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Campo Pequeno - Amadores de Lisboa passam 'Bodas de Brilhante' com distinção

  • 2019-09-28 05:26
  • Autor: Rodrigo Viana
  • Autor da Foto: Carlos M. Pedroso


Realizou-se ontem à noite, na Praça de Touros do Campo Pequeno, uma corrida de touros, cujo cartel foi composto pelos cavaleiros João Moura Júnior, João Telles Júnior e Francisco Palha, com toiros de Pinto Barreiros.
As seis pegas da noite, estiveram por conta do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, actuando em comemoração absoluta dos 75 anos de fundação da instituição.
A formação saiu pela porta grande do tauródromo lisboeta, tendo o mesmo resgistado cerca de dois terços de entrada.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

75 anos não sao 75 dias e a Praça de Touros do Campo Pequeno abriu nesta noite de sexta-feira as suas portas para marcar esta bonita efeméride de um grupo com história e que, de há muitos anos para cá, ocupa importante posição, no que à forcadagem concerne.
Antigos e actuais fardaram-se e assistiram a uma bonita homenagem, quer por parte da empresa concessionária do tauródromo lisboeta, quer por parte da Câmara Municipal da Chamusca, que também fez questão de entregar uma lembrança. E já que são aniversariantes, começar por dizer que executaram seis pegas limpas ao primeiro intento, sem que sentissem dificuldades de maior para cumprir o seu labor com correcção, passando o teste de pegar em solitário na primeira praça do país com distinção. Foram caras o antigo cabo, José Luís Gomes, Pedro Gil, Francisco Mendonça Mira, João Maria Bagão, João Varanda e por fim, o actual cabo, Pedro Maria Gomes. 
 
No que às lides equestres diz respeito, o cartel era composto por três jovens, que neste momento já ocupam os lugares cimeiros do Escalafón, competindo de forma acérrima entre si. Saiu como 'vencedor' da noite o 'director de lide' João Moura Jr. Teve duas lides de grande nível o cavaleiro de Monforte. Em ambas as actuações, iniciou funções com compridos em sortes de gaiola, mostrando desde logo para o que vinha.  Na lide que abriu a corrida, baseou-se em sortes com ligeira batida ao pitón contrário, bregando a duas pistas com muita classe, aproveitando a mobilidade e classe do oponente que tinha por diante. Na faena que encerrou a sua passagem pela capital, diversificou um pouco mais, citando de largo e esperando pela investida do astado, cravando com garbo e torería. Fechou com três Mourinas, a última das quais com um palmito, sendo todavia a penúltima a de melhor nota. 
 
João Ribeiro Telles teve pela frente dois toiros com potenciais distintos e isso reflectiu-se no resultado das suas actuações.  Frente ao primeiro, deu cartas... desenhou uma série de curtos de muito nível, com dois ferros de escândalo.  Foram hinos o terceiro e último da ordem, citando, esperando e templando a investida da rês para cravar de forma soberba e cingidíssima após executar impressionantes batidas ao pitón contrário. Deixando todos os presentes de água na boca para o que viria depois, a verdade é que frente ao quinto foi tudo "por água a baixo". Não se entendeu às mil maravilhas com o astado, que no decorrer da lide, foi denotando algumas limitações físicas. Lide sem grande história do cavaleiro da Torrinha que não deu volta, embora a mesma fosse autorizada.
 
Encerrava o 'cardápio' da noite o cavaleiro Francisco Palha, que não tem tido como praça de eleição para os seus triunfos, a Praça de Touros do Campo Pequeno. Hoje, mais uma vez, a coisa não correu de feição. Frente ao terceiro da ordem, deu um ar da sua graça, deixando série valorosa, porém discreta de curtos, com cites de praça a praça, cravando como ditam as 'leis'. No que encerrou a noite, foi uma daquelas para não lembrar tão cedo... o toiro tinha alguma crença em tábuas, mas nada correra bem ao jovem cavaleiro.  A sorte de gaiola que ensaiou não resultou limpa à primeira, houve passagens em falso sucessivas, um forte toque na montada, acabando por cravar dois curtos razoáveis, para fechar a lide. A directora de corrida não lhe concedeu música nem sequer lhe permitiu deixar mais um curto, embora o ginete insistisse em pedi-lo. 
 
O curro que viajou desde Montemor, com ferro de Pinto Barreiros, deixou algo a desejar no que a apresentação diz respeito, para aquilo que deverá ser a exigência da primeira praça do país. Escorridote o terceiro, algo 'bisco' o quinto, sendo díspares também a nível comportamental, salientando-se como melhores do curro, os do lote de Moura Jr. e o primeiro do lote do cavaleiro coruchense. 
 
A corrida foi dirigida por Lara Gregório Oliveira, que concedera a possibilidade de volta ao ganadero após a lide do quarto da noite, volta essa que o mesmo rejeitou.  Foi assessorada pelo Dr. Jorge Moreira da Silva e pelo cornetim José Henriques, numa noite em que a arena lisboeta albergou dois terços fortes da sua lotação preenchida.
 
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