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Campo Pequeno - 13 Anos depois...

  • 2019-11-03 10:58


A nova realidade do Campo Pequeno, treze anos depois da sua reinauguração!

Estava no auge no que a importância concerne, contudo, foi necessário lavar a cara da mais importante praça de touros do país, em evidente fase de degradação.
Como monumento, como praça de touros e sobretudo, como área revitalizada e completamente reestruturada, a Família Borges e Goes Ferreira, iniciam obras de fundo e que em muito, alterariam a área circundante do imóvel, criando um Centro Comercial com restauração e um parque de estacionamento de supra-importância numa área nobre da cidade.

Campo Pequeno encerrado de 2000 a 2006
Foram apenas duas as corridas realizadas no Campo Pequeno, no ano 2000. Definitivamente, o tauródromo não reunia as condições de segurança que lhe permitissem estar mais tempo no activo.
A primeira delas, foi um mano-a-mano de João Salgueiro com Pedrito de Portugal e a última delas, uma corrida com as presenças de Paulo Caetano, João Salgueiro, Rui Fernandes e o praticante João Moura Caetano.
Fecharam-se portas no mês de Julho, para só as reabrir, em 2006.

O projecto aprovado em 1995
Embora as obras só se tivessem iniciado no ano 2000, a verdade é que o projecto apresentado pela nova sociedade, denominada como Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno - SCRUCP, SA, havia já sido aprovado em 1995 pela Câmara Municipal de Lisboa, sendo que apenas em 1997, a Casa Pia autorizou o avanço das obras, por deter o 'Direito de Superfície'.

Em 2000, começam a pôr-se em prática, as ideias dos arquitectos José Brunchy, Pedro Fidalgo, Filomena Vicente e Lourenço Vicente. Além da cobertura da Praça de Touros e embelezamento do espaço interior do tauródromo, fizeram-se também alterações nos curros e pátio de cavalos, bem como houve mexida na lotação do tauródromo. Dos 8000 espectadores, passar-se-iria a 7000.
A criação de novos espaços, contemplou a criação de restaurantes, bares, lojas, cinemas e parque de estacionamento.

Reinauguração a 16 de Maio de 2006
A 16 de Maio de 2006, chegaria o grande dia. O dia da reinauguração do tauródromo, com a realização de um espectáculo de autoria de Filipe La Féria, pensado e criado em exclusivo para o efeito. Foram convidados especiais, participando numa Gala unica, o cavaleiro Luís Miguel da Veiga e o matador de toiros, Pedrito de Portugal.
No dia 18 de Maio, eis que se realizava a primeira corrida de toiros. Cartel composto pelos cavaleiros João Moura, António Telles e Rui Fernandes, com pegas a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém, Montemor e Lisboa. Lidaram-se toiros da ganadaria Vinhas, tendo sido, lotação esgotada.

Em 2014 é decretada a insolvência do Campo Pequeno
O tempo passou e a realidade dos holofotes vividos na Praça de Toiros do Campo Pequeno, sofreu uma forte machadada no seu orgulho. A empresa Opway pede a insolvência da SRUCP, SA.
Muita tinta correu, muitas alterações se registaram, sendo a maior delas e aquela que aos aficionados mais diz respeito, o facto dos desígnios do Campo Pequeno, serem desde então, geridos por uma Administração de Insolvência, liderada por Paula Mattamouros Resende, ali 'instalada' até aos dias de hoje.
A única solução, para liquidação da dívida avaliada em 99 milhões de euros, parecia ser a venda da sociedade, ou seja, os direitos de exploração de toda a área de espectáculos, centro comercial e parque de estacionamento.
Passaram cerca de cinco anos... Os direitos de exploração, foram finalmente vendidos!

Novos donos do Direito de Exploração do Campo Pequeno
Na passada quinta-feira, cerca de mais de quinze dias depois de aqui termos avançado quem seria o novo dono do Campo Pequeno, eis que é finalmente assinado o contrato de exploração do tauródromo, bem como de todos os outros espaços que o envolvem.
Álvaro Covões, Pires de Lima e Sérgio Monteiro, são os 'homens' que se seguem no Campo Pequeno.
A concessão, foi assim adquirida por 37 milhões de euros, sendo distribuida da seguinte forma: Álvaro Covões, conhecido organizador de espectáculos, ficará com a gestão de espectáculos, bem como dos restaurantes e centro comercial. António Pires de Lima e Sérgio Monteiro, ficarão com a concessão do parque de estacionamento, nos pisos inferiores ao Campo Pequeno.

Tauromaquia sim ou não?
Embora Álvaro Covões tenha admitido em entrevistas concessedidas no passado, que não é anti-taurino e que até nutre simpatia pela Festa, sem ser propriamente aficionado, a verdade é que até ao momento, nada se sabe da intenção e/ou obrigação de manter a tauromaquia como uma certeza, na sua actividade como organizador de eventos, ali, no seu novo espaço.
Tauromaquia sim ou não, é agora a grande dúvida dos aficionados e a resposta pela qual todos aguardam.

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