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Forcados e antiguidade dos recintos preocupam autoridades de saúde. IGAC e DGS reúnem para definir regresso da tauromaquia

  • 2020-05-27 16:16


A Direcção Geral de Saúde (DGS) e a Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) reúnem esta quarta-feira, de modo a tentar encontrar soluções para os espectáculos culturais, cuja tutela é da sua responsabilidade, tentando encontrar soluções para cada actividade, sendo que a tauromaquia parece ser a que mais preocupação dá a ambas as entidades.

De acordo com informações que o TouroeOuro conseguiu recolher, a DGS está bastante preocupada com o tema dos Forcados, que actuam em grupo e com oito elementos em cada pega, facto que pode vir a ser considerado um foco de possível contágio pela entidade de saúde, podendo mesmo esta vir a tomar a medida “radical” de permitir a realização de espectáculos tauromáquicos sem a presença dos forcados.

Outro das hipóteses em cima da mesa será a de se testarem os forcados, como está a ser feito com os jogadores de futebol, uma vez por semana, e 24 horas antes de actuarem, mantendo-se depois em isolamento, numa unidade hoteleira, por exemplo, algo que poderia trazer custos incomportáveis ao espectáculo, não estando no momento a situação ainda definida.

A antiguidade de muitos dos recintos é outro dos factores de preocupação da DGS, que podem assim não cumprir algumas das regras definidas no plano de contingência para os espectáculos culturais, nomeadamente as entradas e saídas de público que “devem ter circuitos próprios e separados”, bem como nas áreas de espera e de atendimento deve ser evitada "a formação de filas, garantindo o distanciamento de dois metros entre pessoas", através da sinalização de circuitos e marcações físicas de distanciamento.

Um dado praticamente certo é que a IGAC irá acatar as indicações da DGS no que diz respeito aos espectáculos tauromáquicos, sendo que muitas vão ser idênticas às dos restantes espectáculos culturais, nomeadamente garantir "higienização completa das salas, antes da abertura de portas e logo após o final de cada sessão", assim como "limpeza e desinfeção periódica das superfícies", de instalações sanitárias e de "pontos de contacto”, a obrigação de utilização de máscara por parte do público, todos os espetáculos têm de ter bilhete de ingresso, em função da lotação máxima, incluindo os espetáculos ao ar livre, mesmo que gratuitos, sendo que a sua venda deve ser feita, de preferência, de véspera e por via eletrónica.

Em todos os espectáculos só podem existir bilhetes para lugares sentados, sendo que na mesma fila, os lugares ocupados têm de ser alternados, com um de intervalo (excepto se os espetadores forem coabitantes), e têm de ficar desencontrados em relação à fila seguinte.

No caso dos espetáculos ao ar livre, os recintos têm de ser delimitados e os lugares "previamente identificados", por "cadeiras, marcação no chão ou outros elementos fixos", cumprindo um distanciamento mínimo de 1,5 metros, entre espetadores, sendo que em todos não é permitida a entrada em recintos sem controlo de um técnico do espetáculo.               

Os organizadores de espetáculos e os titulares de salas têm também de "sensibilizar o público" para "o cumprimento das regras da lavagem correta das mãos, etiqueta respiratória" e outras medidas de higiene definidas pela Direção-Geral de Saúde.

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