgar nos compridos e nos curtos foi irregular, a lide com um ferro de boa nota e, não deu a volta.

O cavaleiro praticante Joaquim Brito Paes esteve regular nos compridos e nos curtos esteve bem, metendo o toiro debaixo do braço e cravou de alto a baixo.

Os moços da jaqueta das ramagens estiveram valentes, brindaram ao céu para relembrar o Forcado Pedro Primo, jovem cubense falecido em consequência de uma pega realizada neste tauródromo em 2017.

E como disse nessa altura Solange Pinto:“Grande exemplo quiçá não de forcado, mas de ser humano, cujas dificuldades impostas pela vida, encarava de forma tão ou mais sorridente, com que encarava um toiro bravo. Pedro Primo, era apenas um jovem, aficionado prático, forcado, orgulhosamente forcado, filho de uma terra com um Grupo de Forcados, a quem o ‘destino feito pelos homens’ quis repetidamente despir jaquetas…”

Os Amadores de S. Manços pegaram os dois toiros ao primeiro intento por intermedio de Hélder Passos e Pedro Galhardo.

O Real de Moura teve uma tarde mais dura tendo consumado as pegas à segunda e quarta tentativas por Gonçalo Caeiro e João Caeiro respetivamente.

O Grupo de Forcados Bejense enviou para a cara dos toiros Guilherme Santos e Manuel Maria Vicente que concretizaram ao segundo intento. Tendo Guilherme Santos vencido o prémio em disputa para a melhor pega.

Dirigiu com correção a corrida o Sr. Agostinho Borges assessorado tecnicamente pelo Dr Matias Guilherme.

E para finalizar deixo esta reflexão. O que se passa na aficionada vila de Cuba?

Que de ano para ano a afición parece que diminui e falta a alegria que trazia as bancadas o “Aposento do Medo”.

O Grupo de Forcados de Cuba tem de voltar porque deixou saudades e trazia aficionados à praça.

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