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Opinião d'Ouro - Festivais a ‘quanto’ obrigas?

  • 2019-10-30 14:59
  • Autor: Solange Pinto


'Ajudemos sim! Mas tornem-se claros os movimentos de apoio do público pagante e do esforço que realmente fazem em prol de uma Festa muitas vezes utilizada apenas e só como trampolim para holofotes que apenas incidem em certas cabecitas!'

Não tenciono dissertar sobre a lógica dos Festivais taurinos num país tão pequeno, ou se devem ou não, ‘coabitar’ em cronologias homólogas, com as corridas de touros, até porque, é uma tradição antiga, iniciar ou terminar temporadas, com espectáculos deste género, onde o cariz solidário, é anunciado com pompa e circunstância…

E Portugal, não são poucos os festivais e alguns, diga-se, com verdadeira razão de ser… Lembro-me de um, em que o mote foi dado por uma causa que a ninguém deixou indiferente, abrangendo até, muitos que não eram ‘aficionados’ praticantes, ou seja, aficionados frequentadores assíduos das corridas de norte a sul do país…

Nesse dia de 17 de Fevereiro de há seis anos, todos quiseram ser ‘Nuno Carvalho’!

Todos os órgãos, todos os toureiros, todos os forcados, todos os aficionados… O Campo Pequeno deu o espaço e a cara por uma jornada histórica e deu também, notícia de quanto se apurou naquela solidária tarde.

Se o expressivo valor em causa, chegou ao destino, nesse dia e em espectáculos da mesma tipologia, é um tema pertinente para peças jornalísticas de investigação e jamais, duvidaríamos de que o Campo Pequeno o fizesse ‘lá’ chegar… Tal atitude seria apelidada facilmente de ‘apropriação ilícita de capitais’ e dolo inequívoco, bem como ‘literal gozo’ com a ajuda de todos…

Pelo menos hoje, não nos debruçaremos sobre esse tema. Hoje importa deixar bem vincado, que a transparência deve ser um facto e exemplos como o já tradicional festival da Cercibeja ou o espectáculo dos Campinos, em Vila Franca, devem ser seguidos.

A Cerci, numa posição recorrente, faz saber ao intervalo, quanto foi o valor apurado. É bonito e encorajador, dizer que o esforço dos aficionados rendeu a quantia ‘x’ ou ‘y’. É necessário fazer passar confiança aos pagantes, que com esforço, contribuem muitas vezes, com uma parte do seu vencimento mensal, que é expressiva e que poderia ser canalizada para outras causas e outros espectáculos.

Lembro-me de casos como os Festivais de Mourão… Tristes casos, de praças cheias, em que o aficionado não só não sabe no decorrer do espectáculo com quanto contribuiu, como NUNCA sabe, pese embora a passagem dos dias e anos…

Não é isto que se pretende na hora de pedir ajuda ao povo solidário.

Sem que sejam festivais, há também a ‘causa’ chamada Praça de Touros Celestino Graça. Foi assim que as ‘coisas’ foram postas. Todos iriam ajudar a revitalizar o maior tauródromo do país. Publicidade adequada? Julgamos que sim, até porque funcionou na perfeição. Sentimos todos às costas, a responsabilidade de não deixar morrer a praça que alguns diziam dever ser demolida. Mas e em que medida se ajudou na tal revitalização? O que aconteceu em Santarém na mais pura realidade?

Quando saberemos de obras de melhoramento? Quando saberemos dos lucros? Quando saberemos se valeu a pena a forma marginal em que foi colocada a emblemática praça?

Atenção que o adjectivo marginal, quer apenas reforçar, que todos fizeram crer que Santarém precisava de ajuda. Talvez sim! Mas quanto foi a ajuda? E quando foi a ajuda?

Precisamos de transparência na Festa e não se sintam ofendidos com as expressões. Transparência é tudo o que a Tauromaquia deverá ter, de forma a que as suas intenções seja translúcidas.

Ajudemos sim! Mas tornem-se claros os movimentos de apoio do público pagante e do esforço que realmente fazem em prol de uma Festa muitas vezes utilizada apenas e só como trampolim para holofotes que apenas incidem em certas cabecitas!

 

 

 

 

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