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“Estamos obviamente preocupados e trabalhamos já com os toureiros de modo a que se possam encontrar soluções junto do Ministério da Cultura…” afirma Nuno Pardal, Presidente da Associação de Toureiros

  • 2020-03-23 12:25


Com a interrupção abrupta da temporada, em virtude do surto pandémico de Covid-19 que assola o nosso país, mais de uma centena de profissionais do toureio, entre cavaleiros, matadores, bandarilheiros e moços de espadas encontram-se inactivos, o que obviamente afecta grandemente o seu rendimento, uma vez que muitos deles vivem exclusivamente da sua actividade sazonal.

Contactado pelo TouroeOuro, Nuno Pardal, Presidente da Associação Nacional de Toureiros, mostrou-se bastante preocupado com a actual situação, que afecta a larga maioria dos seus associados, “neste momento os toureiros estão relativamente calmos e tranquilos, mas obviamente bastante preocupados com a actual situação”, salientando que, “embora esta seja ainda uma fase inicial da temporada, a verdade é que já se estão a colocar em risco as primeiras corridas do mês de Junho, facto que pode afectar ainda mais os toureiros, cujas suas despesas diárias não diminuíram”.

Questionado se a Associação ou o Fundo de Assistência dos Toureiros tem algum plano que permita ajudar os toureiros nesta fase difícil e excepcional, Nuno Pardal declara que, “essa situação é algo que não está previsto no nosso regulamento, e para o alterarmos teríamos que efectuar uma Assembleia Geral, algo que era impossível de realizar agora”, salientando que ainda assim, “estamos atentos e a falar diariamente com os toureiros”, aos quais foram já dando indicações, “sobre como podemos e devemos proceder junto do Ministério da Cultura, que nos tutela, sobre os apoios que existem para a cultura”, bem como o Ministério da Agricultura, “uma vez que muitos deles são possuidores de cavalos, que de algum modo podem estar inseridos nas raças apoiadas pelo Ministério da Agricultura”.

Ainda assim Nuno Pardal deixa um alerta para que quando se possam começar a dar corridas de touros, “elas venham a ocorrer com a maior normalidade, evitando que os empresários sobreponham, o que poderia não ser benéfico para a tauromaquia em geral”.

Abordado se as corridas pudessem regressar, ainda que sem público e transmitidas num sistema de pay per view, ou seja, os aficionados poderia pagar para ver a corrida em casa, através da internet, Nuno Pardal não se demonstra contrário, realçando que todas as despesas da corrida deveriam estar asseguradas.

Sobre o futuro Nuno Pardal quer ser um optimista e realista, “estamos obviamente preocupados, mas também esperançados que a situação possa correr pelo melhor, mas todos devemos cumprir as indicações das autoridades de saúde, evitando ao mínimo as nossas saídas, de modo a podermos controlar a pandemia que nos tem assolado”, acrescentando ainda que, “tem sido essa também a indicação que temos dado aos toureiros, que devem também dar o exemplo e aproveitar esta altura para estar em casa, em família, protegendo-se a si e aos seus.

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