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EXCLUSIVO TouroeOuro – Dossier escandaloso pode acabar com os touros no Campo Pequeno

  • 2020-06-25 17:37


Processo de venda da empresa preparado pela administração de insolvência dá como certa renúncia da Casa Pia de obrigar empresa gestora a realizar corridas de touros

Mais que nunca, os touros estão mesmo em risco no Campo Pequeno, fruto de diversas “negociações” que envolvem altas individualidades da sociedade portuguesa, políticos e banqueiros, num processo secreto, que envolveu a venda da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP) e que parece contar com a concordância da Casa Pia, proprietária da Praça de Touros do Campo Pequeno.

Um dossier a que o TouroeOuro teve acesso exclusivo, preparado pela KPMG, auditora internacional, com sede na Holanda e que tem escritórios em Lisboa, serviu de base para o concurso internacional da venda da empresa insolvente da SRUCP e declara liminarmente o terminus da actividade taurina em Lisboa.

O documento, que foi remetido a três entidades interessadas na aquisição da sociedade gestora do Campo Pequeno, refere-nos uma fonte por nós contactada, teve coadjuvação na sua elaboração da Gestão de Insolvência da SRUCP (Dra. Paula Mattamouros Resende), Millenium BCP e a aprovação da Comissão de Credores, refere claramente a intenção de terminar com as Corridas de Touros em Lisboa, contando para isso com o apoio da Casa Pia de Lisboa.

No caderno de encargos preparado para o concurso internacional é mesmo referido que “de acordo com a equipe de gestão, o número de touradas diminuirá para 7, em 2020, permanecendo constante depois”, acrescendo ainda o paragrafo “fatal” para os touros em Lisboa, “após a decisão da Casa Pia de renunciar à obrigação de realizar um número mínimo de touradas, esses eventos podem ser substituídos por outros eventos/shows ao vivo”, facto que prova assim a conivência da Casa Pia, que tentámos contactar, sem sucesso até ao momento.

De destacar, e conforme se pode verificar no excerto do documento que publicamos, que esta informação, prestada à KPMG, tem como fonte a SRUCP, o que indica claramente que a gestão de insolvência estava a par de todo o processo e intenções de terminar com a tauromaquia no Campo Pequeno, tornando-o assim mais uma sala de espectáculos, como tantas outras em Lisboa.

Confrontado com esta situação, o Dr. João Borges, antigo gestor da SRUCP, refere que ele próprio “entregará em breve inúmeros documentos na Policia Judiciária e no Ministério Público”, que provarão que todo o processo de venda da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno teve contornos que este assume “podem configurar vários crimes, que lesam uma família, uma empresa, e a cultura de um país”, refere-nos.

Além do que considera um crime, que não pode passar impune também ao Banco de Portugal, da venda de uma sociedade por 37 milhões de euros, sobre a qual este reclama valores superiores a 190 milhões de euros, existe também o “crime cultural” que se está a preparar em Lisboa, e que em poucos anos terá consequências em todo o país, com a extinção do espectáculo e cultura tauromáquica.

Questionado se até ao momento já haveria sido contactado por alguém ligado à defesa da Festa, nomeadamente a Federação Prótoiro, João Borges referiu que não, salientando ainda que tem matérias que poderão ser bastante úteis e pertinentes na defesa e protecção do sector.

Entretanto os processos movidos pela família Borges, continuam os seus trâmites processuais, agora que os tribunais e Ministério Público retomaram a sua actividade normal, no pós confinamento, devendo vir a ser conhecidos mais detalhes nas próximas semanas, ou dias.

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