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Opinião d’Ouro – Todos juntos somos poucos e ainda nos insistem em separar…

  • 2019-12-18 11:48
  • Autor: João Dinis


Será que o aumento da taxa de iva nos bilhetes para a tauromaquia é assim uma surpresa tão grande?
Não será uma consequência das atitudes tomadas por pessoas que tomaram as rédeas da festa da forma que tomaram?
Porque será que se escondem e querem silenciar e monopolizar a tauromaquia?
As respostas a estas questões e muitas outras perguntas…

Confesso que não me surpreende…! Os bilhetes, ou melhor, os empresários, passarem a pagar sobre os bilhetes vendidos a taxa máxima do IVA em Portugal, é praticamente uma consequência natural do que alguns dos intervenientes no sector taurino, alguns com mais visibilidade do que supostamente deveriam ter, têm vindo a desenvolver, não sabendo ocupar devidamente as suas posições, sobretudo numa tentativa desesperada e absurda de partidarizar a tauromaquia.

É igualmente outra das consequências da vaia com que ‘alguns’ e outros tais desses intervenientes do sector tauromáquico, decidiram brindar o, na altura, Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, quanto este assistiu à corrida do passado dia 17 de Junho em Santarém, bem como da outra vaia a Carlos César, no Campo Pequeno, nesta mesma temporada.

Continuam a achar que tudo isto não teve consequências?
Aliás, devemos mesmo ser o único sector da cultura que consegue ter membros do Governo a assistir a uma corrida e ainda assim são vaiados. Mimá-los não seria a reação mais inteligente?

Achavam mesmo que estes tristes episódios iam ficar esquecidos? A demonstração de pouco agradecimento votada aos nossos governantes iria mesmo passar em branco?
É que não se vai ficar por aqui, garantidamente que não… esperem para ver…

A propósito da vaia tributada a Capoulas Santos, sim, ele que antes de ser Ministro da Agricultura, assistiu a dezenas e dezenas de corridas, comentava-me um alto representante do sector agrícola português, na conferência de líderes da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), essa sim a verdadeira manifestação do mundo rural, onde estavam ‘só’ trezentos representantes das associações agrícolas do país, que a posição assumida pelo sector taurino tê-los-ia deixado envergonhados, pois foi com muita persistência que levaram o Ministro à corrida e depois aconteceu o que aconteceu… já estamos a ver o que tudo isto vai dar? Ou ainda não perceberam que até o verdadeiro ‘peso’ da agricultura ficou agora de costas meio viradas para a tauromaquia?

Só por curiosidade, sabem os caros leitores, que a CAP tem uma representação permanente em Bruxelas e tem verdadeiro peso no Governo português? Nesta dita conferência, realizada em meados de Novembro, estiveram nada mais que a actual Ministra da Agricultura e o Presidente da República….
Não seria deste lado que deveríamos estar? Responda quem ‘pensa’ a tauromaquia…

Antes do próximo parágrafo e para que fique bem claro… Sou o primeiro a defender uma verdadeira plataforma de defesa, promoção e divulgação da tauromaquia. Mas que seja verdadeiramente clara, integrante de todos os sectores da tauromaquia e que entenda que a tauromaquia é do País e não de regiões ou estratos sociais.

Cito o parágrafo anterior para que fique bem claro que no meu entendimento, a actual Federação Portuguesa de Tauromaquia está a servir todos os interesses, menos aquele que é o interesse da festa. E indicadores disso não me faltam…
Comentei com um membro da Direcção que esta subida da taxa de IVA seria uma das consequências da vaia ao Ministro da Agricultura… a resposta enfim… ‘Achas?... não é nada disso…’, pronto ok, parece que agora nem tenho direito à minha opinião… a verdade é que tudo o que lhes fui avisando que ia acontecer, mais tarde ou mais cedo, acabou por acontecer…

A propósito da reunião da Prótoiro, que se realizou esta terça-feira e que até agora nada de sabe, foi mais uma das secretas reuniões, ao bom estilo de certos grupos que bem conhecemos, gostaria de deixar aqui publicamente algumas perguntas, às quais, eu e certamente dezenas de aficionados gostaríamos de ter resposta. 

- Desde a criação da Federação, foram anunciados alguns processos contra os anti-taurinos, seja por ofensas, utilização de imagens, ou outros actos contra a tauromaquia… quantos foram ganhos? Ou antes, quantos deram verdadeiramente entrada em tribunal?

- A mesma Prótoiro, anunciou com pompa e circunstância que iria meter um processo à Câmara Municipal de Viana do Castelo. Como se encontra esse processo?

- Sobre a Póvoa de Varzim, como está o processo que a mesma Federação anunciou?

- Em que ponto se encontram as acções anunciadas, e para falar só de um acontecimento mais recente, sobre as ofensas a João Moura Júnior, após a corrida de Coruche?

- Quantos cartões do aficionado foram emitidos e utilizados? Qual o valor total dos descontos obtidos?

- Qual é o plano de acção da Prótoiro para devolver a tauromaquia ao Alto Alentejo, revitalizando as praças de touros que ali se encontram fechadas?

- O que pensa a Prótoiro fazer no caso de Setúbal? Uma capital de distrito às portas de Lisboa, com uma praça de primeira categoria, encerrada…

- Qual o plano de acção e orçamento para o próximo ano?

- Qual é o trabalho que tem sido desenvolvido, para justificar algumas declarações de intervenientes na festa, que consideram o trabalho da Federação fundamental para a manutenção da tauromaquia?

Estas são algumas das perguntas, muitas incómodas, é verdade, mas enquanto membro da imprensa, e da verdadeira e independente imprensa, gostaria de ver as respostas, só assim poderia acreditar que o trabalho é verdadeiro, claro e desprovido de outros interesses.

Obviamente que é importante desenvolver um lobby junto dos políticos e decisores do nosso país, mas será que com a partidarização que tentaram trazer para a tauromaquia irá dar bom resultado? Obviamente que não… respondo sem bola de cristal!

Mas se o trabalho da Prótoiro se resume a desenvolver esse lobby político, então que deixem que se faça o trabalho de promoção e divulgação da tauromaquia, e não contribuam para o seu boicote.

Os verdadeiros aficionados, aqueles que vão ver sair do seu bolso os 23% do IVA, pois certamente os empresários vão ter que fazer refletir no preço dos bilhetes este aumento do imposto, não se revêm nesta política da Prótoiro e muito menos se sentem defendidos por uma entidade que está fechada sobre si mesma.

Não sou, somos, contra a existência da Prótoiro ou de outra 'Toiro' qualquer, só exigimos respeito e clarificação, para que TODOS JUNTOS possamos remar para o mesmo sentido, ainda que cada um tenha uma missão diferenciada.

Para que os leitores tenham a noção da verdadeira realidade, a Prótoiro reuniu uma única vez com a imprensa. Certo é, coincidência ou não, que nessa ocasião, muitas e incómodas questões foram feitas à Federação... curiosamente a partir daí nunca mais a Prótoiro ousou reunir com a imprensa…!

Para terminar e voltando à taxa de IVA, tema sobre o qual não houve ainda uma posição da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (será que ainda existe?), a resposta é simples… 'Eles sabem tudo'…

Em 2024 será certamente tarde de mais… mas isso guardo para Vos explicar outro dia…

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