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Rui Fernandes explica tudo sobre o “Movimento dos Toureiros em defesa da festa”

  • 2020-05-15 02:43


Depois de iniciarem um movimento que consideram em defesa da classe dos toureiros e da festa brava, o cavaleiro Rui Fernandes vem agora clarificar a posição dos fundadores do movimento e dos assuntos mais pertinentes que estes pretendem fazer prevalecer, afirmando ainda que contam com todos os toureiros em prol da união desejada na tauromaquia.

Depois de nos últimos dias o assunto “Grupo de Toureiros” ter dominado a actualidade taurina, Rui Fernandes concedeu ao TouroeOuro uma entrevista, que tem como óbvio objectivo clarificar a posição de todos os toureiros, catorze, que pretendem "abanar" a tauromaquia nacional, com o claro interesse de a tornar mais forte, e sobretudo, fortalecer os laços entre toureiros e todos os agentes da festa.

Depois de uma primeira reunião em sua casa, na Costa da Caparica, os toureiros voltaram a reunir-se na passada segunda-feira, na Atalaia, na quinta do cavaleiro Gilberto Filipe, onde com a presença de mais toureiros, perto de vinte, começaram a surgir novas ideias, e sobretudo um fortalecimento entre a classe.

Rui Fernandes começou por nos afirmar que “primeiro ponto, eu acho que aqui não há campeões de nada, nem os melhores, nem os piores, não há nada… “, referindo-nos que algo que não pretendem de todo, ele e os colegas que iniciaram o movimento é criar divisões, “está completamente fora de questão como é lógico…

Sobre o porquê de ser sobre ele que recaem os holofotes, como sendo o promotor do “movimento dos cavaleiros”, Rui Fernandes começa por explicar-nos que, ”há dois anos, quando toureei o festival da Prótoiro, em que fomos todos “de borla”, coisa que não aconteceu este ano, em que os touros foram todos oferecidos, coisa que não aconteceu este ano… “ deixando antever que nem tudo tenha corrido como esperado por este, mas que “às vezes podemos ter ideias e chocar com algumas pessoas, e eu disse para mim, “tenho tanto respeito por pessoas que andam cá há tantos anos, e tudo mais, que não quero estar a arranjar inimizades”, e achei que não devia estar a meter-me mais… entendes?,  “deixar andar o barco”, isto também para proteger pessoas que sempre admiraste ao longo destes anos todos, achei que não deveria e desliguei-me completamente…”, refere-nos o cavaleiro, que prossegue afirmando que ,“vou toureando as corridas que me chamam… logicamente tenho toureado três, quatro, seis corridas, logicamente se pudesse tourear mais era melhor, mas é o que há… não me queixo…”.
Rui Fernandes afirma que este é o seu país e que adora tourear nele, considera mesmo que Portugal “tem um potencial fora do normal”, mas que se vai apercebendo de certas movimentações, mas que ainda assim, acho que devia evitar criar anti-corpos, apesar de poder não concordar com muitas as acções realizadas por alguns agentes da festa brava portuguesa.

 

O início do “movimento dos cavaleiros”

Sobre o início do movimento, Fernandes começa por nos explicar que “vai fazer este domingo quinze dias, liguei ao Belmonte (João Prates), para saber como estava o meu afilhado e ele e a família e tudo mais… e vem sempre à conversa os toiros, que é o que gostamos…”, sendo que este terá comentado com o cavaleiro, “já viste bem, já passaram tantos meses de epidemia, não nos passam cartão nenhum, ninguém fala nas televisões, ninguém diz nada… é como se não existíssemos…” ao que Rui Fernandes terá conformado, sendo que o bandarilheiro terá retorquido, “dás-te com tantos colegas teus, tens um grupo tão grande de amizades, porque é que vocês não fazem qualquer coisa por isto?”
Eu ainda lhe respondi”, diz-nos Rui Fernandes, “é sempre chato, depois há outras coisas”, mas confessa-nos que ficou a pensar no que João Prates “Belmonte” lhe havia dito.

E prossegue Rui Fernandes, “na segunda-feira de manhã, liguei para o Moura Jr. e desabafei um bocado com ele e falei, que se calhar estava na altura de nós fazermos qualquer coisa…”, “depois liguei também para o João Telles Jr., e eles apoiaram logo ali muito, vamos fazer, vamos juntar-nos…”, referiu.

Quanto querem chamar que é um “grupo de campeões”, não tem nada a ver com isso, é exactamente ao contrário…”, salienta Rui Fernandes, que nos explica que o grupo foi constituído porque “fomos chamando aqueles toureiros com que nos damos mais no dia-a-dia... fomos discutindo ideias, o que se deveria melhorar, o que estava bem, o que estava mal…”, referindo-nos ainda que depois ligou ao Marcos Bastinhas, ao Filipe Gonçalves…, sendo que na primeira reuinão, além de Rui Fernandes, marcaram presença os cavaleiros, Ana Batista, Gilberto Filipe, Filipe Gonçalves, João Moura Caetano, Manuel Telles Bastos, Marcos Bastinhas, João Ribeiro Telles Jr., Duarte Pinto, Francisco Palha, Miguel Moura, João Salgueiro da Costa e Rouxinol Jr., sendo que decidiram também convidar os bandarilheiros João Prates “Belmonte” e Duarte Alegrete, porque  no entendimento destes é também um sector que faz muita falta ouvir as ideias deles, sendo que há posteriori até “resolvemos chamar mais um e surgiu o nome do Diogo Malafaia.”

Rui Fernandes, esclarece ainda que “isto aqui não há velhos nem novos, porque o que conta é a união,  sendo que foi unanime entre todos de não contarem com os veteranos no activo, como são os casos de  João Moura, António Ribeiro Telles, Rui Salvador e Luís Rouxinol, sendo que Rui Fernandes refere que “eu ia sempre tendo uma abordagem, durante estas conversas, com o Nuno Pardal, que é o Presidente da nossa associação…”, questionado se Nuno Pardal não teria sido apanhado de surpresa com este movimento, o cavaleiro é perentório, “nada, nada, antes pelo contrário…”

 

As conversas no WhatsApp e os grupos


Umas semanas antes tinha tido uma conversa com um Nuno Pardal, quando foi necessário que assinasse uma “coisa” a favor dele, eu sempre tive a favor do Nuno Pardal e sempre o apoiei”, “fui sempre dizendo ao Nuno Pardal que achava que era altura de nos unirmos todos e fazer qualquer coisa, que ele tinha que arranjar maneira de mesmo aqueles que acreditam menos nele, começarem a acreditar mais nele…”, sendo que Rui Fernandes considera que,  “ele (Nuno Pardal) também tinha que nos ouvir mais…”, sendo que este admite que “nós nunca fomos a reunião com frequência… “nunca passamos cartão nenhum àquilo”, “mas acho que estava na hora de fazer ver que a dar outra assistência…”, “uma conversa porreira com o Nuno…”, considera o cavaleiro, que prossegue, “fui-lhe sempre dizendo as minhas ideias”, e uma vez que “ele tinha criado um grupo no WhatsApp” , “eu disse que podia ser um pouco confuso, uma coisa é para dar notícias e isso é óptimo, agora para haver assim mais conversas, ou troca de ideias e explicações, não acho bem… e sugeri-lhe, porque não fazes assim um grupo mais pequeno”, que este considera ser mais fácil de trabalhar, sendo que no entender de Rui Fernandes, “o Nuno achou que eu estava a levar isto mais para a frente e por coincidência ou não, até fez esse grupo”, sendo que o cavaleiro da Caparica apesar de ter sugerido alguns nomes deixou sempre na “mão” de Nuno Pardal a gestão do grupo, uma vez que ele é o Presidente da Associação, “mas fui sempre dando os meus conselhos, tendo cuidado para não ferir os sentimentos de ninguém nem o gostar de cada um…”, ainda que tenha estado sempre ao corrente de toda a situação.

Enquanto decorrem as conversas no WhatsApp, Rui Fernandes refere-nos que “fiz um contacto com o Correio da Manhã, para darmos umas entrevistas, porque comentei com ele que não podia ser, temos que começar a aparecer a dizer algumas coisas, até podia ter “puxado a brasa à sardinha para mim”, mas não quis, e dei diversos nomes… o João Ribeiro Telles e a família, o Rui Bento enquanto empresário, o Gilberto Filipe que também tem um picadeiro e tem muitos cavalos lá, para que percebam o que se está a passar connosco, neste momento difícil… e eu sempre a contar tudo ao Nuno Pardal, sem nunca haver qualquer tipo de segredo…”, sendo que quando ele cria esse grupo, “o Rui Salvador sugere que nos juntássemos todos na casa dele, mas como já estava uma reunião marcada na minha casa, disse-lhe para não levar a mal e que o Nuno sabe o que está a acontecer, vai haver uma reunião na minha casa…”, referindo-nos o cavaleiro que, “senti que o Rui achou que estava a ser excluído… e o António Ribeiro Telles passou-se o mesmo com ele, mas eu liguei-lhes logo de seguida a explicar que não era esse o caso, que nós queríamo-nos juntar… éramos se calhar os mais novos, mas temos também esta ligação e queríamos ter o à vontade de abordar certos assuntos, sem ter os mais veteranos presentes…”, sendo que “se esta reunião corresse bem e víssemos que tinha pés para andar, a nossa ideia era logicamente expor as nossas ideias aos toureiros mais veteranos, aos retirados, a todos os outros que não estavam presentes e depois ao Nuno Pardal e com as pessoas da Prótoiro, pessoas a quem nós pagamos um dinheiro para eles nos defendenderem...”, sendo que “a primeira reunião na minha casa, foi feita sempre com a máxima segurança, com máscaras, luvas, géis desinfectantes, respeitamos a distância de segurança e as normas…”, mencionando que “a verdade é que a reunião não poderia ter corrido melhor!

Rui Fernandes refere que, “nessa reunião não convidámos por exemplo o Brito Paes, porque também temos ligação com ele, muitos de nós têm muita afinidade com ele, mas não veio… não escolhemos por elites…”, mas sim “porque faz parte da Direcção do Fundo de Assistência… e queríamos ter uma abordagem de assuntos em que estivéssemos completamente à vontade para falar o mais sincero possível, expormos as nossas ideias, umas correctas, outras não correctas… todos tiveram oportunidade de falar… até respeitamos a antiguidade… mas era fundamental começarmos a fazer qualquer coisa…”

Sobre alguns dos pontos abordados na primeira reunião, Rui Fernandes refere-nos que o primeiro ponto foi mesmo a questão do convite ao Brito Paes, outro foi a transparência, que tudo decorresse o mais transparente possível, o terceiro ponto foi facto de sermos os mais novos na reunião e o porquê dessa decisão, sendo que outro dos pontos foi definir que queriam contar com os veteranos, entre outros.

 

A confirmação das tabelas

O toureiro clarifica que a exemplo do que acontece em Espanha e que “queremos modificar é que comece a haver tabelas, como há em Espanha, em que os toureiros quando saem de casa, estejam mais assegurados… os bandarilheiros igual, que tenham as suas tabelas…”.
Questionado se tinham a noção que isso iria também mexer com a Associação de Empresários, Rui Fernandes refere que “é tudo uma questão em que todos juntos possamos chegar a um consenso…”, “eu penso que se fores a ver a tabela dá um grau de profissionalismo para todos, para as empresas, para os toureiros, para os ganadeiros, para os bandarilheiros…”,
Logicamente que todos temos que chegar a um acordo, são tudo coisas que temos que ver bem… a situação actual como está… variadíssimas coisas…”, sendo que os toureiros que tomaram a iniciativa consideram que “é dos pontos em que qualquer colega meu, que não esteve presente, vai concordar, é bom para todos...”, sendo que para Rui Fernandes quando “quando chamam Grupo A, Grupo B, longe de mim querer dividir qualquer colega… acho que todos têm o seu mérito, o seu direito e todos têm que ser ouvidos, mas nós começamos por um grupo de amigos…”

Sobre os contactos com os toureiros veteranos, Rui Fernandes elucida-nos, ”liguei ao João Moura pai e expliquei em que ele me disse que não estava nada afectado por não ir… bem haja…”, “liguei ao Rui Salvador e foi mais difícil de entender, bem como o António Telles…  e expliquei tudo… ele não compreendeu muito bem as primeiras abordagens, mas depois tudo cinco estrelas…”, sendo que “quando marcámos uma segunda reunião, a nossa ideia era expormos a situação aos quatro toureiros mais veteranos, para ver se a partir daí isto tinha mesmo pés para andar ou não…” , só que “o Rui Salvador, sendo Vice-presidente da Associação Nacional de Toureiros disse-nos que só iria à reunião se o Nuno Pardal tivesse presente.
Aquando da marcação da reunião o Rui Salvador e o António Telles pediram também a presença do João Ribeiro Telles e do Emídio Pinto, além do Nuno Pardal.

 

 

A reunião na Atalaia

Sobre a reunião da passada segunda-feira, na Atalaia, em casa do cavaleiro Gilberto Filipe, Rui Fernandes começa por explicar que,”começou às 18.30 horas e acabou já depois das duas da manhã…. Sempre dentro das maiores condições de segurança, aliás ele tem já o picadeiro a começar a funcionar, portanto toda a gente estava em segurança…”, contando-nos ainda que “até tive um detalhe para com o Moura pai, que se queixa que as máscaras o magoam e então tinha comprado umas viseiras e levei uma para o Moura pai, isto para esclarecer, porque o Miguel Alvarenga até isso escreveu mal… eu não usei viseira, eu usei máscara, a viseira quando cheguei ofereci uma viseira ao Maestro Moura…”, “isto à conclusão que o Senhor Miguel Alvarenga não pode dizer as coisas que são mentira, e não pode estar a dizer o que não é verdade… tem que se informar melhor… os informadores dele se calhar são maus informadores…”, esclarecendo ainda outra coisa “que quero deixar clara, nunca ninguém falou que os outros toureiros não contam para nada, estão completamente enganados…” isto porque “se alguém dissesse isso ao pé de mim eu era o primeiro a retificar… ou acham que na presença de João Telles, António Telles, Emídio Pinto, Rui Salvador, Moura… alguém iria admitir uma conversa dessas?

 

 

Relação com Nuno Pardal complicada

Ainda que não nos esclareça totalmente, Rui Fernandes admite agora que “até à data da reunião sempre fui um defensor do Nuno Pardal, até gostava de convencer alguns que não fossem, mas ao dia de hoje digo-te já que não concordo com o lugar que ele ocupa!”, afirma perentoriamente, sendo que questionado porque não concorda com Nuno Pardal na presidência da Associação de Toureiros, este refere que “acho que tem uma coisa muito difícil… que é o homem nunca erra… tem sempre resposta para tudo connosco… mas para já não quero entrar por aí…”, “eu acho que quando alguém se assume de uma maneira que nunca erra, não me identifico com essa pessoa, também é bom saber que erramos… é bonito faz parte a humildade…”

Rui Fernandes dá ainda outro exemplo sobre o esfriamento da relação com Nuno Pardal, “no dia da reunião da minha casa, quando estávamos no final da reunião, ficamos todos estupefactos, quando no grupo do “Pardal”, entraram mais não sei quantos toureiros, alguns retirados, entraram muitos… e logicamente nesse dia, questionei-me, que se tinha um grau de frontalidade tão grande com o Pardal, desde o primeiro momento, e ele agora faz isto? “ sendo que este refere que depois de lhe ter ligado a confrontá-lo este lhe terá retorquido que foi pura coincidência, “logicamente que tenho que acreditar na pessoa, mas foi pura coincidência, não vou desconfiar de nada… mas é verdade que esse tipo de coisas começa a criar desconfianças…”, conclui Fernandes.

 

Notícias pouco verdadeiras e de fontes duvidosas

Rui Fernandes refere-nos que só hoje prestou declarações, e que “possivelmente até já o deveríamos ter feito mais cedo, mas nunca pensei que isto chegasse ao ponto que chegou hoje, ao ponto do Miguel Alvarenga meter uma foto minha, que não tem nada a ver com os toiros (com uma arma na mão)… e depois liguei-lhe a chamar a atenção… dizer que fomos uns irresponsáveis e tudo mais… acho que há o mínimo…”, “Temos que ter a noção do que escrevemos, sobretudo quando não é verdade… porque pode ser utilizado com outras intenções… “, deixando ainda no ar que este pode ter uma intenção de desunir os toureiros, algo que este afirma que “nunca vai conseguir porque somos por natureza unidos…  quando somos chamados a unir, pomos tudo de parte… isso é a essência da tauromaquia…”


Toureiros confirmam TouroeOuro

A verdade é que os toureiros voltaram a confirmar o que o TouroeOuro havia noticiado a 19 de Abril, os toureiros não se encontravam em sintonia com a Associação Nacional de Toureiros, algo que Rui Fernandes desvaloriza, preferindo que “temos outra reunião marcada, em que se correr como nós pensamos… volto a repetir, não há nenhum toureiro que não faça falta… os retirados, os actuais, os que toureiam menos, o que já não toureiam, os matadores, os novilheiros… eu já tive alguns toureiros que me ligaram, e assim que lhes explico ficam elucidados…”, voltando a frisar que “isto foi uma reunião daqueles que têm mais amizade no seu dia-a-dia… faço-me entender?”, dando alguns exemplos de toureiros que fazem toda a lógica integrar o movimento, “tínhamos que falar já aqui do António Prates, tirou a alternativa o ano passado, está em ascensão, então não merece estar numa reunião destas? Logicamente que tem que estar, mas por coincidência ainda não esteve… Mas irá estar em muitas…” outro exemplo para Rui Fernandes é “o Nuno Casquinha, o que esse rapaz se tem esforçado para ser matador de touros, é de se tirar o chapéu todos os dias, então não tem que estar numa reunião... logicamente que tem que estar… mas como outros… eu não quero estar a falar em mais nomes, para não me esquecer de ninguém…”

 

Virar de página para a tauromaquia sair reforçada

Rui Fernandes refere que o movimento dos toureiros pretende que este seja um “virar de página, que consiste em colocar todos em sintonia, “acho que o que conta é estarmos todos viramos para o mesmo, e acho que temos todos bem presente, que tem que haver um virar de página, de estratégia, para que as corridas de touros, quando voltarem a acontecer, regressem mais fortes que nunca!”

Sobre as mudanças desejadas na Associação Nacional de Toureiros, este salienta que “podem  passar por dois pontos cruciais, assim os associados entendam…”, “imagina que os associados entendem que o Nuno Pardal, vai começar agora a dar mais ouvidos, mas nós também vamos estar mais presentes, porque verdade seja dita, nós também nunca estivemos presentes… temos que ter humildade para reconhecer que nunca estivemos presentes…”, “mas também quando estivermos presentes, queremos ser ouvidos e do outro lado tem que haver feedback, que se calhar, nunca existiu e vai ter que mudar, e para isso tem que querer…”

Outro dos pontos pode acontecer se as partes discordarem e aí os cavaleiros admitem partirem para uma nova Direcção, “mas isto não sou eu que vou dizer que vai acontecer”, refere Fernandes,”têm que ser todos os associados, em comum a achar que é esse o bem… como podem achar que o bem é ao contrário, uma coisa é a minha opinião, outra coisa é o bem de todos… .
Questionado se poderia surgir uma nova associação, este afirma-nos que acho que não, “acho que temos que ter muito respeito pela antiguidade desta associação, acho que o fundamental é tentarmos incutir que todos os toureiros, possam começar a estar mais presentes…

Fortalecer a posição dos toureiros

Um dos pontos que nós entre todos achamos que é crucial, para a nossa festa estar de outra maneira, era estarmos no mínimo, dez vezes por ano juntos…”, refere o cavaleiro, que prossegue, “haver dez reuniões… em que já vai toda a gente, quem quer, mas a reunião é marcada e podem aparecer todos…

Mas queríamos dar uma posição mais forte, de termos que ir mesmo, para podermos ouvir todas as ideias, claro que não se vai resolver tudo, numa reunião… tem que haver duas, três, quatro…

Para já são tudo ideias em cima da mesa, que os toureiros esperam levar a bom porto, “volto a repetir, é fácil apontar o dedo aos outros, agora o que está em causa é deixar um bocadinho essas coisas de lado, e pensarmos no futuro, e o futuro passa por todos levarmos isto a bom porto”, ainda que este ache “que é muito mau as notícias que passam cá para fora que “estão desunidos”, eu achei que estas declarações até já podiam ter partido de outra pessoa, não o fizeram, não quiseram fazer, às vezes querem segredos, mas eu sou contra isso…”, concluindo que “numa reunião, temos que vos contar o que se passou, ou não se passou… não estamos a fazer mal a ninguém…”

 

Toureiros sentem que movimento começou já a surgir efeito

A verdade é que desde que nos começamos a mexer muitas coisas já aconteceram… “, sentindo este que “já houve mais trabalho, houve toureiros na televisão… também pode ser coincidência como diz o Presidente da Associação Nacional de Toureiros, mas a realidade é que muitas coisas já aconteceram…”


Mais clareza da Prótoiro

Rui Fernandes mostra-se “completamente a favor da Prótoiro”, ainda que este considere que todos os intervenientes na festa, empresários, toureiros, ganadeiros, forcados, “possam estar mais integrados nas ideias… já que somos nós que pagamos, são os associados destas associações que pagam e fazem com que a Prótoiro exista, acho que também temos o direito de saber e haver maior transparência com os associados…”, preferindo não se alongar muito mais, “porque agora o que queria esclarecer de uma vez por todas sobre a nossa situação e explicar tudo ao pormenor e ninguém tem que ficar sentido com ninguém.

 

O futuro que começa na próxima segunda-feira

Sobre a reunião da próxima segunda-feira, novamente a realizar na Atalaia, Rui Fernandes volta a salientar que “se isto resultar, oxalá tenhamos a oportunidade de termos na Associação de Toureiros cem associados, oxalá isto nos leve a essa união…”, voltando este a frisar que “aqui nunca ninguém quis meter ninguém de lado, está mesmo fora de questão, tudo começou com as pessoas que têm ligação no dia-a-dia… o grupo foi surgindo pelos amigos mais próximos e porque estávamos com “pressa” para dar início ao projecto…”, sendo que este espera que com esta explicação todos os colegas possam perceber as intenções do movimento.

Sobre o futuro imediato da Associação Nacional de Toureiros, Rui Fernandes refere que para já Nuno Pardal admitiu que não se iria demitir, salientando que “o fundamental é estarmos novamente juntos e quando estas reuniões passarem para a Associação, assim esperamos, e quando aí for, ou noutro lugar, terão que ser ouvidos os restantes toureiros que podem e devem dar as suas ideias…

Questionado ainda sobre outros pormenores da associação, Rui Fernandes preferiu, para já, deixar passar a reunião da próxima segunda-feira, deixando já a promessa de voltarmos a falar muito em breve, dando conta de todas as movimentações levadas a cabo pelo “movimento dos toureiros em defesa da festa”.

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