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Coruche - Valeu o 'ar fresco' de Tristão Guedes de Queiróz

  • 2019-09-29 21:37
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se esta tarde na Praça de Touros de Coruche, um Festival Taurino com cerca de meia casa no que a lotação preenchida concerne.
Oito cavaleiros e três grupos de forcados e reses de várias ganadarias, havendo em disputa um prémio para a melhor pega, ganho por Francisco Matos, da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
CRÓNICA DO FESTIVAL
GALERIA FOTOGRÁFICA

Não foi um formato de todo habitual, uma vez que houve lides a duo e lides a solo... Oito artistas anunciados e seis reses a lidar, sendo que cinco dos anunciados eram membros da Dinastia Ribeiro Telles.
António Telles, Manuel Telles Bastos, João Ribeiro Telles, António Telles filho e Tristão Guedes de Queiróz, foram os cinco ginetes que actuaram em 'casa'. De 'fora', vieram Gilberto Filipe, Miguel Moura e António Prates, os dois últimos, substituindo os inicialmente anunciados, Luís Rouxinol e Francisco Palha...

As pegas estiveram a cargo de três grupos de forcados: Coruche, Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Ramo Grande.
Em disputa estava um prémio para a melhor pega, ganha pelo forcado Francisco Matos, da Tertúlia, pela pega efectuada ao quinto toiro da corrida, numa consumação ao primeiro intento. A outra pega destinada à mesma formação, esteve por conta de João Vieira, consumando ao segundo intento.
Pelos de Coruche, foram na linha da frente António Faísca, dobrando as iniciais duas tentativas de Fábio Casinhas e Duarte Poeira, concretizando pega ao primeiro intento.
Pelos do Ramo Grande, foram caras Manuel Pires, dobrando as três tentativas anteriores de Rui Dinis e André Lourenço, consumando ao terceiro intento.

O Festival Taurino, com benefícios direccionados para a Irmandade de Nossa Senhora do Castelo, teve uma simpática lotação preenchida que rondou a meia casa.

A primeira actuação da longa tarde (com cerca de três horas e meia de duração), esteve por conta de António Telles e seu filho, António Telles filho. Andaram bem, com sintonia e harmonia nas actitudes e conceito de lide. Destacou-se positivamente, o mais novo da dupla.

Gilberto Filipe lidou o segundo, cumprindo de boa forma esta sua passagem pela Monumental de Coruche. Bons curtos, boa brega e uma prestação que encheu o olho.

Manuel Telles Bastos esteve em Coruche, em plano francamente bom. Lide em crescendo, evoluindo de curto para curto, sendo que os dois últimos foram colossais. Bem também no primeiro comprido em sorte de gaiola.

João Ribeiro Telles e Tristão Guedes de Queiróz, constituiram um dos, senão mesmo o, melhor momento de todo o Festival. Bem nos compridos, bem nos curtos com ferros de elevadíssima qualidade por parte de ambos os ginetes. Tristão foi uma lufada de ar fresco. Tem 'graça', raça e ao mesmo tempo elegante irreverência. Agradou ao cônclave que ovacionou de pé.

Miguel Moura foi o quinto a entrar em praça, cravando o primeiro ferro da sua prestação em sorte de gaiola. Bem o toureiro a dobrar-se em curto, deixando seguidamente outro comprido de boa nota. Nos curtos não andou inspirado, cravando a ferragem sem alardes de triunfo, com uma ou outra passagem em falso e um ou outro toque nas montadas.

Encerrou  capítulo das actuações equestres, o jovem António Prates. A sua exibição foi de menos a mais, crescendo em qualidade nos derradeiros curtos, cravados após batida ao pitón contrário.

Esta tarde lidaram-se reses de Branco Núncio, David R. Telles, Charrua, Passanha, José Luís Cochicho, que na generalidade não levantaram problemas de maior.

O festejo foi dirigido pelo Sr. Marco Cardoso, assessorado pelo médico veterinário, Carlos Santos.

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