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Balanço da Temporada - Bandarilheiros/ Peões de Brega

  • 2019-12-05 22:07


Portugal exibiu sempre, de forma muito orgulhosa, uma incomensurável qualidade no que aos toureiros de prata concerne.

Este facto pode ter, entre algumas outras, uma explicação que facilmente se perceberá. Por entre as muitas (face à dimensão do nosso país), escolas de toureio, houve muitos nomes que passaram pela aprendizagem de diversos mestres, ‘de cara’ a uma carreira sonhada como matador de toiros… Pelas dificuldades que todos conhecemos neste sector da tauromaquia, muitos dos alunos, acabam por, trocar o ouro pela prata.

O câmbio não é indigno ou muito menos uma descida de nível. Encaremos de uma vez por todas, que o nome ‘subalterno’, é apenas uma categoria hierárquica… Um bandarilheiro, pode e deve ter uma função ‘cumbre’ no acompanhamento do matador de toiros ou de um cavaleiro.

A prova de tudo isto que acabámos de dizer, são os muitos bandarilheiros que laboram do ‘lado de lá’ da fronteira, integrados com pompa e valor, nas quadrilhas de rejoneadores e matadores de toiros.

Citamos nomes como Hugo Silva, Diogo Vicente, Joaquim Oliveira, João Ferreira, Mário Figueiredo, Ricardo Raimundo, José Franco ‘Grenho’, Tiago Santos… Mas, sem desprimor a nenhum dos nomes referidos, o maior, o gigante destaque, terá de ser dado a João Ferreira!

João Ferreira encheu-nos a todos de orgulho, ao saudar de ‘montera en mano’ em praças como as de Pamplona e Las Ventas (Madrid), onde o toiro, é toiro! A crítica espanhola colocou-o, com justiça, bem no alto e sim, é o melhor do momento, sobretudo a bandarilhar!

Mas, obviamente, que o valor não emigrou em massa e por cá, estão nomes valorosos e que importa referir. João Prates ‘Belmonte’, foi, é e será uma referência. A forma como ‘lê’ os toiros, ‘apenas’ pode conferir ao toureiro que coadjuva, maior segurança na hora de interpretar características. Senhor atento, com impressionante cultura taurina e com conhecimentos, dentro e fora da arena, com capote e sem ele…

Nomeamos ainda, casos de brilhantismo, como os do eterno João Ribeiro ‘Curro’, do alto da sua veterania; Nuno Oliveira e Duarte Alegrete, com as suas apreciáveis posturas discretas e eficazes.

Não esquecer, porque teremos sempre de lembrar e agradecer aos bons por cá terem passado, a enorme e prestigiada carreira de David Antunes, que, embora já meio arredado das arenas, voltou este ano, para um significativo tributo na sua terra, Vila Franca, numa altura em que se dava ainda o pontapé de saída na temporada.

Como crítica construtiva, resta frisar, o importante que é, a forma como se vestem os toureiros de prata, pois a tauromaquia, vive muito da imagem aliada ao conceito de espectáculo, que é importante nunca perder de vista.

Repudiam-se também os vedetismos, infelizmente muito na moda… vêem-se com cada vez mais frequência, toureiros de prata a querer dar mais nas vistas, que os ‘chefes’ das suas equipas, quando na verdade, um bandarilheiro, deverá ser mais eficaz, que propriamente visível… a visibilidade, surgirá inevitavelmente, com a qualidade e jamais, com crises de protagonismo.

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