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Opinião d'Ouro: Faremos, parte de uma história que ainda não acabou…

  • 2020-04-05 16:55
  • Autor: Solange Pinto


'Luta-se com o vírus hoje, lutar-se-à com a economia amanhã...'

Temos, porque sempre fomos assim, a terrível sensação de que ‘a galinha da vizinha é melhor que a minha’… temos dizia eu, a sensação, que tudo no nosso país é mal feito, que não temos recursos e que poderíamos estar em situação muito melhor…

Se podíamos? Sim, mas…

Não creio que tudo tenha sido bem feito, mas sim aredito, que muito está a ser feito, com pardos recursos e se feito um balanço, Portugal não está a lidar tão mal assim com esta tragédia…

Portugal e o Governo, estão a dar uma importante lição de boa comunicação.

António Costa, pese embora os anos de carreira, revelou-se agora e de forma muito positiva e terá, às costas, tempos ainda mais difíceis dos que o que ora vive.

Graça Freitas. Exemplar? Não, mas perdoe-se se no início errou, dizendo que o Coronavírus não chegava cá… Lidava também ela com o desconhecido, mas, registe-se a parte boa num país que não nos iludamos, não tem recursos…!

Bem mais condenável, são os aproveitamentos políticos de malta que, como diria o Variações, só está bem onde não está… Choravam, gritavam, queriam porque queriam o Estado de Emergência e agora, vai daí, abstêm-se na hora da votação… E o outdoor, que loucura, há momentos para tudo e o tudo, é neste momento a luta pela sobrevivência.

Luta-se com o vírus hoje, lutar-se-à com a economia amanhã e esta última não será só uma guerrilha, será uma batalha gigante, que durará muito mais que o período de quarentena o de vários Estados de Emergência.

As imagens desta guerra de hoje, silenciosa, vazia de movimentos, de contrastes e cores antes não vistas, adquire agora a expressão maior, juntamente com os movimentos e notícias que nos chegam das unidades hospitalares.

Tivemos todos de nos reeinventar, de criar novos habitos e rotinas e tivemos sobretudo, que nos adaptar, às muitas horas de convivência intensiva com quem connosco está fechado em casa.

Ir para a guerra, não saindo de casa, pareceu a mais terrível das armas, mas e como tudo terá sempre que ter um lado positivo, damos agora todos, valor a coisas que antes não tinhamos sequer tempo para olhar, deixando escapar o que há de melhor em nós e nos outros.

Não nos iludamos. Tudo de agora em diante, será bem diferente, nós, ou tão simplesmente, os que a isto sobreviverem, vão ter carteiras mais magras, mas, poderemos orgulhosamente dizer, que somos dos resistentes e faremos, parte de uma história que ainda não acabou…

Continuem em casa, a cumprir as recomendações e cuidemos, de quem um dia, cuidou de nós!

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