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Plano da APET para fazer regressar corridas em tempo de covid custa mais de 8 mil euros por espectáculo e esbarra na protecção de dados

  • 2020-05-13 14:22


A Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), tem traçado um plano para o regresso da tauromaquia portuguesa, já a partir de 1 de Junho, que de acordo com o que o TouroeOuro apurou pode encarecer e mais de 8 mil euros a realização de cada espectáculo.

O plano traçado pela APET visa testar todos os intervenientes no espectáculo, bem como pelo distanciamento social dos aficionados, máscaras para todos, desinfectantes ao dispor de todos e medição da temperatura aos aficionados, algo que além de ir encarecer o espectáculo, poderá esbarrar na questão legal da protecção de dados.

Contas feitas pelo TouroeOuro, numa corrida de três cavaleiros e dois grupos de forcados, e tentando reduzir ao mínimo o número de pessoas numa trincheira, facilmente se chegam às 82 pessoas, entre cavaleiros, forcados, bandarilheiros, algum pessoal auxiliar, médico, bombeiros e força policial.

Testar as 82 pessoas, e tendo em conta o preço médio dos testes que estão a ser realizados em Portugal, que varia entre os 70 e os 150 euros, poderá custar, pelo menos, 6.560 euros, num preço médio de 80 euros, conseguido em muitos laboratórios, se for contratado um grande número de testes.

Aos 6.560 euros, há a acrescentar o custo das máscaras, que se conseguem agora comprar a uma média de 40 cêntimos, o álcool gel, e muito provavelmente a acomodação das pessoas testadas em hotel, ou similar, devidamente desinfectado, para que não possa existir contacto com o exterior, evitando assim possíveis contágios.

Mas a maior dificuldade, e de acordo com juristas consultados por nós, poderá ser mesmo a medição da temperatura corporal dos aficionados, que a APET diz garantir conseguir sentar com o devido distanciamento social nas praças, sem no entanto indicar qual é o espaçamento entre cada uma das pessoas nas praças.

A medição da temperatura corporal é um dos itens que se encontra inserido no regime de protecção de dados, Lei 58/2019, para o qual seriam necessários muitos procedimentos burocráticos e declarações, que podem inviabilizar a medida.
Aliás, em muitas das empresas, não houve permissão para realizar a medição corporal dos trabalhadores.

Embora estas medidas tivessem que ser ratificadas pela Direcção Geral de Saúde, não parecem de todo viáveis, quer pela sua complexidade, mas sobretudo pelo encarecimento no espectáculo, que facilmente ultrapassaria os 8 mil euros, algo que se demonstra incomportável.

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